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sábado, 15 de janeiro de 2022

As Bibliotecas, em «Biografia José Saramago», João Marques Lopes

Continuamos a celebrar o Centenário do nascimento de José Saramago. Hoje trazesmos-te um texto, "As Bibliotecas", um excerto da obra Biografia de José Saramago, de João Marques Lopes, que nos fala da relação do autor com os livros.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

O MESSIAH DE HÄNDEL

A 13 de abril,  a Oratória de Händel fez 214 anos.
Händel encontrava-se doente em 1741 quando Lord Lieutenant, da Irlanda, lhe pediu que compusesse uma música para poder angariar fundos para financiar organizações humanitárias de Dublin.
Um ano depois, exatamente no dia 13 de abril de 1743, foi apresentada publicamente a Oratória, mais conhecida por Messiah. Händel fez adaptações posteriores até conseguir a apresentação atual.
Conta a lenda que quando o coro cantou o Aleluia, o rei Jorge II, que estava presente, levantou-se, sendo por isso imperioso que todo o público se levantasse, advindo daí o habito de toda a gente se levantar quando o coro cantava esse trecho musical.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

D. Leonor, mulher de D. João II



Biografias

A rainha D. Leonor de Avis

A rainha D. Leonor de Avis nasceu em maio de 1458 e faleceu em novembro de 1525. Casou com o rei D. João II.
Em 1485 fundou o hospital Termal das Caldas da Rainha. Foi o 1º hospital termal do mundo e o 1º grande hospital português, com cerca de 100 camas, consulta médica obrigatória, farmácia e enfermagem especializada.
Em 1498, ano em que as naus comandadas por Vasco da Gama chegaram à Índia, idos através dos oceanos Atlântico e Índico, D. Leonor fundou, em Lisboa, a Santa Casa da Misericórdia, expandindo a criação de outras Misericórdias através de todo o império. Tiveram tal importância em Portugal e no mundo que, por exemplo, ainda hoje existe a Santa Casa da Misericórdia de Macau.
Já havia, desde há séculos, confrarias dedicadas à assistência aos enfermos e aos pobres. Nunca tinha havido uma instituição tão forte e tão bem articulada e operacional como a Santa Casa da Misericórdia.
Foi protetora de Gil Vicente, do editor Valentim Fernandes, e promoveu a construção do Convento Madre de Deus em Lisboa.
Bibliografia consultada:
Super Interessante, nº 195. artigo originalmente escrito por Aguiar, João;
Reis e rainhas de Portugal, de Marcelo, Maria de Lurdes


texto de Eduarda Andrade

sexta-feira, 20 de março de 2015

Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança:
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

(…, ...)

Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"

Esta estrofe do poema de Luís Vaz de Camões vem a propósito da biografia desta escola e deste Agrupamento, onde o que foi ontem não se repete hoje, e amanhã será certamente outro, que não este presente.

A  Biblioteca João Franco desde o ano letivo 2000-2001 até ao ano letivo 2003-2004.



Cartas do rei D. Carlos a João Franco




João Franco nasceu em Alcaide, uma aldeia do concelho do Fundão em 14 de fevereiro de 1855. Formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra, aos 20 anos de idade.
Teve vários cargos em órgãos judiciais portugueses, mas sempre manifestou interesse pela participação na vida política e em 1884 é eleito deputado do Partido Regenerador pelo círculo de Guimarães.
Combatendo o gabinete Trabalhista (que esteve no poder de 1886 a 1890) de forma afincada, notabilizou-se no partido que o elegera, Regenerador.
De 1891 a 1892 foi-lhe atribuída a pasta das Obras Públicas, tendo sido nesta altura que reformou as escolas e institutos industriais e agrícolas de forma a promover o desenvolvimento industrial e económico de Portugal, defendendo igualmente o protecionismo das atividades económicas. Foi neste mesmo tempo que se inaugurou a linha de caminho-de-ferro da Beira Baixa, entre Abrantes e a Covilhã no dia 6 de setembro de 1891.
Entretanto viviam-se tempos de grandes conturbações políticas, sociais e económicas, que geravam roturas frequentes nas forças governativas, com ministérios e ministros a caírem politicamente. Foi neste ambiente que em 1806 João Franco foi nomeado pelo rei D. Carlos como presidente do conselho de ministros, prometendo este governar à inglesa. Entretanto a greve dos alunos da Universidade de Coimbra e a forte agitação política e social intensificada pelo Partido Republicano fizeram que em 1907 João Franco prometesse e passasse a governar à turca. Daí até ao assassinato do rei D. Carlos e do príncipe regente em 1 de fevereiro de 1908, foi um passo tendo esse acontecimento determinado a morte política de João Franco com o seu desterro para a sua terra natal, Alcaide.
Este registo tem que ver com a comemoração dos 50 anos da escola do Fundão e não poderíamos esquecer a biografia dessa figura pública


Poderão consultar este livro, escrito em 1924, na nossa Biblioteca, tendo anexadas as cartas manuscritas do rei D.Carlos em fac-símile.

O livro de João Franco sobre el-rei D. Carlos

Em setembro de 1924, o jornalista João Paulo Freire mandou editar este livro que temos à direita: O livro de João Franco sobre el-rei D. Carlos.
João Franco morreu politicamente com o homicídio do rei D. Carlos.
Mas sempre houve quem não tivesse esquecido essa figura incontornável da primeira década do séc. XX, que fora forçado a recolher-se na sua terra natal, Alcaide, após o infortúnio do regicídio. O jornalista João Paulo Freire entrevistara João Franco, em Alcaide, numa altura anterior, e  recorrendo à sua memória e à História, redigiu e publicou em setembro de 1924 este livro, para que a memória de João Franco nunca caísse em esquecimento. Tentando ser imparcial, descreve as boas ações políticas de João Franco e a incompreensão imediata da oposição e tardia do rei.
É este livro que vai dar origem, no mês seguinte, em outubro de 1924, à publicação do livro escrito por António Cabral As cartas d'el-rei D.Carlos ao sr. João Franco.

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