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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

FERNADO ASSIS PACHECO

Fernando Assis Pacheco foi jornalista, poeta, escritor. Nasceu em Coimbra a 1 de fevereiro de 1937 e faleceu em Lisboa, à saída da livraria Buchholz, em 1995.
Foi lançado no dia 1 de fevereiro um livro que reúne as suas crónicas radiofónicas, emitidas pela RDP, entre 1977 e 1978, e que se intitula: Tenho 5 minutos para contar uma história. Dessas crónicas ressalta essa rara habilidade de pegar em ocorrências banais e quase insignificantes, muitas delas passadas consigo, e fazer matéria de encantamento para os leitores. Quem teve a sorte de ouvir Crónica da manhã, da autoria de Fernando Assis Pacheco, que passava aos domingos de manhã, na RDP, é testemunha desses minutos maravilhosos que nos eram oferecidos por aquela sua voz, límpida, doce, dizendo palavras muito bem articuladas e embaladas em entoações inesquecíveis.
No caso do futebol dos botões, vemo-lo, a ele, e aos seus amigos daquela idade, a organizar um jogo de futebol: eram 11 jogadores de cada lado, mais um que era o calibrador. Em cada linha do campo, que neste caso era o tampo, bem delimitado, da mesa da sala de jantar da casa de um deles, os botões tinham de obedecer a um código de calibragem rigoroso, medido ao milímetro. No caso de não os haver à medida, teriam de ser limados, ajustando-os aos diâmetros e às espessuras estabelecidas para cada linha do jogo. Se eram do ataque, ou avançados, teriam de ser os mais pequenos e ágeis; os da  linha  média tinham outras espessuras  e diâmetros, assim como os da defesa. E quando o Fernando participava no jogo, como é que fazia para arranjar os botões? Pois os botões fazem falta à roupa que deles precisa.
Seria maravilhoso se a RDP disponibilizasse ao público as sessões áudio de Fernando Assis Pacheco.  Mesmo assim vale a pena aceder aos endereços seguintes:
http://www.rtp.pt/antena1/os-dias-da-radio/fernando-assis-pacheco-_9558

quarta-feira, 8 de junho de 2016

8 de junho -Dia mundial dos oceanos

Em 1992, no Rio de Janeiro, na conferência da ONU sobre ambiente e desenvolvimento, pensou-se fazer algo que alertasse as populações para a importância dos oceanos como recursos imprescindíveis na regulação dos ecossistemas, do ambiente e do clima. 
Em 2008 a ONU decidiu que o dia 8 de junho passaria a ser o dia mundial dos oceanos, passando a ter um tema central para cada ano de forma a promover o debate de novas abordagens que engajem as pessoas e as coletividades em novas atitudes promotoras da preservação e conservação dos oceanos.
Portugal continental e ilhas adjacentes atualmente.
Hoje Portugal é um país enorme! Somos o 7º país maior do mundo, à frente da Argentina e da Índia. 97% dos quase 4 milhões de quilómetros quadrados que Portugal detém são mar. Vê como é atualmente Portugal. Clica no link abaixo.

https://www.youtube.com/watch?v=6c4AyleHyZg

terça-feira, 26 de abril de 2016

Desastre de Chernobil -26 de abril de 1986

CHERNOBIL – ACIDENTE NUCLEAR
26 de abril de 1986
Chernobil, uma central produtora de energia nuclear, tornou-se conhecida a nível mundial em abril de 1986, pelas piores razões: uma explosão de vapor do reator 4 originou uma série de explosões químicas que lançaram para a atmosfera uma nuvem gigantesca de material altamente radioativo.
Chernobil situa-se na Ucrânia, a cerca de 130 kms da capital, Kiev. Em 1986 a Ucrânia estava federada à U.R.S.S. (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas).
Esse acidente provocou a morte imediata de aproximadamente 30 trabalhadores que se encontravam na estação nuclear. Priyat,  a cidade onde viviam todos os trabalhadores de Chernobil e as suas famílias, (e fora edificada em 1970 para esse fim), teve de ser evacuada. Cerca de 45.000 pessoas tiveram apenas tempo para levar a roupa que tinham vestido naquela hora.
A nuvem propagou-se por toda a Europa. Foi cerca de 400 vezes mais potente que as bombas de Hiroxima e Nagasaki.
Houve casos de cancros da tiróide e outros e malformações em inúmeras pessoas, tanto na Ucrânia como noutros países europeus.












