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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Última hora! Já saíu o número 1 da revista «Con.estóri@s» - a escrita dos alunos a dar forma aos Direitos Humanos!

 A Biblioteca Escolar apresenta o primeiro número da revista «Con.estóri@s», uma publicação trimestral que dá voz ao pensamento crítico dos alunos e afirma, de forma clara, a centralidade da escrita no plano de atividades da Biblioteca Escolar e no projeto educativo da escola. 

 Partindo da leitura atenta de peças jornalísticas e da sua problematização em torno de um tema comum, neste número dedicado aos Direitos Humanos, os alunos constroem artigos de opinião rigorosos, conscientes e comprometidos, num contexto particularmente significativo, que antecede a visita de estudo a Auschwitz promovida pelo Clube dos Direitos Humanos e de História. 

 A revista integra ainda um trabalho artístico colaborativo, no qual outros alunos interpretam visualmente os textos, recorrendo à Inteligência Artificial num registo cubista, em articulação com a atividade “Uma flor pela Paz”, do Clube das Artes.

 Ao apoiar, divulgar e valorizar este projeto, a Biblioteca Escolar reafirma o seu papel na promoção da leitura e, de forma muito especial, da escrita, enquanto competências fundamentais para a formação de cidadãos informados, críticos e participativos.

 

Aqui fica o #1 da «Con.estóri@s» e o forte desejo de que seja o primeiro de muitos mais números!


quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

Uma aula com a Professora Liliana Reis

A equipa da Biblioteca do Agrupamento de Escolas do Fundão, convidou a Prof.ª Dr.ª Liliana Reis, professora na área das Relações Internacionais na Universidade da Beira Interior e na Universidade Lusófona, para a lecionação de uma aula a alunos de diversas áreas de estudos. A Prof.ª Dr.ª Liliana Reis tem sido uma presença frequente nas atividades organizadas pela Biblioteca e muito lhe devemos no apoio que tem dado à formação dos nossos alunos. Deixamos algumas fotografias da atividade e uma descrição da mesma pela Prof. Ana Brioso, responsável pela iniciativa.



No passado dia 15 de Dezembro de 2022 o agrupamento comemorou, mais uma vez, o DIA INTERNACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS, à semelhança do que vem ocorrendo desde o ano de 1948, quando foi criada a Organização das Nações Unidas (ONU) e se estabeleceu a celebração dos direitos Humanos. Para que as pessoas possam defender os seus direitos humanos inalienáveis é preciso e é fundamental que esses direitos sejam conhecidos. Daí que a Declaração Universal dos Direitos Humanos e demais convenções e acordos que a ONU aprova nas suas Assembleias Gerais devam ser divulgadas e analisadas junto dos jovens, como bem foi referenciado pela professora Liliana Reis, na sua excelente aula com as diversas turmas presentes no auditório 2 do agrupamento (10º ano da disciplina de Economia (Turmas CSEAV, CT3, LH1), turma 11º CT3 e 9º INOVA). A professora levou os 54 alunos a refletir sobre os direitos humanos de 1ª geração, aqueles que dizem respeito aos direitos civis e políticos, ligados aos valores do direito à vida, à liberdade, à propriedade, à liberdade de expressão, à liberdade de reunião, entre outros e os direitos humanos de 2ª geração, respeitantes aos direitos sociais, culturais e económicos, relacionados com os valores de igualdade. Os alunos consideraram esta ação muito positiva, permitindo-lhes refletir sobre a importância de os estados e a sociedade zelarem por ações concretas no sentido de garantir os direitos básicos de toda a população mundial. Consideraram que a Escola, através da BECRE, ao dinamizar esta palestra com a professora Liliana Reis, com ampla experiência na área dos Direitos Humanos, proporcionou aos alunos a promoção dos direitos humanos nas práticas e vivência quotidianas, a começar pela sua implementação na sala de aula, começando pelo respeito pelo outro e pela inclusão.

