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domingo, 5 de março de 2023

Conferência com o Professor Doutor Nuno Maulide


Partilhamos, agora, a opinião de alguns alunos sobre a Conferência:

"Quando a Professora disse que iríamos ter uma palestra, pensei logo numa coisa chata e sem interesse. Mas, desde que o Professor Nuno Maulide, entrou na reunião, não consegui tirar os olhos do quadro onde ele aparecia. O Professor conseguiu, através do seu sentido de humor e simpatia, cativar-nos imenso para a química orgânica. A parte que eu gostei mais foram as histórias incríveis que ele contou, principalmente aquela em que “deixou” a música para dedicar-se à química, já que eu também andava na academia de música e “larguei” para seguir o curso de ciências (identifiquei-me muito). Obrigada, Professora, por ter conseguido dar-nos a oportunidade de falar com este excelente Professor."

                                                                                                         [Mariana Pranto 10ºCT2]

"A conversa com o Professor foi espetacular, pelo que eu percebi ele é uma pessoa bem humorada e que está sempre feliz. Gostei particularmente da forma como ele respondeu às perguntas, mesmo até aquelas que foram mais pessoais. Gostei da forma de pensar de Nuno Maulide e de como ele consegue ver a química de uma forma tão fácil e tão inovadora.

Obviamente gostaria de ter feito outras perguntas, mas o tempo não o permitiu.

Agradeço-lhe imenso por ter disponibilizado do seu tempo para poder ter esta conversa connosco."

                                                                                                      [Afonso Silva 10º CT2]      

"Para começar, eu gostei imenso do Professor Nuno, foi muito simpático e divertido. Adorei a forma como respondeu às perguntas, envolvendo exemplos da sua vida e elaborando histórias.

A palestra foi bastante interessante e já quero muito ler os seus livros.

Também acho que, graças ao professor, vejo a Química de uma forma diferente, de uma forma melhor.

Dizer também que o segui logo no Instagram e adorei a sua página."

                                                                                                 [Bárbara Giovetti, 10º CT2]

"Considero que a palestra com o professor e químico Nuno Maulide, que é especializado em Química Orgânica, foi muito interessante, porque tivemos a oportunidade de conhecer melhor um português que se encontra a exercer a sua atividade no estrangeiro. Neste caso, em Viena, na Áustria. Ao responder às perguntas que lhe foram colocadas, o Professor foi muito aberto e explicou bem cada assunto. Aquilo de que mais gostei da palestra foi o facto de o Professor Nuno Maulide nos fazer ter consciência de que a química está presente em tudo. Dessa forma, podemos olhar para as coisas à nossa volta de uma perspetiva diferente. Também achei interessante a forma como nos disse que aborda as pessoas que o desrespeitam, pelo facto de não ser de origem austríaca e por causa do seu tom de pele, dando a volta a este assunto de uma forma pacífica e que demostra um grande desenvolvimento psicológico, de autoconfiança para enfrentar situações difíceis como esta.

Achei também curioso o percurso do professor, que inicialmente queria seguir música apesar de, na altura, lhe dizerem que estaria a desperdiçar o seu potencial. Mas, após treinos rígidos e exigentes, decidiu que iria trocar a música pela química, nomeadamente a Química Orgânica.

Em conclusão, a palestra foi uma experiência positiva e muito interessante."

                                                                                                    [Sara Gonçalves, 10º CT2]

Na palestra que tivemos com o Professor Nuno Maulide tudo me agradou.

Um dos aspetos que mais gostei foi que a palestra se desenvolveu através das perguntas colocadas pelos alunos. Quando uma palestra tem um tópico principal e não há muita interação com os ouvintes é mais complicado estar com atenção, pelo menos na minha opinião.

(…)

É muito interessante como eu já vejo tudo o que me rodeia, até os comportamentos das pessoas, de forma muito diferente, desde que ouvi o Professor. Acho que ele vai mudar a minha vida.

                                                                                                                    [Matilde Honorato, 10º CT2]

Em primeiro lugar, o que mais me marcou foi a primeira pergunta de todas feita por uma aluna do 11ºano: “Alguma vez esteve em dúvida entre a música e a química?”

