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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

A riqueza na diversidade - Beatriz Fradique, 9A

Não podíamos deixar de partilhar um texto escrito pela Beatriz Fradique, do 9ºA, a propósito da conhecida frase de Martin Luther King (agradecemos à docente Rosa Antunes o envio do texto):

“ Tenho um sonho que os meus quatro pequenos filhos viverão, um dia, numa nação, onde não serão julgados pela cor da sua pele, mas pela qualidade do seu carácter”.       


"Vivemos numa sociedade familiarizada com manifestações e protestos contra a discriminação e para defender os direitos humanos, mas nem assim o racismo e a xenofobia desaparecem.

Muitos idealizam o mundo perfeito, com paz, igualdade e respeitoso em relação às diferenças de cada um. Mas, no fundo, todos sabemos que esse mundo se encontra distante, ou até mesmo inalcançável.

Imaginem um mundo apenas com gente da mesma cor, com hábitos iguais, gostos iguais. Um mundo no qual não importaria para onde viajássemos, pois tudo seria mais do mesmo. As culturas variadas que fazem de um país algo único, já não iriam existir.

Deveríamos ser gratos pela diversidade que nos permite mais explorar, admirar o desconhecido, os imensos tons e texturas de pele, os vestuários extravagantes de algumas culturas. Na verdade, o que faz um mundo é a diversidade, tanto de animais e plantas, como de pessoas.

As inúmeras oportunidades que muitos desperdiçam por não tentarem conhecer o interior de alguém apenas por ser diferente é triste. Os números de mortes e feridos que provêm de agressões praticadas por racistas são ainda mais tristes.

Agora tirem um tempo para pensar, vale mesmo a pena menosprezar o diferente e não apreciar a beleza do mundo?"

                                                                                                                  [Beatriz Fradique , 9ºA]

Poema de Francisco Fazenda, 9A

Partilhamos um poema do Francisco Fazenda, do 9A, que nos foi enviado pela docente Rosa Antunes. Parabéns Francisco!

Neste dia tão especial 

Não há par que não seja ideal!

Sempre a ouvir pássaros a cantar, 
Também há chocolates e flores para dar!

Neste dia de tantas palavras, 
Não há coração que não ganhe asas.

                                            [Francisco Fazenda, 9ºA]

sábado, 17 de dezembro de 2022

Opinião sobre o filme "Como Estrelas na Terra", por Maria Ribeiro do 9A

Partilhamos a opinião de uma aluna sobre o filme "Como Estrelas na Terra" (partilha da docente Rosa Antunes).


                                                                                                       (imagem dehttp://mary-xanxere.blogspot.com/2018/08/filme-como-estrelas-na-terra.html)

O meu texto de opinião tem como tema o filme visto no anfiteatro do Agrupamento de Escolas do Fundão, pelas turmas do 9ºA, 9ºD e 9ºE, no dia 12 de dezembro de 2022, no âmbito do Projeto “Sou como sou - Autoestima em meio escolar” (responsável professora Rosa Antunes).

O filme retrata a vida de Ishaan, uma criança que é colocada numa escola particular após repetir várias vezes de ano. Nessa escola, sofre bullying e é humilhado pelo professor de EV por não conseguir ler ou escrever. Esse mesmo professor acaba por mudar de escola, sendo substituído por Nikumbh, que é o oposto do seu antecessor, sendo que os seus métodos de ensino são mais atrativos para os alunos, entre os quais a música e atividades que promovem a criatividade das crianças. Este novo professor trabalhava numa outra escola para crianças com distúrbios mentais, logo chegando à conclusão de que Ishaan tinha dislexia. O resto da história desenvolve-se no percurso que Ishaan percorreu para conseguir ler e escrever com a ajuda do professor, sendo que no final ambos ganham uma competição de desenho para a capa do anuário da escola.

O filme em si é interessante, principalmente na maneira como conseguem representar como é viver com dislexia ou viver com alguém disléxico. A maneira como ele se conseguiu “soltar” lentamente e voltar a fazer o que ele gostava surpreendeu-me, pois ele tinha desistido completamente de fazer o que gostava pelas humilhações que sofria e foi preciso um longo e complicado trabalho, tanto do professor como dele, para ele voltar a fazer o que gostava.