[Texto da Professora Ana Brioso]

quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

“Uma Turma Difícil” – Quando o Cinema promove a reflexão sobre os Direitos Humanos

 No âmbito das comemorações dos Direitos Humanos, no dia 6 de dezembro, foi apresentado o filme, “Uma Turma Difícil”, das 15:10 às 17:00, uma atividade proposta pela equipa EADH em articulação com o Plano Nacional do Cinema e que visou incentivar uma reflexão e debate sobre os direitos humanos. Esta sessão envolveu as turmas: 8º A, 8º E, 9º A, 9º B, APS21, GPI22, 10HL1, e 12º LH.

 

“No Liceu Léon Blum, em França, uma professora de História depara-se com o desrespeito, a violência e a falta de perspetivas na mais complicada e problemática das suas turmas do 10º ano, onde um grupo de adolescentes de diferentes origens parecem ter muito pouco em comum para além da indisciplina e do fraco aproveitamento escolar. Ao ver as suas estratégias de ensino esgotarem-se, a professora propõe-lhes um desafio: entrarem no Concurso Nacional da Resistência e da Deportação, um concurso de reflexão sobre as memórias do Holocausto e o seu impacto nos jovens de hoje.”
 
[Texto enviado pelo Prof. António Reis] 
 
 Fonte: http://imagens.publico.pt/imagens.aspx/523385?tp=KM

sexta-feira, 25 de novembro de 2022

Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres

Hoje dia 25 de novembro assinala-se, o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres.
A Cidadania e Desenvolvimento em articulação com o GIAV, a Academia Sénior do Fundão, o Projeto Escolas Amigas dos Direitos Humanos, o Curso Técnico de Apoio Técnico Social (APS21) e o Grupo de Dança da nossa escola, uniram-se num painel humano, onde foram partilhadas experiências, apelos e informações que marcam o dia de hoje.

Agradecemos à professora Andreia Sousa, coordenadora para a Cidadania e Desenvolvimento e a todos e todas as docentes que nos fizeram chegar informações es fotografias que nos enviaram. Damos também aos parabéns aos alunos e alunas que se envolveram em tantas atividades, bem como a todos os adultos, professoras e professores que os apoiaram. Aqui ficam alguns registos das atividades.

 
 


quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

Prosa, Poesia e Direitos Humanos – um exemplo de boas práticas de trabalho colaborativo

 Hoje, dia em que o calendário religioso comemora a Apresentação de Jesus no Templo pelos seus Pais, também conhecido como o Dia da Candelária que, em França, é particularmente celebrado como o dia de “La Chandeleur", aproveitamos para divulgar uma atividade que decorreu na Biblioteca, alguns dias antes do Natal, que envolveu o trabalho colaborativo entre alunos, professores e encarregados de educação.

O Natal foi o tema escolhido para uma sessão muito especial, no dia 14 de dezembro de 2021, das 14h05 às 16h, com a professora bibliotecária Fátima Fradique, encarregada de educação da aluna Beatriz Fradique do 8ºA, que aceitou o convite e desafio da diretora de turma e docente de Português da turma acima referida.

Partindo do conto Natal de Miguel Torga, analisado nas aulas, estabeleceu-se uma relação de intertextualidade com outra narrativa universal: Um conto de Natal, de Charles Dickens. Os alunos comentaram as lindíssimas gravuras de uma adaptação mais curta do conto inglês que a convidada, generosamente, ofereceu para uma possível exposição na BECRE. De seguida, responderam a um Kahoot sobre a narrativa. Comentaram ainda a ausência/presença de alguns direitos fundamentais nesta história, para o bem-estar de todos os seres humanos, após a leitura da Declaração dos Direitos Humanos. Por fim, elaboraram dois poemas seguindo o modelo de escrita criativa dos escritores surrealistas “cadavre exquis” e terminaram a sessão com a leitura de poemas cuja gravação seria publicada no blogue da BECRE.

A convidada ofereceu também marcadores com o poema História antiga de Miguel Torga.

A diretora de turma, Rosa Antunes, agradeceu a presença, a colaboração e a dedicação da Encarregada de Educação pelo desempenho dos alunos.

[Texto da Profª. Rosa Antunes]


sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

"O Dever dos Nossos Deveres" - O Valor do Sufrágio Universal, Leonor Carriço 10LH

 

O valor do sufrágio universal

 O sufrágio universal é algo de extrema importância na vida de todos os cidadãos. O direito ao voto tem um papel impactante para todos, pois é através deste que temos a possibilidade de interferir diretamente na democracia e na política.