(…)

Por outro lado, o que me encantou mais na palestra foi o caráter de Nuno Maulide. O que quero dizer com isto é que sempre achou todas as perguntas, feitas pelos alunos, pertinentes e curiosas, mandava sempre aplaudir quando se colocava uma questão e também as suas gargalhadas engraçadas que mudavam totalmente o ambiente das salas.

(…)

A palestra foi bastante interessante e motivadora para continuar os estudos em ciências, para um dia sermos como o professor Maulide.

                                                                                                                                            [Maria Ferreira, 10ºCT2]

Ouvir como o Prof. Nuno falar como balança os seus hobbies e a sua vida profissional também foi bastante informativo visto que ele é uma pessoa bastante ocupada mas que não é um escravo do trabalho.

Concluindo, esta palestra foi fascinante. Apesar de termos tido pouco tempo para ouvir o Prof. Nuno Maulide, foi muito agradável ter um especialista dar o seu ponto de vista acerca de vários temas dentro e fora da química.

                                                                                                                                      [Guilherme Lourenço, 10º CT2]

"Foi, realmente, um bom momento. Gostei bastante de o conhecer. Fiquei fascinada com tudo o que aprendi sobre Química em tão pouco tempo.

(…)

As explicações que fazia sobre as perguntas que lhe eram feitas eram muito esclarecedoras e continham sempre uma pitada de diversão pelo meio, o que tornava algo que já era interessante ainda mais interessante!

Adorei a sua personalidade, foi algo que me cativou ainda mais a gostar daquele momento. Foi bastante fácil dar umas boas gargalhadas durante o tempo que estivemos ali.

Serei eternamente grata por ter tido esta incrível oportunidade e, no futuro, se alguém perguntar se conheço o Professor Nuno e é com grande orgulho e alegria que vou dizer que sim e que até tive a oportunidade de conversar com ele!

                                                                                                                                     [Matilde Henriques, 10º CT2]

sexta-feira, 29 de abril de 2022

Da Guerra Colonial ao 25 de Abril

Nas comemorações dos 48 anos da Revolução do 25 de Abril, a docente Ana Brioso, em articulação com a Biblioteca Escolar, organizou a realização da conferência "Da Guerra Colonial ao 25 de Abril" que contou com a presença do Professor Casimiro Santos e do Enfermeiro de guerra Pedro Taveira. A conferência teve como destinatários principais dos alunos de História A do 12º ano que nos enviaram as seguintes apreciações. Obrigado alunos e parabéns à docente por esta iniciativa.

 

«Este ano, para marcarmos o nosso 25 de abril, data tão importante e significativa para o nosso país, ocupámos a aula de história do dia 26 de abril de 2022 com uma palestra proposta pela professora Ana Brioso, em articulação com a BECRE. A professora convidou Pedro Taveira, autor do livro “Enfermeiro de Guerra - Evacuações na frente de combate debaixo de misseis” e o professor Casimiro Lopes que se propuseram relatar-nos um pouco das suas vidas, visto que viveram o memorável dia 25 de abril de 1974 e parte desta transição do período da Ditadura para a aplicação da regra dos 3 D´s: Democratizar, Descolonizar e Desenvolver.»
Diana Raposo, 12º LH