Também persistiu a questão de não haver preparação a nível escolar para lidar com este tipo de situações, o facto de uma criança deixar de fazer o que gostava e não conseguir estar ao nível dos seus colegas é algo preocupante. No caso de Ishaan, agravou-se por causa do ambiente escolar a que ele estava exposto - ele estava a ser constantemente humilhado por algo que não consegue controlar.

Na minha opinião, este tipo de situação (que infelizmente é o dia a dia de várias crianças) pode e deve ser evitada. É um dever de qualquer um reparar nos sinais e relatar este tipo de casos, principalmente quando se trata de crianças, por serem casos mais complicados, pois as crianças não costumam perceber a gravidade da situação a que estão sujeitas e episódios como os que Ishaan passou na escola podem ser traumáticos.

Achei que para além de ser uma maneira de nos mostrar outra realidade, serviu também para nos educar acerca da dislexia ou outros problemas, tal como mostra que nós não somos limitados pelos problemas que aparecem ao longo da vida, pelo contrário, não devemos deixar os nossos problemas definir-nos como pessoas ou as nossas capacidades.

É um filme necessário, não esquecendo a excelente atuação e composição. Recomendo a ver e espero ter oportunidade de ver mais filmes como este.

                                                                                   [Maria Ribeiro   n°13   9.ºA]

segunda-feira, 21 de novembro de 2022

A vida de José Saramago na perspetiva da Beatriz e da Maria, do 9ºA

Ainda a propósito de Saramago...

Publicamos dois textos de alunas do 9ºA (da docente Rosa Antunes), que resultam de"várias atividades interativas, no computador, em trabalho de pares, sobre a vida e obra de José Saramago. São pequenos textos (técnica de 7x11) alusivos à sua infância, que foram elaborados, com música de fundo, no dia em que o prémio Nobel da Literatura nasceu."

"A infância... Melhor época da minha vida! A mais mágica e divertida, tudo era mais simples.
Lembro-me de estar na pré, a brincar com os meus amigos, da relva molhada e do cheiro a terra húmida que se espalhava pelo ar. 
Os meus fios de cabelo soltos emaranhavam-se enquanto corria até aos braços dos meus pais, esboçando um sorriso sentido. Sabia que o próximo destino era casa... Casa! O meu lar, um lugar onde me sinto bem."
                                                                                                   [Beatriz Fradique 9ºA]

"Saudade
Certa vez, ia numa viagem de carro uma menina que chorava. Chorava em qualquer ocasião, sendo dia ou noite, chorava. Ninguém sabia ao certo o porquê, nem ela sabia o motivo de tanto choro, só sabia que chorava.
Nessa viagem longa que se destinava ao Norte, onde quase todos dormiam, ela voltava a chorar. Com preocupação dos pais, apressaram-se a chegar a uma casa branca em Felgueiras.
Chegando a casa, aliviaram-se ao perceber que era saudade."
                                                                                                                           [Maria Ribeiro  9ºA]

quarta-feira, 16 de novembro de 2022

Assim celebramos o Centenário de José Saramago

Durante um ano, a tua biblioteca festejou o Centenário do nascimento de José Saramago, o nosso Nobel da Literatura, não só divulgando novas aquisições de livros do autor e sobre o autor, mas também com leituras, numa rubrica levada a cabo por alunos sob a orientação da docente Cesaltina Neves (docente que, no ano letivo anterior, fazia parte da equipa da biblioteca) - Dar Voz à Poesia de Saramago. Deixamos aqui um vídeo com a compilação de algumas dessas leituras:


Também na rubrica da biblioteca Leituras (Com)Vida se leu Saramago e sobre Saramago. Inclusive, partilhamos uma leitura a dois, de uma encarregada de educação e do seu educando.

Trabalharam-se textos de José Saramago, no âmbito da Cidadania - O Dever dos Nossos Deveres, por turmas das docentes Célia Gil e Deolinda Gil, de que deixamos um exemplo para relembrarem.

Na Semana da Leitura, em março, partilhamos leituras de textos de Saramago, realizadas no âmbito da atividade Baloiçando a Poesia, por alunos da docente Rosa Antunes

Divulgamos leituras, realizadas no âmbito da atividade Dez Minutos a Ler, com alunos da docente Rosa Antunes

Partilhamos a Tertúlia com Gabriel Magalhães, intitulada A Voz de Saramago, divulgada pela coordenadora do Departamento de Línguas, Maria de Jesus Lopes.