 Segundo uma das citações de José Saramago, "A democracia (...) depende do nível de participação dos cidadãos", o que significa que estes devem possuir o dever de participar nas escolhas políticas como as eleições, para assim conseguirem contribuir para um melhor funcionamento da democracia, e também, para satisfazer as suas necessidades de uma melhor forma, pois segundo José Saramago, a "indiferença cívica" é algo que não se pode deixar ocorrer na mente dos cidadãos.

 Para além do dever, todos devem possuir também o direito ao voto de forma igualitária. Podemos observar atualmente que a desigualdade, seja ela entre géneros, etnias ou faixas etárias, ainda permanece e ocorre com bastante frequência em diversos países do mundo.

 Em certos países, o direito ao voto é algo que é restrito ao género masculino, o que mostra a presença desta desigualdade entre os géneros.

Não só observamos a desigualdade entre géneros na vida política, mas também a desigualdade racial pois, de acordo com as estatísticas, apenas uma pequena percentagem dos cidadãos participantes na política são de raça negra ou de outras etnias. Porém, todas estas desigualdades devem ter um fim para assim se fortalecer a igualdade entre todos nós.

 Concluindo, o sufrágio universal deve ocorrer de forma igualitária respeitando os direitos de todos os cidadãos independentemente das suas características, para assim se promover um melhor funcionamento da sociedade. 

                                                                                               [Leonor Carriço, 10º LH]

quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

"Os Deveres dos Nossos Deveres" - Proteger os Animais, Ana Oliveira 10CT2

José Saramago reclama um céu para os animais, e de facto há animais que passam um autêntico inferno durante a sua curta vida. Desde sempre que a humanidade se “serve” dos animais e os trata mal. É lamentável que, em pleno século XXI, ainda não evoluímos ao ponto de erradicarmos por completo a crueldade contra os animais.

Na minha opinião, os animais não devem ser sujeitos à crueldade e ao sofrimento a que de facto são submetidos.

Primeiramente, acho que os animais têm direito à vida tal como nós, direito a habitarem aqui na terra, em paz, sem serem explorados e usados como a base da nossa alimentação, e, por isso, merecem o mínimo de dignidade, pois são seres vivos, tal como nós. Veja-se o exemplo da produção do foie gras (ou fígado de pato): como o que se pretende é apenas o fígado, os patos ou gansos são alimentados à força, através de um tubo inserido na garganta, duas a três vezes por dia, por forma a criarem gordura e desenvolverem o fígado. Depois, são mortos e apenas se aproveita o fígado. Outro exemplo, é o das martas que são criadas e alimentadas apenas para, quando forem abatidas, se aproveitar a sua pele para a confeção de casacos.

Por outro lado, o sofrimento que a humanidade provoca nos animais, de certa forma, é “lançado” de volta para nós.

Como comprova o exemplo de que, em matadouros, as vacas ou porcos são criados e transportados em condições miseráveis, num espaço muito pequeno, e muito juntos uns dos outros. Estas circunstâncias causam nos animais muito stresse. Este faz com que eles produzam hormonas, que se mantêm na carne após a sua morte, e que são prejudiciais ao humano que a vai consumir.

E, apesar de já haver normas e leis para um transporte digno, a maioria dos transportadores não as cumpre, mas acho que, independentemente do seu fim, os animais devem ter uma vida digna e minimamente feliz.

Concluindo, penso que devemos cada vez mais consciencializarmo-nos da forma cruel como tratamos os animais. Cada um de nós deve tentar contribuir para o fim desta situação. Quanto aos cidadãos, deixando de consumir produtos que sejam da origem do sofrimento animal, e quanto aos governantes, aprovando medidas de proibição do consumo, produção e comercialização destes produtos.