«Começámos por ouvir o professor Casimiro Lopes que nos fez uma abordagem mais teórica, intercalando com a sua experiência durante a época. Contou-nos que anteriormente à revolução, a vida era ainda mais dura do que pensávamos… muitos pais eram obrigados a abdicar do desejo de permitir que os filhos obtivessem instrução, o que felizmente não se verificou no caso de ambos, porém foi uma decisão árdua, necessitando de se deslocar para poder fazer os estudos. Como uma pessoa do meio rural, contou-nos que as dificuldades que se sentiam eram ainda maiores nestes casos, devido à impossibilidade de contactar recorrentemente com a família e porque a vida rural era muito diferente da vida urbana. A parte mais interessante, para mim, foi o seu contributo na revolução, que apesar de ter sido singelo, é de uma enorme emoção. Fora informado no seu batalhão que os representantes e seguidores do MFA se moviam em Lisboa, aplicando o golpe que marca até hoje os nossos dias, ditando o fim de um regime autoritário e totalizante de 48 anos, iniciando a política dos 3 D’s que permitiu a partir da Junta de Salvação Nacional, iniciar a democratização, descolonização e desenvolvimento de Portugal, que vivera silenciado e reprimido por quase cinco décadas. Naturalmente, sentiu-se feliz pela libertação do povo, pela nova fase do país e também por não ter sido direcionado ao território Africano onde teria de lutar “pela pátria”. Conta-nos os desafios do pós-golpe, os quais já estudamos em História A, como as expropriações, o incremento da via mais radical ligada à esquerda-comunista que de certo modo nos aproximaria do modelo da união soviética, mas não só… abordou também a melhoria de condições de vida dos operários, das mulheres e do povo como um todo, que mesmo passando por um caminho sinuoso, se via finalmente livre e possuidor de um olhar reivindicativo e progressista.
Seguiu-se então o enfermeiro Pedro Taveira, que nos contou um pouco sobre a sua jornada antes mesmo de ir para o território de guerra. Na sequência, destacou alguns episódios que o assustaram em território africano e mostrou-se incomodado com a situação que vivemos atualmente entre a Ucrânia e Rússia, pois sabe e conhece de perto como é um cenário de guerra, mostrando-se de certo modo inconformado com tudo aquilo que se está a passar no mundo. Contou que viver um cenário de guerra é aterrorizante e constantemente se vive em preocupação e stress. Destacou ainda o papel de uma mulher francesa que iniciou o processo designado por “enfermeiras de guerra”, destacando que o papel da mulher também foi importante no resgate de feridos, porém não valorizado e inferiorizado. Além disso, conta-nos alguns dos seus medos e traumas, que para além do óbvio, conta-nos que ao sentir que o seu avião era atacado, começou a ter medo de voar e partir para os resgates que realizava dia após dia. Conta-nos também a história aterrorizante de quando ouviu mísseis por cima dele e dos seus acompanhantes, e do cenário catastrófico e funesto que via ao sobrevoar o campo de guerra, procurando por feridos, que muitas vezes já se encontravam tão debilitados que se lamentavam por nunca mais voltarem a ver os seus, sabendo que ali seria o seu fim.
Ambos se mostraram abertos a questões e foram bastante simpáticos com os alunos, e foi por isso que gostei tanto desta conferência, pois são “documentos históricos” que se encontram vivos e que não tiveram receio de partilhar as suas experiências connosco, e agradeço bastante por isso. Compartilharam também as suas opiniões sobre o que ocorre nos dias atuais, em Portugal e na restante Europa, mostrando-se alarmados com a situação. Nunca devemos esquecer da luta daqueles que hoje nos garantem a liberdade e nos permite viver em democracia.
Após a conferência, dirigimo-nos à Biblioteca Municipal tendo sido recebidos pela Dra. Dina Matos, que nos guiou a uma exposição de livros proibidos pelo Estado Novo através da censura, falou-nos do papel da revolução e que dimensão atingiu no Fundão e na região, mas também nos mostrou inúmeros exemplares do Jornal do Fundão dessa época, até mesmo os que estavam censurados com o “lápis azul”. A exposição das “3 Marias" também me chamou bastante a atenção, visto que o papel da mulher sempre foi importante porém ainda mais censurado, e com o 25 de abril, obtivemos finalmente direitos que nunca nos deveriam ser recusados.
Em suma, o dia 26 de abril foi uma continuação da comemoração do nosso querido 25 de abril, e foi um dos momentos mais bonitos que passei na escola, porque realmente me enriqueceu bastante. Adoraria poder contactar com ainda mais pessoas que possuam este tipo de experiência, pois é sempre algo que me desperta curiosidade e que nunca devemos esquecer, de forma a valorizar sempre os esforços que estão por trás da (nossa) democracia e que, infelizmente, está a perder lugar em alguns países.»
Margarida Fernandes, 12º LH
 
«Senti que esta palestra me aproximou da Revolução. Penso que a descrição e o relato das vivências de forma tão pormenorizada resultaram nisto mesmo, o que para mim me agradou bastante.
Os testemunhos de quem viveu realmente na guerra e tentou socorrer os feridos, fez-me ficar ainda mais pensativa em relação ao que se passa na Ucrânia, que nos está tão próxima e já dura há tanto tempo.»
Rita Matos, 12º LH
 