Ainda divulgamos leituras da obra A Caverna, pelo INOVA8, sob orientação da docente Maria de Jesus Lopes; leituras do Memorial do Convento pelo 12CTCSE, sob orientação da docente Cesaltina Neves.

Foram divulgados textos escritos por alunos a partir da biografia do autor.

Ensaio sobre a Cegueira, foi a obra escolhida para a prova de escola do ensino secundário no Concurso nacional de Leitura do ano letivo 2021/22 e a obra lida pelos alunos do 1º ciclo foi A Maior Flor do Mundo.

E, por fim, o Clube de Leitores Assumidos (10ºCT2, no ano passado e 11ºCT2, no corrente ano letivo) leram Ensaio sobre a Cegueira e escolheram um "Livro às Cegas", numa das sessões do ano letivo 2021/2022. Este ano letivo, o Clube foi desafiado a realizar uma atividade, a partir da leitura de uma obra de Saramago - Capta as Palavras em Saramago, que resultou numa exposição, que se encontra, neste momento, na biblioteca.





Também no 2º ciclo, o Clube de Leitura orientado pela docente da equipa da biblioteca, Teresinha Mendes, trabalhou a obra A Maior Flor do Mundo, de que resultaram excelentes trabalhos, expostos no edifício João Franco do AEF.





Terminamos com o poema "Dissemos, e partimos", musicado pelos alunos Eduardo Pizarro e Catarina Martins, no ano letivo 2021/22 e que lhes valeu um Certificado da Fundação José Saramago:

quarta-feira, 9 de novembro de 2022

Saramago na perspetiva de Marta Lopes, do 9ºA

Não poderíamos deixar de partilhar este texto escrito pela aluna Marta Lopes, do 9ºA e gentilmente enviado pela docente Rosa Antunes, especialmente num momento em que se celebra o Centenário do nascimento deste escritor.

«Eu, Marta Lopes, para um trabalho de português,

vou falar de José Saramago, um escritor português que nada tinha de burguês.

Nasceu a 16 de novembro de 1922, mas dizem que houve engano,

na Azinhaga do Ribatejo, sendo assim Ribatejano.

Foi pequenino viver para a capital;

Mas, devido a dificuldades económicas, não pôde frequentar a Universidade, 

tirou um curso profissional.

O seu primeiro emprego foi serralheiro mecânico.

Desde pequeno, pelos livros fascinado,

quando podia, visitava à noite a Biblioteca Municipal Central,

onde, quase até de manhã, permanecia acordado.

Sendo que essa curiosidade perante o Mundo sempre o acompanhou,

até ao dia 18 de junho de 2010, em Lanzarote, quando os lhos fechou.

A sua carreira literária foi extensa e inspiradora.

Aos 25 anos, publicou o seu primeiro romance, cujo título inicial era “A Viúva”,

mas que ficou “Terra do Pecado” por opção da editora.

Foi diretor literário, tradutor e jornalista.

Colaborou com vários jornais e revistas, entre eles, 

o Diário de Lisboa, A CapitalSeara Nova, onde exerceu a função de cronista.

O seu percurso literário passou por várias fases; POESIA, TEATRO e FICÇÃO

E foi em 1980 que se consagrou como romancista com o Prémio Cidade de Lisboa,

com o livro que se tornou Best-seller internacional “Levantando do Chão”.

Dos muitos prémios recebidos, destaco os dois mais importantes:

Prémio Camões” em 1995, distinção máxima oferecida aos escritores de língua portuguesa,

e

Nobel de Literatura” em 1998, nunca por um escritor de língua portuguesa recebido antes.

Sobre a obra O Conto da Ilha Desconhecida esta é a minha opinião:

Leitura nem sempre fácil de perceber, pois utilizou a ilha como metáfora para a falta de convicção que temos na mudança e no medo pelo desconhecido.

Faz-nos pensar quem somos e o que queremos 

Esta obra diz-nos que a vida inteira é uma aprendizagem e que o limite somos nós que o fazemos

Porque as vezes é mais fácil dizer-se que é impossível e simplesmente … desistir.