                                                                                                  [Ana Oliveira, 10CT2]

                                                                                             (Imagem de pixabay)

"O Dever dos Nossos Deveres" - O Respeito pelos Animais, Margarida Flores 10LH

O respeito pelos animais

  Segundo o Artigo 18 da Declaração, “todas as pessoas têm o dever e a obrigação de respeitar e exigir o respeito pelo habitat, formas e condições de vida dos animais não humanos, assim como abster-se de qualquer forma de crueldade na produção de alimento”.

  Tanto o respeito pelo habitat e a abstenção de crueldade dos animais acabam por estar diretamente ligados às condições de vida dos mesmos. Para os animais terem boas condições de vida precisam de ter um habitat adequado à sua espécie e estar livre de qualquer tipo de estresse.

  Hoje em dia, infelizmente, os direitos dos animais são muito violados. O consumo dos humanos, no que toca a animais, no meu ponto de vista, é extremamente exagerado e afeta muito os animais, já que na indústria tratam-nos como se não fossem nada, metem-nos aos montes, matam-nos, dão-lhes medicamentos e violam muitos dos seus direitos. Já no entretenimento, não é muito diferente, arrancam-nos dos seus habitats e enfiam-nos em caixas minúsculas ou ensinam-lhes truques para entreter humanos, e, quando não fazem o que o humano quer, são punidos ou até mesmo mortos. Estas são poucas das informações que chegam até nós, nem imagino o que os treinadores têm de fazer para treinar um animal selvagem.

  Outras indústrias acabam por afetar os animais, principalmente a da madeira, devido à desflorestação que acaba por destruir inúmeros habitats e ecossistemas, e todas as indústrias juntas, mais especificamente a poluição causada por elas, que tem feito a temperatura média global aumentar, também estão a afetar vários habitats e a extinção de várias espécies, como os ursos polares, um caso muito falado hoje em dia.

  Como eu já referi, todas as obrigações do artigo 18 acabam por estar interligadas, e não é difícil respeitá-las, para podermos não só melhorar as condições de vida dos animais, mas também, consequentemente, acabar com o aquecimento global e os danos causados por ele.                                          

                                                                                                 [Margarida Flores Nº20 10LH]

                                                                                                            (Imagem do Unspalsh)

quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

"O Dever dos Nossos Deveres" - Do Ensaio sobre a Cegueira à Pandemia por Covid19, Madalena Ballhause, 10CT2

 O Dever dos Nossos Deveres


“Todas as pessoas têm o dever e a obrigação de cuidar da nossa saúde, assim como de fazer uma utilização racional e responsável dos serviços de saúde.”
Destaco esta frase como a razão pela qual escolhi a proposta 3.
Apesar de ainda não ter acabado o livro de José de Saramago “Ensaio sobre a Cegueira”, consigo entender a história que ele conta e relacioná-la com o que temos vivido nestes últimos dois anos com a pandemia Covid-19.
Com os deveres temos também as obrigações, daí que entendi o confinamento como uma medida para evitar esgotar a lotação dos hospitais, pois, de outra forma, não haveria capacidade para atender todos os doentes. Mas essa “obrigação” foi mal vista por muitas pessoas, daí o número de infetados ter aumentado tanto.
O romance de Saramago narra uma história similar, de um país que foi infetado por um vírus que deixa as pessoas cegas. Também, na história, o vírus ataca um pequeno grupo que é colocado em quarentena. Precisamente na “violação” dessa quarentena, dá-se o alastrar do vírus pelo país. Os poucos que conseguem ver, assistem a muita crueldade, desigualdade e egoísmo e ficam assustados com a real natureza do ser humano.
Na minha opinião, também nós sofremos com o egoísmo das pessoas que, por exemplo, não respeitam as medidas de contingência. Há que fazer escolhas e essas nem sempre parecem as mais justas, mas acredito que sejam as mais adequadas para garantir, a todos, acesso aos meios para uma vida saudável.
Tal como no romance de Saramago, também este vírus irá passar, e todos iremos aprender com os nossos erros. Espero que sejamos mais coerentes, inteligentes, justos e bondosos para evitar uma nova pandemia ou qualquer outra crise mundial, fruto de opções egoístas e, acima de tudo, ignorância. Pois não nos devemos iludir que isto não voltará a acontecer, devemos sim mudar hábitos e permanecer atentos, por todos nós!
                                                                                        [Madalena Caires Ballhause / nº24 / 10ºCT2]                                         
                                                                                                             (Foto do Unsplash) 

terça-feira, 21 de dezembro de 2021

"O Dever dos Nossos Deveres" - A Importância da Vida, Teresa Fernandes 10LH

A importância da vida

  O artigo 4 da Declaração Universal dos Direitos Humanos consiste no direito à vida e integridade física, psíquica e moral de todos os seres humanos e a obrigação de todos para respeitar estes mesmos direitos.

