quinta-feira, 23 de abril de 2026
quarta-feira, 22 de abril de 2026
Bibliotecas Humanas: Quando as Histórias se contam na primeira pessoa
No âmbito da iniciativa Bibliotecas Humanas, a Biblioteca Escolar volta a dar voz a testemunhos vivos que transformam a História em experiência partilhada. Num momento em que se aproxima a evocação do 25 de Abril, escutar na primeira pessoa quem viveu os contextos que antecederam a Revolução ganha particular significado. O encontro com o Coronel Leonardo Freixo, participante no Movimento dos Capitães, proporcionou aos alunos uma oportunidade rara de contacto direto com memórias da Guerra Colonial e dos sinais de mudança que marcaram o país. O texto que se segue, da autoria de dois alunos do ensino secundário, o João Redondo e o Martim Fernandes, reflete esse encontro entre gerações, onde a palavra dita se torna memória escrita e consciência histórica.
Bibliotecas Humanas: Quando as histórias se contam na primeira pessoa
Leonardo dos Santos Freixo nasceu no Rosmaninhal, concelho de Idanha-a-Nova, e dedicou 41 anos ao serviço militar. Iniciou a sua carreira em 1961, ingressando na Academia Militar, tendo depois seguido para o Regimento de Infantaria 5, nas Caldas da Rainha. Em 1968, formou companhia com destino à Guiné, onde permaneceu até 1971. Desde então, e até à data da sua reforma, exerceu funções com a categoria de Coronel no Batalhão de Caçadores 6 de Castelo Branco. O Coronel Leonardo Freixo participou ativamente no Movimento dos Capitães.
Nesta sessão da iniciativa Bibliotecas Humanas, os alunos do 9.º ano e do ensino secundário que estudam História ouviram do Coronel mais do que histórias ou testemunhos; ouviram estórias. Desde a sua infância em diversos pontos do país, à partida para a Guerra Colonial, passando pelas reuniões do MFA, foram estes alguns dos momentos que marcaram a nossa conversa.
No auditório, o Coronel ajeitou-se ligeiramente, como quem procura as palavras mais difíceis. Falava com calma, mas havia algo na sua voz que prendia quem o ouvia. Crescera em aldeias raianas, num ambiente onde a farda fazia parte do quotidiano; o pai, oficial da GNR, ensinara-lhe desde cedo o peso da responsabilidade.
Quando entrou nas memórias da Guerra Colonial, o ambiente mudou. Fez uma pausa, olhou em redor e contou um episódio que nunca esqueceu. Estava a falar com um camarada, corrigindo-o por um comportamento impróprio. Era uma conversa tensa, mas comum. De repente, o camarada deu um passo em frente e tudo aconteceu num instante. Uma rajada. O corpo caiu. Ainda com a cabeça ligeiramente levantada, ouviu-se: “Capitão, Capitão”. E depois, nada. O silêncio instalou-se, pesado.
Respirou fundo antes de continuar. Na Guiné, explicou, começavam a surgir sinais de descontentamento após o Decreto-Lei nº 353/73. As conversas multiplicavam-se, discretas, quase cautelosas. Lembrou o dia 8 de setembro de 1973, quando um colega o chamou para Alcáçovas, sem grandes explicações.
Esperavam poucos, contudo apareceram muitos mais, cerca de 135 ou 136 homens. Naquele momento, sem que todos o percebessem, algo maior começava a ganhar forma.
[Texto de João Redondo e Martim Fernandes, 12º LHAV]
terça-feira, 21 de abril de 2026
Rafael Silva, da turma ST3A, no Leituras (Com)Vida
O Rafael trouxe-nos a leitura de uma passagem do livro «O Papá das Pernas Longas», de Nadine Brun-Cosme.
Parabéns pela leitura, Rafael!
segunda-feira, 20 de abril de 2026
José Pires, da turma ST3A, no Leituras (Com)Vida
O José trouxe-nos a leitura de uma passagem do livro «Os Esquilos Que Não Sabiam Partilhar», de Rachel Bright.
Parabéns pela leitura, José!
sexta-feira, 17 de abril de 2026
Tomás Pires, da JF3A, no Leituras (Com)Vida
O Tomás trouxe-nos a leitura de uma passagem do livro A Batata no Sofá Como descobrir o equilíbrio entre os ecrãs e o mundo lá fora, de Jory John.
Parabéns pela leitura,Tomás!
Projeto "DesafiArte": Alunos da EB1 de Santa Teresinha tornam-se "Guardiões da Gardunha"!
Partilhamos hoje o trabalho realizado pelos alunos da turma ST3B da Escola Básica de Santa Teresinha. No âmbito do projeto Desafi'Arte, a Biblioteca Escolar envolveu este grupo num desafio exigente que culminou numa colaboração exemplar entre aquela escola e o Museu Arqueológico Municipal do Fundão.
Este projeto não teria sido possível sem o empenho profundo de todos os intervenientes: os alunos, o professor titular da turma e o técnico do Museu Arqueológico, que foi fundamental para o rigor científico e a qualidade dos materiais produzidos. Esta sinergia permitiu aos alunos mergulharem no património da região, a partir da recém-descobertas gravuras rupestres da Ribeira da Bárbara, transformando o conhecimento teórico em competências práticas de cidadania e preservação ambiental.
Convidamos toda a comunidade educativa a visitar um dos nossos blogues favoritos - Os Traquinas de Santa Teresinha - que também dá conta do percurso realizado pela turma no Desafi'Arte, em que os alunos se transformaram em verdadeiros "Guardiões da Gardunha".
quinta-feira, 16 de abril de 2026
Inácio Barros, da JF3A, no Leituras (Com)Vida
O Inácio trouxe-nos a leitura do poema "A Chave de Roma", um poema da tradição oral, do livro Poesia Para Todo o Ano, selecionado e prefaciado por Luísa Ducla Soares.
Parabéns pela escolha e pela leitura, Inácio!
quinta-feira, 2 de abril de 2026
Con.estóri@s | a edição n.º 2 já está disponível!
Já se encontra publicada a mais recente edição da revista Con.estóri@s, um espaço onde a opinião, o pensamento crítico e a criatividade se cruzam.
Este número centra-se sobretudo numa reflexão crítica sobre a democracia portuguesa contemporânea, articulando passado e presente. Os textos abordam o funcionamento das instituições, o afastamento dos cidadãos da participação política e os riscos associados ao crescimento de posições mais radicais.
Paralelamente, analisam-se problemas estruturais do país: fragilidades do Serviço Nacional de Saúde, sustentabilidade da dívida pública, reformas no sistema educativo e desafios do sistema de pensões. Há também uma forte atenção dada às questões laborais, com destaque para o papel histórico e atual das greves. Um outro eixo relevante é o debate sobre identidade e cidadania, nomeadamente através da discussão da nacionalidade e do acesso à informação, com preocupação particular pelo interior do país.
Por fim, a revista recorre frequentemente à memória histórica, sobretudo do período pós-25 de Abril, para interpretar o presente e alertar para riscos futuros. Resumindo, trata-se de um conjunto de textos de opinião que cruzam atualidade, história e cidadania, com uma perspetiva crítica sobre o estado da democracia e da sociedade portuguesa.
Parabéns aos nossos jovens articulistas e um agradecimento a todos os colaboradores. Boas leituras!
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