 “…Que é necessário sair da ilha para ver a ilha, que não nos vemos se não saímos de nós…”

"Quero encontrar a ilha desconhecida, quero saber quem sou quando nela estiver. "»

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

Penso e escrevo - "Poço sem fundo", de Alice Santareno

Hoje trazemos um poema que a Alice Santareno, do 7ºA, nos enviou. E que bem escrito! Parabéns Alice e continua a escrever. Queremos conhecer e dar a conhecer mais textos teus!

Poço sem Fundo


Consigo imaginar,
É um poço sem fundo,
Tudo o que está lá dentro,
É uma coisa de outro mundo.

A imaginação está sempre aberta,
Algo entra na minha mente,
São ideias que tiro daquele poço,
Pois consigo entrar e sair livremente.

Observo paisagens lindas,
Personagens encantadoras,
Reis e rainhas,
E aventuras tentadoras.

É uma folha de papel,
A girar e a dançar,
Conta-me histórias extraordinárias,
Figuras a preto e branco para pintar.

É o mundo da imaginação,
A chamar e a falar,
Gosto de apreciar a vida,
Pois esta é uma página a cores,
Com muitas aventuras a sussurrar.

Alice Santareno 7A

sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

"O Dever dos Nossos Deveres" - O Valor do Sufrágio Universal, Leonor Carriço 10LH

 

O valor do sufrágio universal

 O sufrágio universal é algo de extrema importância na vida de todos os cidadãos. O direito ao voto tem um papel impactante para todos, pois é através deste que temos a possibilidade de interferir diretamente na democracia e na política.

 Segundo uma das citações de José Saramago, "A democracia (...) depende do nível de participação dos cidadãos", o que significa que estes devem possuir o dever de participar nas escolhas políticas como as eleições, para assim conseguirem contribuir para um melhor funcionamento da democracia, e também, para satisfazer as suas necessidades de uma melhor forma, pois segundo José Saramago, a "indiferença cívica" é algo que não se pode deixar ocorrer na mente dos cidadãos.

 Para além do dever, todos devem possuir também o direito ao voto de forma igualitária. Podemos observar atualmente que a desigualdade, seja ela entre géneros, etnias ou faixas etárias, ainda permanece e ocorre com bastante frequência em diversos países do mundo.

 Em certos países, o direito ao voto é algo que é restrito ao género masculino, o que mostra a presença desta desigualdade entre os géneros.

Não só observamos a desigualdade entre géneros na vida política, mas também a desigualdade racial pois, de acordo com as estatísticas, apenas uma pequena percentagem dos cidadãos participantes na política são de raça negra ou de outras etnias. Porém, todas estas desigualdades devem ter um fim para assim se fortalecer a igualdade entre todos nós.

 Concluindo, o sufrágio universal deve ocorrer de forma igualitária respeitando os direitos de todos os cidadãos independentemente das suas características, para assim se promover um melhor funcionamento da sociedade. 

                                                                                               [Leonor Carriço, 10º LH]

quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

"Os Deveres dos Nossos Deveres" - Proteger os Animais, Ana Oliveira 10CT2

José Saramago reclama um céu para os animais, e de facto há animais que passam um autêntico inferno durante a sua curta vida. Desde sempre que a humanidade se “serve” dos animais e os trata mal. É lamentável que, em pleno século XXI, ainda não evoluímos ao ponto de erradicarmos por completo a crueldade contra os animais.

Na minha opinião, os animais não devem ser sujeitos à crueldade e ao sofrimento a que de facto são submetidos.

Primeiramente, acho que os animais têm direito à vida tal como nós, direito a habitarem aqui na terra, em paz, sem serem explorados e usados como a base da nossa alimentação, e, por isso, merecem o mínimo de dignidade, pois são seres vivos, tal como nós. Veja-se o exemplo da produção do foie gras (ou fígado de pato): como o que se pretende é apenas o fígado, os patos ou gansos são alimentados à força, através de um tubo inserido na garganta, duas a três vezes por dia, por forma a criarem gordura e desenvolverem o fígado. Depois, são mortos e apenas se aproveita o fígado. Outro exemplo, é o das martas que são criadas e alimentadas apenas para, quando forem abatidas, se aproveitar a sua pele para a confeção de casacos.

Por outro lado, o sofrimento que a humanidade provoca nos animais, de certa forma, é “lançado” de volta para nós.

Como comprova o exemplo de que, em matadouros, as vacas ou porcos são criados e transportados em condições miseráveis, num espaço muito pequeno, e muito juntos uns dos outros. Estas circunstâncias causam nos animais muito stresse. Este faz com que eles produzam hormonas, que se mantêm na carne após a sua morte, e que são prejudiciais ao humano que a vai consumir.