  Todas as organizações, sejam sociais, culturais, económico-empresariais, governamentais e não-governamentais têm o dever de travar o trabalho forçado, a escravidão, o tráfico humano e qualquer outro tipo de atividade prejudicial à vida do Homem.

  No entanto, aqueles que tomam o controlo das instituições e de todos nós não respeitam estes direitos, como afirmou Saramago: “Falham os que mandam e falham os que se deixam mandar […]”. Isto significa que não são apenas os que mandam que fracassam para com a humanidade, mas aqueles que observam o que está a ser feito e as consequências das suas ações irresponsáveis e não fazem absolutamente nada a esse respeito e, consequentemente, pagam aqueles que não têm força para se proteger, nem voz alta o suficiente para serem ouvidos.

  A sociedade está corrompida por líderes (e povoação) sem empatia e ironicamente desumana. Pois quem deveria exercer poderes são aqueles que se preocupam com o bem dos outros e, assim, influenciariam e dariam o exemplo ao seu povo e o mundo estaria finalmente em harmonia. “Apenas sei que o mundo necessita ser mais humano continua Saramago […]”

  Devemos reconhecer que todos e qualquer um, homem ou mulher, criança ou adulto, de qualquer religião, raça ou nacionalidade é, efetivamente, humano; e como tal, têm sentimentos. Para além disso, é necessário compreender que qualquer ser humano é digno de amor e respeito apenas pelo facto de estar vivo.

  A meu ver, se pudermos (e devemos) ensinar as futuras gerações a respeitar o próximo, “talvez o mundo possa tornar-se um pouco melhor”.

                                                                                                [Teresa Fernandes, 10º LH]

                                                                                                             (Foto do Unsplash)

segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

"O Dever dos Nossos Deveres" - A importância desta nossa casa verde, a Natureza, Lara Nunes 10CT2

 

   Hoje em dia ouvimos falar, cada vez mais, sobre a preservação da Natureza e de como a podemos proteger. No entanto, a meu ver, esta partilha de informação acerca da mesma, está a ser mal feita. É por isso mesmo que, elaborando este texto, quero expressar a minha opinião sobre a importância desta nossa casa verde, a Natureza.

   José Saramago, como ávido defensor dos direitos humanos, considera a paisagem de Lanzarote a sua casa, o que já referiu numa de várias passagens do seu livro “A minha casa é Lanzarote” e, se pensarmos bem, tem razão ao admitir que a Natureza é um fator determinante para o desenvolvimento de um sentido de presença e de conforto. Tomemos como exemplo o seguinte: estamos a andar pela nossa casa e, de repente, deparamo-nos com vários tipos de lixos espalhados pelo chão, é de esperar que apanhemos o lixo, por uma questão de higiene. Então, porque não fazemos isso com a Natureza? Esta é, nada mais, nada menos, que a nossa casa primordial, a casa dos nossos antepassados e a casa dos que vêm a seguir a nós. Por isso e por uma questão de evitar o egoísmo, devemos deixar que as gerações futuras se encantem tanto com esta Natureza, como nós o fazemos, protegendo-a e mantendo-a. Vamos apanhar o lixo que está espalhado pela casa, vamos parar de poluir a nossa casa e mais que tudo, vamos cuidar dela.

    Não menos importante que o referido acima, podemos também dizer que somos filhos da Natureza, não literalmente, apenas figurativamente. Dependemos dela. Sobrevivemos e vivemos por causa dela. Toda a água que consumimos, a roupa que vestimos, os alimentos que comemos e o ar que respiramos é proveniente da Mãe Natureza. É, portanto, errado admitir que sem a Natureza, ou com esta destruída, conseguiríamos sobreviver.

