sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

CONFERÊNCIA “A FELICIDADE – DA MOCIDADE À TERCEIRA IDADE”

As turmas TAS 17 e TAS 18 puderam assistir à conferência “A felicidade – da mocidade à terceira idade”, na biblioteca.


Os palestrantes convidados foram, como era de esperar, magníficos e cada um fez uma abordagem sob uma perspetiva diferente da do outro. A moderadora Ana Gil, da RCB – Rádio Cova da Beira - já nos habituou ao seu modo profissionalmente simpático de moderar os trabalhos e cumpriu a sua função melhor do que nunca.


Assim, o Dr. Lourenço Marques deu-nos uma perspetiva muito interessante da felicidade. Segundo este médico habituado a lidar com pessoas com doenças terminais, “a felicidade é o desejo de todas as pessoas e acompanha a esperança.” A este propósito acrescentou que “o instinto mais profundo do homem é o instinto de felicidade e a esperança resiste.”
Afirmou que há “quem a procure através do prazer material (egoísmo), quem a procure através da virtude, do bem e da espiritualidade”.
Sublinhou que existe uma interdependência entre nós todos e a natureza também e que é necessário entregar muito de nós mesmos.
Citou palavras sábias de Madre Teresa de Calcutá “Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é se não uma gota de água no mar. Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota.”
Referiu as 7 condições de saúde e de felicidade, e reiterou que é necessário procurar o lado bom das coisas e das pessoas.
Terminou com a leitura de poemas, um de Herman Hesse, outra de Fernando Pessoa e outra da sua autoria.


Seguiu-se a professora de filosofia Catarina Crocker que fez uma abordagem filosófica não menos interessante do que a anterior. “Todos nós procuramos ser felizes”, afirmou. Aristóteles e este filósofo cria que toda a vida do ser humano estava orientada para o bem e que felicidade seria uma espécie de meta que todo o ser humano quer.
Referiu ainda o filósofo alemão Kant: “A nossa ação quando é moralmente correta, isso faz-nos felizes.” E o filósofo britânico Stuart Mill segundo o qual “nós devemos tentar criar a felicidade ao maior número de pessoas. Ter prazer, retirar a dor a alguém” são condições para que a felicidade se alcance.
Ele valorizava os prazeres superiores relativamente aos inferiores.
Terminou com a brincadeira da máquina de experiências: se alguém tivesse uma máquina que proporcionasse uma vida com tudo aquilo que nós desejássemos para lá viver, quem queria entrar? Ninguém na assistência o desejou! Dá que pensar!


Por fim, a psicóloga Isabel Henriques terminou a conferência com uma abordagem diferente, igualmente cativante: devemos pensar na “felicidade ao longo da vida, para o que temos de ter hábitos de um cérebro feliz”.
A D. Ascensão, ao ser questionada sobre o que é a felicidade, respondeu que “é acordar todos os dias”, o que deixou a plateia muda.

Seguiu-se o  Sr. Florentino Lampreia, que fez várias declarações, das quais destacamos uma muito engraçada: “A felicidade é como o bacalhau, que tem muitas maneiras de se cozinhar” e acrescentou que “para se ser feliz, tem de haver primeiro sofrimento”.
A Dra. Isabel referiu que a felicidade está relacionada, não só com o bem-estar psicológico e emocional, como também com a saúde física e não se acha, constrói-se. Falou nas hormonas da felicidade e do stress, o que ainda deu origem a algumas brincadeiras, como, por exemplo o facto de o chocolate ou a alface serem alimentos que contribuem para as hormonas da felicidade. Nós preferimos o chocolate!
Terminou afirmando que as pessoas felizes são mais saudáveis.



A tarde terminou cheia de FELICIDADE!, com todos a desejarem repetir a ação, promovendo um convívio entre gerações. Os nossos alunos, mais uma vez, demonstraram, em pequenos gestos, que encontram a felicidade quando a proporcionam a outras pessoas que precisam muito de atenção, como é o caso dos nossos queridos velhotes!!!

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