E, apesar de já haver normas e leis para um transporte digno, a maioria dos transportadores não as cumpre, mas acho que, independentemente do seu fim, os animais devem ter uma vida digna e minimamente feliz.

Concluindo, penso que devemos cada vez mais consciencializarmo-nos da forma cruel como tratamos os animais. Cada um de nós deve tentar contribuir para o fim desta situação. Quanto aos cidadãos, deixando de consumir produtos que sejam da origem do sofrimento animal, e quanto aos governantes, aprovando medidas de proibição do consumo, produção e comercialização destes produtos.

                                                                                                  [Ana Oliveira, 10CT2]

                                                                                             (Imagem de pixabay)

"O Dever dos Nossos Deveres" - O Respeito pelos Animais, Margarida Flores 10LH

O respeito pelos animais

  Segundo o Artigo 18 da Declaração, “todas as pessoas têm o dever e a obrigação de respeitar e exigir o respeito pelo habitat, formas e condições de vida dos animais não humanos, assim como abster-se de qualquer forma de crueldade na produção de alimento”.

  Tanto o respeito pelo habitat e a abstenção de crueldade dos animais acabam por estar diretamente ligados às condições de vida dos mesmos. Para os animais terem boas condições de vida precisam de ter um habitat adequado à sua espécie e estar livre de qualquer tipo de estresse.

  Hoje em dia, infelizmente, os direitos dos animais são muito violados. O consumo dos humanos, no que toca a animais, no meu ponto de vista, é extremamente exagerado e afeta muito os animais, já que na indústria tratam-nos como se não fossem nada, metem-nos aos montes, matam-nos, dão-lhes medicamentos e violam muitos dos seus direitos. Já no entretenimento, não é muito diferente, arrancam-nos dos seus habitats e enfiam-nos em caixas minúsculas ou ensinam-lhes truques para entreter humanos, e, quando não fazem o que o humano quer, são punidos ou até mesmo mortos. Estas são poucas das informações que chegam até nós, nem imagino o que os treinadores têm de fazer para treinar um animal selvagem.

  Outras indústrias acabam por afetar os animais, principalmente a da madeira, devido à desflorestação que acaba por destruir inúmeros habitats e ecossistemas, e todas as indústrias juntas, mais especificamente a poluição causada por elas, que tem feito a temperatura média global aumentar, também estão a afetar vários habitats e a extinção de várias espécies, como os ursos polares, um caso muito falado hoje em dia.

  Como eu já referi, todas as obrigações do artigo 18 acabam por estar interligadas, e não é difícil respeitá-las, para podermos não só melhorar as condições de vida dos animais, mas também, consequentemente, acabar com o aquecimento global e os danos causados por ele.                                          

                                                                                                 [Margarida Flores Nº20 10LH]

                                                                                                            (Imagem do Unspalsh)

quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

"O Dever dos Nossos Deveres" - Do Ensaio sobre a Cegueira à Pandemia por Covid19, Madalena Ballhause, 10CT2

 O Dever dos Nossos Deveres


“Todas as pessoas têm o dever e a obrigação de cuidar da nossa saúde, assim como de fazer uma utilização racional e responsável dos serviços de saúde.”
Destaco esta frase como a razão pela qual escolhi a proposta 3.
Apesar de ainda não ter acabado o livro de José de Saramago “Ensaio sobre a Cegueira”, consigo entender a história que ele conta e relacioná-la com o que temos vivido nestes últimos dois anos com a pandemia Covid-19.
Com os deveres temos também as obrigações, daí que entendi o confinamento como uma medida para evitar esgotar a lotação dos hospitais, pois, de outra forma, não haveria capacidade para atender todos os doentes. Mas essa “obrigação” foi mal vista por muitas pessoas, daí o número de infetados ter aumentado tanto.
O romance de Saramago narra uma história similar, de um país que foi infetado por um vírus que deixa as pessoas cegas. Também, na história, o vírus ataca um pequeno grupo que é colocado em quarentena. Precisamente na “violação” dessa quarentena, dá-se o alastrar do vírus pelo país. Os poucos que conseguem ver, assistem a muita crueldade, desigualdade e egoísmo e ficam assustados com a real natureza do ser humano.
Na minha opinião, também nós sofremos com o egoísmo das pessoas que, por exemplo, não respeitam as medidas de contingência. Há que fazer escolhas e essas nem sempre parecem as mais justas, mas acredito que sejam as mais adequadas para garantir, a todos, acesso aos meios para uma vida saudável.
Tal como no romance de Saramago, também este vírus irá passar, e todos iremos aprender com os nossos erros. Espero que sejamos mais coerentes, inteligentes, justos e bondosos para evitar uma nova pandemia ou qualquer outra crise mundial, fruto de opções egoístas e, acima de tudo, ignorância. Pois não nos devemos iludir que isto não voltará a acontecer, devemos sim mudar hábitos e permanecer atentos, por todos nós!
                                                                                        [Madalena Caires Ballhause / nº24 / 10ºCT2]                                         
                                                                                                             (Foto do Unsplash) 