    Em suma, este texto tem como objetivo uma chamada de atenção para este nosso importantíssimo  dever de proteger a Natureza. Vamos ser mais como José Saramago. Mas, na verdade, não precisamos de ser uma celebridade para cumprir o nosso papel, apenas de seguir os passos de quem nos ensina a fazer o correto, ou pelo menos, o mais correto.

                                                                                                        [Lara Nunes, 10CT2]

                                                                                                                                        (Foto do Unsplash)

"Os Deveres dos Nossos Deveres" - A Natureza, a Nossa Casa, Beatriz Oliveira 10CT2

 

A Natureza, a Nossa Casa

O ser humano deve preservar a natureza.

Primeiro, a natureza é a nossa casa. Uma casa deve ser preservada e cuidada, de maneira a que nos faça sentir confortáveis. Para preservar a natureza devemos tentar mantê-la o mais limpa possível, e, infelizmente, não é isso que o ser humano tem feito. Uma das consequências deste ato é o aquecimento global, que não só afeta os seres humanos, mas também outros seres vivos, como os animais. Ao não cumprir o nosso dever de preservar e cuidar da natureza, estamos a destruí-la, estamos a destruir uma casa que não é substituível, e, como se deve calcular, isso acarreta graves consequências.

Depois, existem certos lugares na natureza que correspondem às nossas necessidades interiores. Nesses lugares sentimos conforto, paz e sentimos mesmo que estamos em casa. Por vezes, nem sabemos que essas necessidades existem, e só nos apercebemos da sua existência quando estas são correspondidas ao encontrar esses lugares. Um exemplo disto, é a seguinte frase de Saramago: “às vezes tenho pensado que se eu tivesse procurado uma paisagem que correspondesse a uma necessidade interior minha, creio que essa paisagem é Lanzarote.” Ao não cuidarmos da natureza, provavelmente nunca vamos encontrar esta tal paisagem que nos faz sentir confortáveis, e que corresponde a uma necessidade interior nossa.

Em suma, temos o dever de cuidar e preservar a nossa casa, que é a natureza, para todos nos sentirmos confortáveis e em paz. Ao fazer isto, não estamos só a pensar no presente, mas também no futuro.

                                                                                                            [Beatriz Oliveira, 10CT2]

                                                                                      (Foto do Unsplash)

"O Dever dos Nossos Deveres" - Planeta, o Reflexo da Nossa Cidadania, Leonor Gomes e Pedro Oliveira, 10LH

Os alunos das turmas LH e CT2 de 10º ano aceitaram o desafio lançado pela Rede de Bibliotecas Escolares e escreveram textos a partir de "O Dever dos Nossos Deveres", partindo do discurso proferido por José Saramago  durante o banquete do Prémio Nobel, e no qual lembrou o 50º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos. 

A partir deste discurso,  da Carta Universal dos Direitos e Obrigações dos Seres Humanos (inspirada neste mesmo discurso) e de excertos do e sobre o autor, os alunos escreveram os seus próprios textos, que vamos partilhar ao longo desta semana.

Começamos pelo texto da Leonor Gomes e do Pedro Oliveira, do 10º LH (agradecemos à docente Deolinda Gil as partilhas):

Planeta, o reflexo da nossa cidadania

   De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), cada indivíduo tem o dever de cumprir e exigir o cumprimento dos seus direitos reconhecidos, assim como, o dever de respeitar esta declaração e todos os outros direitos implementados pelos “instrumentos nacionais e internacionais” e deve ainda fazer o necessário para que tudo isto seja realizado, esta ideia reflete-se no artigo 1.

   O ser humano tem o dever de respeitar e fazer-se respeitar pelo próximo, este respeito deverá ser mútuo e, incide também no respeito pela nossa casa comum, o Planeta Terra, que é o reflexo da nossa cidadania. Podemos confirmar tudo isto com palavras de Saramago, pois é possível assimilar a “natureza” ao mundo, onde nem sempre são cumpridos os direitos e os deveres de cada um. Todos deverão ter a responsabilidade de preservar os próprios direitos, assim como, deveriam preservar a natureza, que sendo a nossa casa, é a nossa identidade.