«No final da palestra as turmas deslocaram-se até à Biblioteca Municipal onde a diretora, Dra. Dina Matos nos mostrou uma exposição com alguns dos livros que foram censurados durante a ditadura e o motivo dessa censura por parte do “ lápis azul”. Para além de livros pudemos ainda folhear algumas páginas do Jornal do Fundão da mesma época e observar as notícias e os títulos que eram considerados “inapropriados” e que depois de censurados, deveriam ser substituídos, grande parte das vezes por anúncios que os jornais tinham já preparados como forma de “tapar os buracos “ que o lápis azul deixava nas suas páginas.»
Carolina Falcão, 12º LHAV

«A forma como pudemos comemorar o 25 de abril foi muito interessante e de elevada importância para o desejado perfil do aluno. Tendo sido o primeiro dia que pudemos retomar no espaço escolar o não-uso da máscara, intensificou esta ideia de LIBERDADE e quanto a mesma é importante na vida de todos nós.»
Diana Raposo, 12ºLH

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Conferência "A Solidão Não Tem Idade"


Decorreu hoje, no âmbito do projeto EnvelhoSer LivroMente, pelas 14h15, na biblioteca do Agrupamento de Escolas do Fundão, a conferência “A Solidão Não Tem Idade”. 

A apresentação da conferência foi habilmente feita pela aluna Joana Fernandes, do TAS18.
A conferência teve início com uma abordagem da solidão na juventude, pela psicóloga Micaela Nogueira. É importante perceber que a solidão existe em todas as idades e há que saber identificá-la e encontrar estratégias para a ultrapassar. Os jovens não devem isolar-se nem contribuir para o isolamento dos colegas. Devem, pelo contrário, estar atentos e ajudar quem se sinta só.

Depois de alguns alunos do TAS18, Cristiana Fernandes, Bárbara Alegria, Tiago Caria, Simão Pereira e Inês Lourenço lerem poemas sobre a solidão, foi colocada a questão à audiência, “se alguém já sentiu alguma vez solidão”. A aluna Bruna Baptista partilhou a sua opinião, referindo que a solidão pode surgir por diversos motivos, entre os quais o isolamento pessoal, o afastamento de amigos, o fim de uma relação amorosa, entre outros. Pode ser ultrapassada com a ajuda dos amigos e dos familiares.

Também alguns idosos partilharam sabiamente as suas experiências e opiniões. Falaram, por exemplo, da solidão deixada pela perda de entes queridos, da nova família que encontraram na “nova casa” (o lar) que os acolheu e onde fizeram novas amizades e encontraram uma forma de atenuar a solidão. Questionaram a existência da solidão, referindo que podemos estar sós e não sentir solidão, porque, no dia a dia, em cada rotina, pode haver convívio e também porque, podemos estar sós e sermos felizes assim, sem que tenhamos forçosamente de sentir a solidão.



Seguidamente, passou-se à abordagem da temática da solidão na terceira idade.
Como representantes do Município e Comissão Municipal de Proteção à Pessoa Idosa do Fundão, estiveram a psicóloga Magda Crisóstomo e a assistente social Elsa Pombo, que nos falaram do trabalho desenvolvido por esta Comissão, como surgiu e o trabalho que desenvolve no acompanhamento aos idosos e familiares do Concelho do Fundão. Falaram do tipo de sinalizações feitas à Comissão, do número de pessoas sinalizadas e de todo o trabalho desenvolvido com os idosos e com as famílias de forma a ultrapassar situações de risco.

A abordagem seguinte da temática foi feita pela técnica Helena Brito, responsável do Centro Comunitário das Minas da Panasqueira, da Santa Casa da Misericórdia do Fundão. Falou da importância da assistência domiciliária que desenvolvem, partilhando experiências, das atividades em que procuram envolver idosos que vivem em zonas mais isoladas e apresentou um projeto em que a Santa Casa da Misericórdia se está a envolver precisamente no combate à solidão de pessoas que vivem mais isoladas.

Do Destacamento Territorial da GNR do Fundão, esteve presente o Cabo Bruno Moreira, que partilhou o trabalho desenvolvido no sentido de minorar a solidão sentida pelos idosos que vivem mais isolados dos centros populacionais mais ativos, através de contactos frequentes com os idosos, quer presenciais quer telefónicos, a colaboração com outras entidades que prestam apoio à 3ª idade,
bem como na sensibilização que fazem junto dos idosos na prevenção de burlas, com o intuito de interagir com a população mais vulnerável, transmitindo-lhe conselhos de segurança.