terça-feira, 21 de dezembro de 2021

"O Dever dos Nossos Deveres" - A Importância da Vida, Teresa Fernandes 10LH

A importância da vida

  O artigo 4 da Declaração Universal dos Direitos Humanos consiste no direito à vida e integridade física, psíquica e moral de todos os seres humanos e a obrigação de todos para respeitar estes mesmos direitos.

  Todas as organizações, sejam sociais, culturais, económico-empresariais, governamentais e não-governamentais têm o dever de travar o trabalho forçado, a escravidão, o tráfico humano e qualquer outro tipo de atividade prejudicial à vida do Homem.

  No entanto, aqueles que tomam o controlo das instituições e de todos nós não respeitam estes direitos, como afirmou Saramago: “Falham os que mandam e falham os que se deixam mandar […]”. Isto significa que não são apenas os que mandam que fracassam para com a humanidade, mas aqueles que observam o que está a ser feito e as consequências das suas ações irresponsáveis e não fazem absolutamente nada a esse respeito e, consequentemente, pagam aqueles que não têm força para se proteger, nem voz alta o suficiente para serem ouvidos.

  A sociedade está corrompida por líderes (e povoação) sem empatia e ironicamente desumana. Pois quem deveria exercer poderes são aqueles que se preocupam com o bem dos outros e, assim, influenciariam e dariam o exemplo ao seu povo e o mundo estaria finalmente em harmonia. “Apenas sei que o mundo necessita ser mais humano continua Saramago […]”

  Devemos reconhecer que todos e qualquer um, homem ou mulher, criança ou adulto, de qualquer religião, raça ou nacionalidade é, efetivamente, humano; e como tal, têm sentimentos. Para além disso, é necessário compreender que qualquer ser humano é digno de amor e respeito apenas pelo facto de estar vivo.

  A meu ver, se pudermos (e devemos) ensinar as futuras gerações a respeitar o próximo, “talvez o mundo possa tornar-se um pouco melhor”.

                                                                                                [Teresa Fernandes, 10º LH]

                                                                                                             (Foto do Unsplash)

segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

"O Dever dos Nossos Deveres" - A importância desta nossa casa verde, a Natureza, Lara Nunes 10CT2

 

   Hoje em dia ouvimos falar, cada vez mais, sobre a preservação da Natureza e de como a podemos proteger. No entanto, a meu ver, esta partilha de informação acerca da mesma, está a ser mal feita. É por isso mesmo que, elaborando este texto, quero expressar a minha opinião sobre a importância desta nossa casa verde, a Natureza.

   José Saramago, como ávido defensor dos direitos humanos, considera a paisagem de Lanzarote a sua casa, o que já referiu numa de várias passagens do seu livro “A minha casa é Lanzarote” e, se pensarmos bem, tem razão ao admitir que a Natureza é um fator determinante para o desenvolvimento de um sentido de presença e de conforto. Tomemos como exemplo o seguinte: estamos a andar pela nossa casa e, de repente, deparamo-nos com vários tipos de lixos espalhados pelo chão, é de esperar que apanhemos o lixo, por uma questão de higiene. Então, porque não fazemos isso com a Natureza? Esta é, nada mais, nada menos, que a nossa casa primordial, a casa dos nossos antepassados e a casa dos que vêm a seguir a nós. Por isso e por uma questão de evitar o egoísmo, devemos deixar que as gerações futuras se encantem tanto com esta Natureza, como nós o fazemos, protegendo-a e mantendo-a. Vamos apanhar o lixo que está espalhado pela casa, vamos parar de poluir a nossa casa e mais que tudo, vamos cuidar dela.