   É dever de cada cidadão fazer e promover um bom ambiente o que, infelizmente, não se tem visto. Temos como exemplo disto o agravamento exponencial das alterações climáticas que refletem a falta de civismo da população em geral. Enquanto seres, temos “uma necessidade interior” de preservar o que é nosso e defendê-lo. Para defender algo é preciso saber do que se trata e mais importante, importarmo-nos com o assunto, porque sem força de vontade não é possível realizar nada. O local onde nascemos e vivemos ajuda a formar a identidade de todos.

   Apesar dos grandes movimentos já existentes e palestras sobre o Planeta, há muita gente que não tem noção dos problemas e o importante é existir uma consciencialização por parte de todos sobre os direitos humanos. Por exemplo, os países com menor índice de poluição, concluímos que possuem uma grande taxa de civilização por parte da população.

   Devemos refletir sobre as vantagens de ser consciente, todos nos tornaríamos cidadãos melhores, benevolentes para com o outro e respeitadores do Direito Democrático, pois, vivemos numa democracia e temos o dever de respeitar o próximo, já que, o nosso direito acaba quando o do outro começa.

   Para terminar, com a ajuda das palavras de Saramago, conseguimos aprender a “saber” “recuperar” e “reinventar” o que está mal, para que seja possível “fazer parte do fio desta paisagem”, fazer parte do grande mundo onde vivemos e que se deve deixar uma marca positiva.

                                                                                     [Leonor Gomes e Pedro Oliveira,10º LH]

                                                                                                                                         (Foto do Unsplash)

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Última Hora - Cerimónia de Entrega da Bandeira - somos mesmo uma Escola Amiga dos Direitos Humanos!

Como sabem, estão a decorrer as celebrações do Dia Internacional dos Direitos Humanos com atividades que se realizam entre os dias 2 e 17 de dezembro.

Hoje foi um dia especial na medida em que foi entregue ao nosso Agrupamento, pela representante da Amnistia Internacional, Luísa Marques, a bandeira dos Direitos Humanos que a confirma como uma Escola Amiga dos Direitos Humanos. A entrega da bandeira, nas palavras de Luísa Marques, significa o reconhecimento da Amnistia Internacional pelo trabalho que esta escola vem fazendo desde há cerca de dois anos e meio. A professora Catarina Crocker, coordenadora do Projeto, relembrou que este é um trabalho realizado por alunos, professores, técnicos e funcionários e congratulou-se pelo facto de, todos juntos, querermos construir um mundo melhor. O Diretor do Agrupamento, Estêvão Lopes, recordou que o respeito pelos Direitos Humanos não se concretiza apenas nas atividades que se realizam, mas também no modo como, diariamente, nos relacionamos com os outros e, especialmente, com as diferenças dos outros.

Resumindo, hoje foi um dia memorável na luta pelos Direitos Humanos no nosso Agrupamento. Certamente, ainda haveremos publicar outros textos relacionados com esta temática. A Biblioteca, que tem como parceira a equipa da Escola Amiga dos Direitos Humanos, apoiará todo o trabalho realizado neste âmbito com a publicação no  seu sítio internet de todos os materiais que nos cheguem. 

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Dia Internacional dos Direitos Humanos numa EADH!!!

 Entre os dias 2 e 17 de dezembro, vai comemorar-se o Dia Internacional dos Direitos Humanos. Está atento(a). O Agrupamento vai realizar atividades dedicadas ao tema, tais como exposições, palestras, debates, jogos, um wprkshop e a Maratona de Cartas. Estas atividades são integradas no Projeto "Escola Amiga dos Direitos Humanos". A nossa Escola é! 😊

sábado, 20 de fevereiro de 2021

Apresentação do livro "Eu Sou Malala"

Bom dia a tod@s @s noss@s leitores e leitoras!

Neste fim de semana publicamos a excelente apresentação do livro, "Eu Sou Malala", da autoria de Malala Yousafzai e Patricia McCormick.

A apresentação foi realizada pela aluna Luna Gamanho do 8ºA e a sugestão de leitura para o fim de semana é nossa.