Para finalizar, e antes de um lanchinho, foi projetado um pequeno filme sobre a temática abordada, que termina com sugestões para ultrapassar a solidão.
Os alunos do TAS18 fizeram, com a colaboração da diretora de turma, professora Alda Fidalgo, uns miminhos, para oferecer aos idosos, uma caixa-flor, com uns versos e um vaso com sementes de amores perfeitos para serem cuidados e fazerem companhia no combate à solidão.



Para além dos conferencistas, agradecemos muito aos utentes e técnicos dos lares parceiros – Centro Paroquial de Bem-Estar Social de Valverde, Lar Nossa Senhora de Fátima do Fundão e Lar da Santa Casa da Misericórdia do Fundão e aos nossos alunos das turmas TAS18, TAS19 e APS19 e professores que os acompanharam. Um convívio intergeracional, de aprendizagem mútua e de partilha de experiências e conhecimento.



quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Conferência A Solidão não Tem Idade

É já na próxima quinta-feira, dia 20 de fevereiro, pelas 14h15, que decorrerá, na biblioteca do AEF, uma conferência no âmbito do projeto EnvelhoSer LivroMente, à qual assistirão as turmas TAS18, TAS19 e APS19. Um tema atual e que não deixará ninguém indiferente! Agradecemos desde já a todos os conferencistas!


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Conferência "Da Janela à Internet, o Namoro que Promete"


“Da Janela à Internet, o Namoro que Promete” foi a terceira conferência realizada na biblioteca da Escola Secundária do Fundão, no âmbito do projeto “EnvelhoSer LivroMente”.
Desta vez, o orador principal convidado foi o Dr. Francisco Elias” e os moderadores a Ana Gil, da RCB – Rádio Cova da Beira e o Pedro Silveira, da CMF – Câmara Municipal do Fundão. Como sempre, idosos e jovens estudantes conviveram trocando ideias sobre o namoro, o amor e o sexo, antigamente e hoje em dia. Contámos com a presença de idosos da Casa de Repouso de Valverde e da Academia Sénior.
Para começar, o nosso ex-aluno Filipe Teixeira elaborou um filme que ilustrou bem as diferenças entre as formas de namorar antes e agora.
Logo a seguir, o Dr. Elias apresentou um conjunto de slides sobre o que é o namoro e abordou, de forma tão interessante como divertida e atrevida aspetos amorosos e sexuais de ambos os tempos representados na sala.
Não houve tabus. Falou-se de como a falta de virgindade das raparigas era penalizada e a dos rapazes não.
Por fim, considerou que o namoro, hoje, é mais sexual, menos compromisso e menos responsabilidade. Falou ainda da violência no namoro e no casamento, explicando que o ciúme nunca é perdoável, sendo um prenúncio da agressividade.
A dada altura perguntou “Quem namora?” Os idosos e os adultos presentes levantaram todos as mãos e alguns jovens também. Afirmou que os idosos também têm direito a namorar. Contou a origem do dia de São Valentim, o qual já vem dos tempos de Roma.
Seguiu-se a conversa. O Sr. Manuel Luís Figueiredo, viúvo havia dois anos e a D. Rosa Santos, viúva havia 22 anos contaram como surgiu o namoro e o casamento entre eles: “Ele disse que gostava de mim e eu disse que também gostava dele.” Assim, tão simples. Menos simples foi a não aceitação dos filhos do Sr. Figueiredo…
A aluna Maria também contou que namorou durante um ano, mas acabou devido à distância. Os idosos recordaram, então, o tempo das madrinhas de guerra, nos anos 60, em que o namoro era mesmo à distância!
A Bea, o João e a Leonor  também deram os seus testemunhos. Normalmente, são elas que pedem namoro aos rapazes.
A D. Patrocínia Lopes de Valverde teve uma intervenção muito interessante, relatando que havia danças na rua, em que as raparigas dançavam umas com as outras e os rapazes observavam, escolhendo o seu par. Ela namorava uma hora ao domingo e este namoro durou cinco anos.
Enfim, foi uma animada sessão, com muitas gargalhadas e boa disposição, mas onde também houve muitas aprendizagens.
Agradecemos infinitamente aos nossos convidados a sua disponibilidade!
O tema da próxima conferência ainda é segredo!




























sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

CONFERÊNCIA “A FELICIDADE – DA MOCIDADE À TERCEIRA IDADE”

As turmas TAS 17 e TAS 18 puderam assistir à conferência “A felicidade – da mocidade à terceira idade”, na biblioteca.