    Não menos importante que o referido acima, podemos também dizer que somos filhos da Natureza, não literalmente, apenas figurativamente. Dependemos dela. Sobrevivemos e vivemos por causa dela. Toda a água que consumimos, a roupa que vestimos, os alimentos que comemos e o ar que respiramos é proveniente da Mãe Natureza. É, portanto, errado admitir que sem a Natureza, ou com esta destruída, conseguiríamos sobreviver.

    Em suma, este texto tem como objetivo uma chamada de atenção para este nosso importantíssimo  dever de proteger a Natureza. Vamos ser mais como José Saramago. Mas, na verdade, não precisamos de ser uma celebridade para cumprir o nosso papel, apenas de seguir os passos de quem nos ensina a fazer o correto, ou pelo menos, o mais correto.

                                                                                                        [Lara Nunes, 10CT2]

                                                                                                                                        (Foto do Unsplash)

"Os Deveres dos Nossos Deveres" - A Natureza, a Nossa Casa, Beatriz Oliveira 10CT2

 

A Natureza, a Nossa Casa

O ser humano deve preservar a natureza.

Primeiro, a natureza é a nossa casa. Uma casa deve ser preservada e cuidada, de maneira a que nos faça sentir confortáveis. Para preservar a natureza devemos tentar mantê-la o mais limpa possível, e, infelizmente, não é isso que o ser humano tem feito. Uma das consequências deste ato é o aquecimento global, que não só afeta os seres humanos, mas também outros seres vivos, como os animais. Ao não cumprir o nosso dever de preservar e cuidar da natureza, estamos a destruí-la, estamos a destruir uma casa que não é substituível, e, como se deve calcular, isso acarreta graves consequências.

Depois, existem certos lugares na natureza que correspondem às nossas necessidades interiores. Nesses lugares sentimos conforto, paz e sentimos mesmo que estamos em casa. Por vezes, nem sabemos que essas necessidades existem, e só nos apercebemos da sua existência quando estas são correspondidas ao encontrar esses lugares. Um exemplo disto, é a seguinte frase de Saramago: “às vezes tenho pensado que se eu tivesse procurado uma paisagem que correspondesse a uma necessidade interior minha, creio que essa paisagem é Lanzarote.” Ao não cuidarmos da natureza, provavelmente nunca vamos encontrar esta tal paisagem que nos faz sentir confortáveis, e que corresponde a uma necessidade interior nossa.

Em suma, temos o dever de cuidar e preservar a nossa casa, que é a natureza, para todos nos sentirmos confortáveis e em paz. Ao fazer isto, não estamos só a pensar no presente, mas também no futuro.

                                                                                                            [Beatriz Oliveira, 10CT2]

                                                                                      (Foto do Unsplash)

"O Dever dos Nossos Deveres" - Planeta, o Reflexo da Nossa Cidadania, Leonor Gomes e Pedro Oliveira, 10LH

Os alunos das turmas LH e CT2 de 10º ano aceitaram o desafio lançado pela Rede de Bibliotecas Escolares e escreveram textos a partir de "O Dever dos Nossos Deveres", partindo do discurso proferido por José Saramago  durante o banquete do Prémio Nobel, e no qual lembrou o 50º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos. 

A partir deste discurso,  da Carta Universal dos Direitos e Obrigações dos Seres Humanos (inspirada neste mesmo discurso) e de excertos do e sobre o autor, os alunos escreveram os seus próprios textos, que vamos partilhar ao longo desta semana.

Começamos pelo texto da Leonor Gomes e do Pedro Oliveira, do 10º LH (agradecemos à docente Deolinda Gil as partilhas):

Planeta, o reflexo da nossa cidadania

   De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), cada indivíduo tem o dever de cumprir e exigir o cumprimento dos seus direitos reconhecidos, assim como, o dever de respeitar esta declaração e todos os outros direitos implementados pelos “instrumentos nacionais e internacionais” e deve ainda fazer o necessário para que tudo isto seja realizado, esta ideia reflete-se no artigo 1.

