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quarta-feira, 22 de maio de 2024

Nada de bom vem da guerra

 A pedido do jornal escolar "Olho Vivo", publicamos o seguinte poema que, por falta de espaço, não pode fazer parte do último número daquele jornal.


Nada de bom vem da guerra


Nada de bom vem da guerra

Dos prédios em chamas que engolem a terra

Da mãe que pelos filhos berra

Mas marcham avante os soldados

Meros fantoches amedrontados

Com a morte controlados


O sol, mesmo assim brilha radiante, ilumina os corpos sangrentos


Que os de poder sedentos

Mandaram á pressa para a trincheira

Luz o sol sobre o fim de uma vida inteira

Que agora se dissolve em tons de escarlate

As crianças, tiradas á força do colo das mães

A mando, foram para o abate

Trocando a infância por mais terra e bens


Reviram os olhos, que já mal vida conseguem ter

Cientes que é isto o que é morrer

Pedem perdão pelo que nunca fizeram

Por não ter tempo de o fazer


Cobertas de sangue as mãos que nunca culpa disto tiveram


Suspiram pela morte

Não esperam


E é ao segurar a mãe, que pelos seus mortos filhos berra

Que se sabe com certeza que nada de bom vem da guerra


Joana Martins, aluna do 10LHCSE

sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

Centenário do nascimento de Eugénio de Andrade: os contributos do 7B e 7C

Ainda, no âmbito das comemorações do centenário de Eugénio de Andrade, os alunos do 7º B e do 7º C, entre os dias 19 e 26 de janeiro, na disciplina de Português, procederam à leitura, reprodução e ilustração de poemas de Eugénio de Andrade, que se encontram expostos, no Agrupamento de Escolas do Fundão, no átrio da Escola João Franco.

[Texto enviado pelo Prof. António Reis] 

terça-feira, 17 de janeiro de 2023

Parafraseando Eugénio - 11LH

Partindo desta  quadra de Eugénio de Andrade, a turma do 11LH, construíram as suas próprias quadras (que nos foram enviadas pela docente Leonor Lopes) para, assim, celebrar o Centenário do nascimento de Eugénio de Andrade. 

Foi para ti que criei as rosas.

Foi para ti que lhes dei perfume.

Para ti rasguei ribeiros

e dei às romãs a cor do lume.


PARAFRASEANDO EUGÉNIO


Foi para ti que criei o céu.

Foi para ti que lhe dei estrelas.

Para ti criei um escarcéu

e iluminei essas feições tão belas.

                                [Lara Damião]

 

Foi para ti que criei o amor.

Foi para ti que lhe dei valor.

Para ti roubei o mundo

e só olho para ti com olhar profundo.

                                [Beatriz Moreira]

 

Foi para ti que escrevi esta carta.

Foi em ti que me inspirei.

Para ti iluminei o céu de luz

e às estrelas eu te apresentei.

                            [José Moura]

 

Foi para ela que procurei as cores.

Foi para ela que criei a tela.

Para ela ofereci meus amores

e me apaixonei nos tons dela.

                        [Leonor Carriço]

 

Foi para ti que inventei o céu

Foi para ti que o enchi de estrelas cheias de luz

Por ti roubei a lua

E tudo isto, porque o teu brilho me seduz.

                                         [Leonor Gomes]

 

Foi por ti que me apaixonei.

Foi por ti que chorei.

Por ti me perdi

e me encontrei.

                   [Luísa Pereira]

 

Foi para ti que criei o mar.

Foi por ti que lhe dei vida.

Por ti comecei a amar

e dei por mim perdida.

                    [Mafalda Cruz]

 

 

Foi para ti que pensei nas cores.

Foi para ti que teci o temível ruído.

Para ti usei a agulha e a linha

e deixei as lamurias no tecido.

                            [Maria Freire]


Foi para ti que fiz a Música.

Foi para ti que lhe dei harmonia.

Para ti compus os versos

e nos incluí nesta sinfonia.

                            [Pedro Oliveira]

 

Foi para ti que dei luz ao sol.

Foi para ti que lhe dei o calor.

Por ti atravessei desertos

para o sol me iluminar no meu amor.

                               [Matilde Bonifácio]

 

Foi por ti que criei um jardim

Como se tratasse de um retrato teu.

Foi por ti que criei o mundo,

Um refúgio só teu e meu.

                         [Teresa Fernandes]

 

Foi para ti que criei a maçã proibida.

Foi para ti que lhe dei uma mordida.

Por ti abandonei o meu coração

e dei por mim traída pela tentação.

 

Foi para ti que roubei uma harpa.

Foi por ti que deixei cair o véu .

Para ti toquei uma melodia

e construí uma ponte até ao céu.

 

Foi para ti que criei os cisnes.

Foi por ti que os pintei de branco.

Por ti lutei com deusas gregas

e mostrei como o meu amor é franco.

 

Foi para ti que fiz voar a joaninha.

Foi por ti que lhe apaguei as pintinhas.

Para te sussurrar ao ouvido

que estou com muitas saudadinhas.

                            [Carolina Valente]

domingo, 14 de fevereiro de 2021

Às vezes a noite, sonolenta, adormece no leito do amanhecer...

Na tarde de um domingo ensolarado de fevereiro, publicamos um poema da Rita Mesquita do 11ºLH que nos foi enviado pela professora Cesaltina Neves. Obrigado Rita e professora! Parabéns pela qualidade do poema!


 Às vezes a noite, sonolenta, adormece no leito do amanhecer.


 A madrugada é impotente, o dia toma um mês para acordar.

 

Os olhos meus, olhos de sujeito, vagueiam fechados sobre um mar de gente,

um lamaçal de conteúdo, um estrondo de palavras,

 

palavras. Não conversas. Conversas exigem respostas, exigem retaliação, exigem sentidos,

 

sentimentos.

 

Ninguém conversa sobre nada, nem quando se conversa sobre a falta de tudo.

 

É curiosa a falta de interesse dos jovens de hoje em dia na sedução de um amanhecer,

na bênção da paciência,

nos acordes de uma guitarra.

 

Uma guitarra que tocou, em tempos, sobre novembro.

 

E é janeiro.

 

E o dia ainda não nasceu.


[Rita Mesquita, 11LH]

terça-feira, 3 de outubro de 2017

MIBE










Para dar início à comemoração do Mês Internacional das Bibliotecas Escolares, selecionamos alguns poemas de diversos autores sobre as bibliotecas, a leitura e os livros, bem como demos destaque a alguns dos livros que dão voz à temática deste ano: “Juntando comunidades e culturas”, porque ler é conhecer e conhecer é unir comunidades e culturas.


terça-feira, 21 de março de 2017

DIA MUNDIAL DA POESIA

A Poesia na rua - projeto europeu com Portugal (Fundão), Itália, França e Espanha








Há Palavras que Nos Beijam

Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

Alexandre O’Neill



“As palavras são a nossa condenação. Com palavras se ama, com palavras se odeia. E, suprema irrisão, ama-se e odeia-se com as mesmas palavras!”

Eugénio de Andrade



“A poesia não quer adeptos, quer amantes.”

Frederico Lorca


“Uma palavra e tudo está salvo
Uma palavra e tudo está perdido”

André Breton


“A poesia não comporta gralhas como a prosa, que às vezes até fica melhor... É coisa tão delicada que só vive de ritmo e de harmonia. Quase dispensa as ideias. Quem lhe tocar, assassina-a sem piedade.”

Florbela Espanca

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