Os palestrantes convidados foram, como era de esperar, magníficos e cada um fez uma abordagem sob uma perspetiva diferente da do outro. A moderadora Ana Gil, da RCB – Rádio Cova da Beira - já nos habituou ao seu modo profissionalmente simpático de moderar os trabalhos e cumpriu a sua função melhor do que nunca.


Assim, o Dr. Lourenço Marques deu-nos uma perspetiva muito interessante da felicidade. Segundo este médico habituado a lidar com pessoas com doenças terminais, “a felicidade é o desejo de todas as pessoas e acompanha a esperança.” A este propósito acrescentou que “o instinto mais profundo do homem é o instinto de felicidade e a esperança resiste.”
Afirmou que há “quem a procure através do prazer material (egoísmo), quem a procure através da virtude, do bem e da espiritualidade”.
Sublinhou que existe uma interdependência entre nós todos e a natureza também e que é necessário entregar muito de nós mesmos.
Citou palavras sábias de Madre Teresa de Calcutá “Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é se não uma gota de água no mar. Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota.”
Referiu as 7 condições de saúde e de felicidade, e reiterou que é necessário procurar o lado bom das coisas e das pessoas.
Terminou com a leitura de poemas, um de Herman Hesse, outra de Fernando Pessoa e outra da sua autoria.


Seguiu-se a professora de filosofia Catarina Crocker que fez uma abordagem filosófica não menos interessante do que a anterior. “Todos nós procuramos ser felizes”, afirmou. Aristóteles e este filósofo cria que toda a vida do ser humano estava orientada para o bem e que felicidade seria uma espécie de meta que todo o ser humano quer.
Referiu ainda o filósofo alemão Kant: “A nossa ação quando é moralmente correta, isso faz-nos felizes.” E o filósofo britânico Stuart Mill segundo o qual “nós devemos tentar criar a felicidade ao maior número de pessoas. Ter prazer, retirar a dor a alguém” são condições para que a felicidade se alcance.
Ele valorizava os prazeres superiores relativamente aos inferiores.
Terminou com a brincadeira da máquina de experiências: se alguém tivesse uma máquina que proporcionasse uma vida com tudo aquilo que nós desejássemos para lá viver, quem queria entrar? Ninguém na assistência o desejou! Dá que pensar!


Por fim, a psicóloga Isabel Henriques terminou a conferência com uma abordagem diferente, igualmente cativante: devemos pensar na “felicidade ao longo da vida, para o que temos de ter hábitos de um cérebro feliz”.
A D. Ascensão, ao ser questionada sobre o que é a felicidade, respondeu que “é acordar todos os dias”, o que deixou a plateia muda.

Seguiu-se o  Sr. Florentino Lampreia, que fez várias declarações, das quais destacamos uma muito engraçada: “A felicidade é como o bacalhau, que tem muitas maneiras de se cozinhar” e acrescentou que “para se ser feliz, tem de haver primeiro sofrimento”.
A Dra. Isabel referiu que a felicidade está relacionada, não só com o bem-estar psicológico e emocional, como também com a saúde física e não se acha, constrói-se. Falou nas hormonas da felicidade e do stress, o que ainda deu origem a algumas brincadeiras, como, por exemplo o facto de o chocolate ou a alface serem alimentos que contribuem para as hormonas da felicidade. Nós preferimos o chocolate!
Terminou afirmando que as pessoas felizes são mais saudáveis.



A tarde terminou cheia de FELICIDADE!, com todos a desejarem repetir a ação, promovendo um convívio entre gerações. Os nossos alunos, mais uma vez, demonstraram, em pequenos gestos, que encontram a felicidade quando a proporcionam a outras pessoas que precisam muito de atenção, como é o caso dos nossos queridos velhotes!!!