   O ser humano tem o dever de respeitar e fazer-se respeitar pelo próximo, este respeito deverá ser mútuo e, incide também no respeito pela nossa casa comum, o Planeta Terra, que é o reflexo da nossa cidadania. Podemos confirmar tudo isto com palavras de Saramago, pois é possível assimilar a “natureza” ao mundo, onde nem sempre são cumpridos os direitos e os deveres de cada um. Todos deverão ter a responsabilidade de preservar os próprios direitos, assim como, deveriam preservar a natureza, que sendo a nossa casa, é a nossa identidade.

   É dever de cada cidadão fazer e promover um bom ambiente o que, infelizmente, não se tem visto. Temos como exemplo disto o agravamento exponencial das alterações climáticas que refletem a falta de civismo da população em geral. Enquanto seres, temos “uma necessidade interior” de preservar o que é nosso e defendê-lo. Para defender algo é preciso saber do que se trata e mais importante, importarmo-nos com o assunto, porque sem força de vontade não é possível realizar nada. O local onde nascemos e vivemos ajuda a formar a identidade de todos.

   Apesar dos grandes movimentos já existentes e palestras sobre o Planeta, há muita gente que não tem noção dos problemas e o importante é existir uma consciencialização por parte de todos sobre os direitos humanos. Por exemplo, os países com menor índice de poluição, concluímos que possuem uma grande taxa de civilização por parte da população.

   Devemos refletir sobre as vantagens de ser consciente, todos nos tornaríamos cidadãos melhores, benevolentes para com o outro e respeitadores do Direito Democrático, pois, vivemos numa democracia e temos o dever de respeitar o próximo, já que, o nosso direito acaba quando o do outro começa.

   Para terminar, com a ajuda das palavras de Saramago, conseguimos aprender a “saber” “recuperar” e “reinventar” o que está mal, para que seja possível “fazer parte do fio desta paisagem”, fazer parte do grande mundo onde vivemos e que se deve deixar uma marca positiva.

                                                                                     [Leonor Gomes e Pedro Oliveira,10º LH]

                                                                                                                                         (Foto do Unsplash)

terça-feira, 26 de outubro de 2021

Texto de opinião sobre o filme "A Ganha-pão", por Beatriz Fradique - 8A

Partilhamos um texto de opinião enviado pela docente Rosa Antunes, escrito por Beatriz Fradique, do 8ºA.

      

                Na semana de Comemoração do Dia da Dignidade assisti ao filme “A Ganha pão” que é um filme que retrata bastante a realidade dos dias de hoje no Afeganistão governado pelos Talibãs.

            O filme tocou-me muito, pois eu não tinha ideia da gravidade da situação. Às vezes, vivemos tão fechados no nosso mundo que perdemos completamente a noção do que se passa ao nosso redor.

No Afeganistão, tratam as mulheres de uma forma desumana e atroz! Uma mulher não pode abrir a boca ou chamar a atenção, porque é logo razão para ser agredida, tem de estar sempre tapada, faça calor ou faça frio, não pode nem ouvir música, nem praticar desporto nem sequer aprender.

Isto é o quê?! Nem se pode considerar que isto é vida. Pois a vida delas baseia- se em ficar em casa a cuidar dos filhos e esperar que o marido chegue. Onde está a igualdade? Por que os Talibãs podem fazer o que quiserem, matar quem quiserem sem uma razão válida? Ainda que, na minha opinião, nunca há uma razão válida para matar

Chocou-me ver os Talibãs a retirarem o pai da Parvana à família por simplesmente dar às filhas e à esposa alguns ensinamentos básicos. Mas, infelizmente, é a realidade nesse país, várias pessoas são retiradas das famílias diariamente. Ver este filme fez-me refletir sobre este assunto, porque uns reclamam com tanto e outros sorriem com tão pouco, tal como a Parvana sorriu por poder andar livre pela rua, quando se disfarçou de rapaz, sendo que, para nós, que vivemos num mundo de paz e com alguns direitos humanos, andar na rua é uma coisa banal do dia a dia.

          Temos de começar a valorizar mais o que temos. E uma coisa que todos nós podemos fazer é dar alguns alimentos e roupas, quando existem recolhas humanitárias, para ajudar esses países.

Tal como alguns portugueses foram para o Afeganistão e conseguiram resgatar pessoas, nós também podemos fazer a diferença nesses países com pequenos gestos, com a doação de roupa e de alimentos.

Beatriz Fradique, 8.º A

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