segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
Última hora! Já saíu o número 1 da revista «Con.estóri@s» - a escrita dos alunos a dar forma aos Direitos Humanos!
segunda-feira, 17 de novembro de 2025
Día de Muertos 2025: A Festa Onde Até os Esqueletos Caem para o Lado!
A Biblioteca Escolar volta a assinalar o "Día de Muertos", retomando uma tradição já enraizada no nosso blogue e que reflete a importância concedida pela Biblioteca à valorização da diversidade cultural e das literacias interculturais.
A celebração realizada no Agrupamento, noticiada no texto que nos foi enviado pelos professores de Espanhol, mostra a importância que o Agrupamento concede ao conhecimento de outras culturas através das artes visuais, da música, das expressões simbólicas e das narrativas identitárias da tradição mexicana.
A Biblioteca reconhece neste trabalho um contributo relevante para o desenvolvimento da sensibilidade estética, da criatividade e do respeito pela memória coletiva, dimensões que se articulam com a sua missão educativa e com o papel que desempenha no enriquecimento cultural da comunidade escolar.
Obrigado pelo envio deste texto, caros colegas de Espanhol.
En nuestro instituto, celebramos la vida con alegría, color y tradición, y el Día de Muertos no fue la excepción. 💀✨🌼
Este año, el Instituto se ha llenado de creatividad gracias a las pinturas faciales, que han sido el gran protagonista de la actividad. Estudiantes y profes transformaron sus rostros en coloridas calaveras y diseños inspirados en la cultura mexicana, llenando cada rincón de brillo, arte y sonrisas.
Además, disfrutamos de música típica que animó el ambiente y de una exposición vibrante con calaveras, alebrijes y catrinas elaborados con dedicación por nuestros alumnos.
No faltó el altar tradicional mexicano, decorado con flores, velas, papel picado y ofrendas que nos recordaron la importancia de honrar a quienes ya no están.
Y, cómo no, cerramos el día con nuestro influencer oficial del más allá: el esqueleto Josué. Con su sombrero mexicano, su pose elegante y su eterna delgadez, apareció por la exposición robándose fotos, miradas… ¡y algún que otro sustito!
Porque sí: en este Instituto, hasta los esqueletos se lo pasan de muerte. 😄💀🎉
¡Gracias a todos por participar y por mantener viva esta hermosa tradición! 🎶🌼💛
[Texto enviado pela Prof.ª Ana Duarte]
terça-feira, 22 de abril de 2025
Bibliotecas Humanas: quando a História se conta na primeira pessoa
Nesta sessão da nossa iniciativa, Bibliotecas Humanas, os alunos do Ensino Secundário que estudam História ouviram de Fernanda Santiago muito mais do que um testemunho - ouviram História viva. Do salto para França à descolonização de Angola, passando por um campo de refugiados na África do Sul, Fernanda contou como viveu os grandes acontecimentos que os manuais escolares não conseguem explicar por inteiro. E os alunos escutaram, em silêncio, como só se escuta quem realmente sente...
Biblioteca Humana … com Fernanda Santiago
Na penumbra acolhedora da “Biblioteca Humana”, Fernanda Santiago ajeitou-se na cadeira,respirou fundo e começou a contar sua história. A sua voz tremia levemente, carregada pelo peso de uma vida marcada por partidas e recomeços. Os alunos, atentos, mergulhavam na sua história, sentindo cada emoção escondida nas pausas, nos sorrisos e nos suspiros.
Os seus olhos brilhavam com a intensidade de quem revive cada momento ao falar da partida para França a salto, guiada pelas mãos firmes da família. A promessa de uma vida melhor escondia a dureza da emigração, a saudade silenciosa de uma terra beirã deixada para trás.
Mas a vida reservava-lhe outros planos. Já adulta, Fernanda casou-se por procuração e partiu para Angola, onde o amor a esperava. Sonhava com um futuro ali, até que o 25 de Abril e a descolonização transformaram o sonho em medo.
A fuga tornou-se inevitável, pensando que ia ser breve. África do Sul foi o destino, mas não a salvação imediata. No campo de refugiados, viveu o impensável – a fome, a doença, a incerteza, a luta diária pela dignidade. Perdeu-se da família. Depois da sua curta e dura estadia na África do Sul, onde nasceram as suas filhas, símbolos de resistência e esperança, e onde, no meio da tempestade, acabaram por encontrar pessoas amigas, Fernanda e a família melhoraram a sua vida. Conseguiram reunir meios para voltar para Portugal, para a sua beira, onde também com muita dureza, reiniciaram o seu projeto de vida, que haveria de ser coroado de muito sucesso.
Ao fim do relato, o silêncio na sala era de pura emoção. Cada aluno ali não apenas ouviu a sua história, mas sentiu-a, ao ritmo da viragem de cada página, marcada pelas fotos projetadas.
Fernanda não era só uma sobrevivente – era uma prova viva de resistência, de esperança e do poder que uma história tem de nos unir.
[Texto e fotos: Prof:ª Ana Brioso]
Na penumbra acolhedora da “Biblioteca Humana”, Fernanda Santiago ajeitou-se na cadeira,respirou fundo e começou a contar sua história. A sua voz tremia levemente, carregada pelo peso de uma vida marcada por partidas e recomeços. Os alunos, atentos, mergulhavam na sua história, sentindo cada emoção escondida nas pausas, nos sorrisos e nos suspiros.
Os seus olhos brilhavam com a intensidade de quem revive cada momento ao falar da partida para França a salto, guiada pelas mãos firmes da família. A promessa de uma vida melhor escondia a dureza da emigração, a saudade silenciosa de uma terra beirã deixada para trás.
Mas a vida reservava-lhe outros planos. Já adulta, Fernanda casou-se por procuração e partiu para Angola, onde o amor a esperava. Sonhava com um futuro ali, até que o 25 de Abril e a descolonização transformaram o sonho em medo.
A fuga tornou-se inevitável, pensando que ia ser breve. África do Sul foi o destino, mas não a salvação imediata. No campo de refugiados, viveu o impensável – a fome, a doença, a incerteza, a luta diária pela dignidade. Perdeu-se da família. Depois da sua curta e dura estadia na África do Sul, onde nasceram as suas filhas, símbolos de resistência e esperança, e onde, no meio da tempestade, acabaram por encontrar pessoas amigas, Fernanda e a família melhoraram a sua vida. Conseguiram reunir meios para voltar para Portugal, para a sua beira, onde também com muita dureza, reiniciaram o seu projeto de vida, que haveria de ser coroado de muito sucesso.
Ao fim do relato, o silêncio na sala era de pura emoção. Cada aluno ali não apenas ouviu a sua história, mas sentiu-a, ao ritmo da viragem de cada página, marcada pelas fotos projetadas.
Fernanda não era só uma sobrevivente – era uma prova viva de resistência, de esperança e do poder que uma história tem de nos unir.
[Texto e fotos: Prof:ª Ana Brioso]
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