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

CONFERÊNCIA "SAÚDE MENTAL, NOVO PARADIGMA"


No dia 12 de janeiro, pelas 14h e 30 minutos teve início uma conferência intitulada “Saúde Mental, Novo Paradigma”, na biblioteca da Escola Secundária, cujo público-alvo foram os alunos das turmas CAV, TAS e APS.



A sessão de abertura contou com a presença da presidente da CAP, Ana Raposo; o coordenador interconcelhio das Bibliotecas Escolares, Pedro Rafael; a coordenadora das Bibliotecas do Agrupamento, Margarida Ferreira e a coordenadora do Projeto de Educação para a Saúde, Alda Fidalgo, que destacaram a importância destes projetos, nomeadamente o projeto “EnvelhoSer LivroMente” e o papel fulcral que as bibliotecas podem ter na sua execução.
Duas alunas do 5.ºA leram exemplarmente bem dois poemas relacionados com a temática da conferência.


Seguidamente, deu-se início às palestras, com a médica do CHCB, Adriana Formiga, que nos veio falar sobre a “Saúde Mental na Infância”, salientando que, para que esta aconteça, a criança deve estar em equilíbrio consigo mesma e com o ambiente que a rodeia. Ter amor, ser encorajada, interagir com os pares, ter disciplina, regras e limites, ter autoconfiança e autoestima. Só assim pode ter uma vida mais ativa, aprender melhor e ter menos comportamentos de risco. Se a criança tiver uma doença mental, que pode advir de stresse tóxico, maus tratos, agressividade, pobreza, castigos e superproteção, não se pode desvalorizar, há que tratá-la e possibilitar-lhe uma vida minimamente estável.



No momento subsequente, Helena Quaresma, professora na Escola Superior de Enfermagem de Castelo Branco, trouxe-nos o tema “Saúde Mental em Idade Escolar”, começando por questionar o que é ser adolescente, como viver essa fase da vida em plenitude para que se possa ser um adulto saudável. O adolescente, normalmente muito egocêntrico, deverá construir a sua identidade de forma a tornar-se independente, ter opinião, definir-se na forma de vestir, no tipo de música que gosta, na escolha dos amigos, escolher um projeto de vida, uma profissão, ter expectativas razoáveis e objetivas, tendo a família um papel fulcral neste processo. O adolescente está deprimido quando se isola socialmente, está constantemente triste, vive numa ansiedade e angústia permanentes, possui uma baixa autoestima, é invadido por sentimentos de culpa, de inutilidade e desvalorização, fica facilmente instável, começa a ter transtornos alimentares, diminui o rendimento escolar, entre outros. Muitas vezes, estas depressões resultam de um desenvolvimento pouco equilibrado, cujos comportamentos de risco – violência, consumo de álcool, consumo de drogas ilegais, condução perigosa, dependências sem substâncias – são grandes responsáveis pela instabilidade e problemas de saúde mental, que podem influenciar para toda a vida.

A conferência terminou com a palestra do enfermeiro especializado em ESMP da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, Emanuel Pereira, subordinada ao tema “Saúde Mental do Adulto ao Idoso”. Ficamos a perceber que, também na fase adulta, momento em que o cérebro sofre um processo de atualização e se encontra numa etapa de maior energia e de grande capacidade de desempenho, pode haver acontecimentos marcantes geradores de instabilidade, como o divórcio, conflitos e tensões na maternidade/paternidade, vulnerabilidade, insegurança e sentimento de inutilidade face ao desemprego ou a condições profissionais precárias e a crise da meia-idade. Todos estes fatores podem gerar ansiedade, sentimentos de fracasso e sérias consequências ao nível da autoestima.
Referiu ainda que o envelhecimento traz alterações a nível psicológico (memória), físico e patológico. Há, porém, aspetos positivos, que podem favorecer um envelhecimento saudável, como o facto de ser uma fase de fortalecimento de relações e do autoconhecimento. Para envelhecer saudavelmente há que continuar a estimular a memória, fazer uma alimentação equilibrada, exercício físico e mental.



A conferência foi moderada pela enfermeira da UCC do Fundão, Filomena Correia. Os alunos revelaram-se muito interessados, colocando várias questões, que foram sendo esclarecidas.






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