Podem sempre consultar os catálogos e requisitar os nossos livros através do serviço de takeaway. Bom fim de semana a tod@s!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

As Artes e o Dia Internacional dos Direitos Humanos

 Ainda a propósito do Dia Internacional dos Direitos Humanos, publicamos alguns trabalhos sobre o tema que estão a ser desenvolvidos pelos alunos de Desenho de 10º e de 11º ano, orientados pela professora Rosalina Gomes. Juntamos também a seguinte reflexão da professora sobre a Arte e os Direitos Humanos.

Mais do que ser um reflexo de uma época, o trabalho do artista tem um caráter atuante e, todos juntos, têm nas suas mãos o poder de alterar uma dada realidade. Ao mesmo tempo, a arte é dos poucos meios existentes em que a humanidade se pode interrogar sobre a sociedade e fazê-la abanar. Provocar um constante questionamento perante as questões essenciais da humanidade!

Os temas que guiam a produção artística falam do que somos aqui e agora, do lugar para o lugar. Se a arte contemporânea tem algum compromisso é, sem dúvida, esta proximidade com a vida.





O Dia Internacional dos Direitos Humanos numa Escola Amiga dos Direitos Humanos

 Hoje celebra-se o Dia Internacional dos Direitos Humanos e somos o blogue de uma Biblioteca de uma Escola Amiga dos Direitos Humanos. Para comemorar este dia publicamos o sentir de um antigo aluno, João Aleixo, que hoje é um estudante de Jornalismo. Obrigado, João, feliz Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Como Escola Amiga dos Direitos Humanos, o Agrupamento de Escolas do Fundão, juntamente com o seu Clube Escolas Amigas dos Direitos Humanos, não podia deixar passar a maior data que o Mundo tem para celebrar e continuar a lutar para que todos consigamos os nossos direitos em pleno e em todos os países. Embora esta causa seja algo que devemos relembrar e por que lutar todos os dias, é importante a existência desta data não só para refletirmos mais aprofundadamente sobre o que se tem feito nestas matérias, mas também para não deixar cair em vão todo o trabalho que tem sido desenvolvido por organizações das quais destacamos o trabalho feito pela Amnistia Internacional. Sem a existência desta e doutras organizações não governamentais, muitas conquistas que hoje temos eram, infelizmente, meras aspirações que tardavam em chegar.

Esta data é celebrada anualmente no dia 10 de dezembro, como forma de homenagear o dia em que a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos do Homem. Esta consiste num documento que foi assinado por 58 Estados e teve como objetivo assegurar e promover a paz na humanidade após os conflitos da 2ª Guerra Mundial.

No caso português, para além da comemoração desta data, em 1998 a Assembleia da República reconheceu uma enorme importância a este documento onde estão conferidos todos os Direitos do Homem, bem como respetiva data comemorativa: 10 de dezembro de cada ano.

Deveremos estar sempre atentos ao respeito pelos Direitos Humanos, pois com a nossa ação e os nossos apelos podemos estar a fazer a diferença! É este o apelo que o Projeto Escolas Amigas dos Direitos Humanos do AEF deixa.

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres

Hoje celebra-se o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres. O objetivo da criação deste dia foi alertar para este problema que atinge as mulheres, tanto em sua casa como no local de trabalho, psicológica ou fisicamente. As nossas alunas do 10ºCSEAV associaram-se à celebração e, orientadas pelo Professor António Pereira, elaboraram um trabalho conjunto a partir da obra de Helena Almeida. Parabéns alunas, obrigado Prof. António!

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Agora somos uma Escola Amiga dos Direitos Humanos

O projeto Escolas Amigas dos Direitos Humanos foi desenvolvido no contexto do Programa Mundial para a Educação para os Direitos Humanos, lançado pela ONU em  2004, que enfatizou a integração da educação para os direitos humanos nas escolas primárias e secundárias em todo o mundo. O AEF integra este projeto desde janeiro de 2020. É um projeto global da Amnistia Internacional implementado em escolas em África, América Latina, Ásia e Europa.
No dia 8 de outubro reunirá a equipa de professores do projeto EADH, com o apoio dos professores bibliotecários.

[Texto de Catarina Crocker]

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