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quarta-feira, 26 de novembro de 2025

V Centenário de Camões - Engenho, Arte e Palavra na Biblioteca Escolar

O Agrupamento de Escolas do Fundão encerrou, na passada sexta-feira, as comemorações dos 500 anos do nascimento de Luís Vaz de Camões, num ambiente de celebração, arte e memória literária. 

A Biblioteca Escolar acolheu a sessão, que reuniu toda a comunidade educativa – pais/EE, alunos, assistentes operacionais, assistentes técnicos, professores e elementos da direção do agrupamento. Contou também com a presença da professora doutora Ana Cao, da Universidade da Beira Interior e do vice-presidente da Câmara Municipal do Fundão, Dr. Rui Simão. Agradecemos a presença de todos.

O momento serviu para apresentar dois projetos que nasceram no ano letivo de 2024/2025 e que homenageiam a imortalidade da palavra camoniana.  O primeiro, “Os Lusíadas a mil mãos” é um exemplar manuscrito e ilustrado de Os Lusíadas (composto por 1102 estâncias, com um total de 8816 versos), que envolveu as turmas de Português e a turma de Artes Visuais do 12º ano. Para a sua escrita, contribuíram alunos do 5.º ao 12.º ano, professores, assistentes operacionais e assistentes técnicos.

O segundo projeto, “Banco camoniano”, consiste na transformação de um banco esquecido e velho numa peça de arte. Com o contributo dos alunos do 11º ano de Artes, o banco ganhou uma nova vida, passando a homenagear o poeta maior da língua portuguesa.

Durante a sessão, alunos, professores, membros da direção e encarregados de educação deram voz a estâncias selecionadas de Os Lusíadas e a outros poemas da lírica camoniana, numa partilha vibrante da força da poesia. As leituras foram intercaladas por momentos artísticos cheios de criatividade. É caso para dizer que enquanto uns liam, outros davam vida à poesia com uma coreografia delicada, inspirada nas ninfas, pelo Grupo de Dança do Desporto Escolar, um rap biográfico criado por quatro alunas do 11º CT1, que reinventaram Camões com ritmo contemporâneo, e interpretaram também, de forma harmoniosa, o poema “Verdes são os campos”.

Um fim de tarde aconchegante, carregado de poesia, arte e Camões.

 

                                                                    “Cantando espalharei por toda a parte

                                                                             Se a tanto me ajudar o engenho e a arte”

                                                                                   Os Lusíadas, Canto I, est.2


                                                              [Núcleo de Estágio de Português e Espanhol]



 

terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

Camões e a ida à fonte: da tradição medieval à Literatura Contemporânea

No âmbito das comemorações dos 500 anos do nascimento de Luís de Camões, os alunos do 10.º CT1 tiveram a oportunidade de mergulhar na simbologia da ida à fonte, um tema recorrente na literatura medieval e clássica. A palestra, conduzida pelo professor José Henrique Manso, da Universidade da Beira Interior, explorou a ligação entre a poesia trovadoresca, a lírica camoniana e a sua influência em autores contemporâneos como António Gedeão e António Cabral. Uma sessão enriquecedora que ampliou horizontes e trouxe novas perspetivas sobre a literatura ao longo dos tempos, cono nos contaram, em seguida, as professoras-estagiárias Andreia Figueira e Juliana Nunes.

Releituras de Camões

O tema medieval da ida à fonte em Camões: “ Vai fermosa e não segura”

Na quinta-feira, 20 de fevereiro, realizou-se no auditório da Escola Secundária do Fundão uma palestra, direcionada para os alunos do 10.º CT1, no âmbito das comemorações dos 500 anos do nascimento de Luís de Camões, com o tema medieval da ida à fonte, dinamizada pelo professor José Henrique Manso, da Universidade da Beira Interior.

Esta sessão permitiu aos alunos aprofundarem o conhecimento sobre a poesia trovadoresca, nomeadamente as cantigas de amigo, e sobre a lírica camoniana. Assim, o professor Henrique Manso estabeleceu a relação entre a simbologia da ida à fonte representada nos poemas da literatura medieval e clássica, e como esta ida à fonte foi adaptada por autores contemporâneos mais recentes, nomeadamente António Gedeão, no “Poema da autoestrada”, e António Cabral com “Descalça vai para a fonte”.

Acreditamos que esta partilha foi uma mais-valia para os nossos alunos e serviu de motivação para o estudo da lírica camoniana.

Se quiseres podes ouvir aqui o poema de António Cabral “Descalça vai para a fonte” musicado por Francisco Fanhais.

[Texto: Andreia Figueira e Juliana Nunes, Núcleo de Estágio de Português e Espanhol]





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