Bibliografia: https://pt.wikipedia.org/wiki/Acidente_nuclear_de_Chernobil;
                          www.educacao.globo.com.br
                          www.megacurioso.com.br
                          www.brasilescola.uol.com.br


Eduarda Andrade




quinta-feira, 29 de outubro de 2015

A guerra do Suez


                                     
29 de outubro de 1956

A 20 de julho de 1956 o presidente nacionalista do Egito, Abdel Nasser, nacionalizou o canal do Suez e  mandou fechar o porto de Eliat.
A 29 de outubro, Israel, com a ajuda militar da França e do Reino Unido, atacou a península do Sinai, território pertencente ao Egito, ao mesmo tempo que paraquedistas franceses e ingleses tomavam  Port-Said.
Foi um acontecimento com muitas consequências: Moscovo ficou satisfeito por os olhares do mundo se desviarem da intervenção soviética contra a revolução democrática húngara, aproveitando, igualmente, para se impor como potência protetora do Egito e dos países do 3º mundo; os Estados Unidos consideraram terem sido ignorados no processo e por isso recusaram ajudar os países beligerantes; o Reino Unido percebeu, definitivamente, que já não era mais a super potência mundial; foi o fiasco total para os países europeus que queriam fazer de polícias daquela região; e a ameaça de utilização de armamento nuclear passou a estar na ordem do dia, e os Estados Unidos e a URSS afirmaram-se antagónicas em muitas, mas não em todas as questões internacionais.
Só em abril do ano seguinte o canal do Suez passou a estar aberto  ao comércio marítimo internacional.
 Atlas das relações internacionais. Dir. Pascal Boniface. Plátano. 1999
Wikepédia. pt
Abdel Nasser apoiado pelo povo

Tropas israelistas na Península do Sinai

Capa de revista de outubro de 1956
 

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

5 de outubro de 1910






A 1ª República de Portugal

“Os estragos são insignificantes, a cidade tem beliscaduras”. “Só isso?!” . “Desço ao quartel dos marinheiros: as portas intactas, os vidros intactos” (Brandão, Memórias, II, p.39).
Houve mais baixas civis do que militares. No total registaram-se cerca de 70 mortos e 300 feridos. Dos mortos, só 10 eram militares e 5 polícias. […]
As tropas do Rossio não tiveram uma única baixa mortal. […]. Muitas das vítimas civis tratadas nos hospitais devem ter resultado não da revolução, mas de escaramuças e brigas entre os próprios populares, sobretudo depois do dia 5 (de outubro) quando deixou de haver polícia na cidade e se gerou uma vaga de crimes sem precedentes. (1)

Isolado, odiado por todos, o rei não teve outra alternativa senão partir para o exilo e ficar lá. Depois de 1910 ninguém acreditou seriamente numa restauração monárquica. (1). Assim acabou a monarquia em Portugal, esta última era constitucional.

Desde 5 de outubro de 1910 que Portugal se tornou um país republicano, como eram muitos outros países e alguns há muito mais tempo, como os Estados Unidos.

Bibliografia: (1) História de Portugal . A segunda fundação. Direção de José Matoso. Coordenação de Rui Ramos. Vol. 6, pp.397, 399.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

11 de setembro de 1973



Faz hoje 42 anos que ocorreu o golpe de Estado no Chile.

No dia 11 de setembro de 1973 Augusto Pinochet liderou um golpe de estado no seu país, Chile, situado na América do Sul, depondo Salvador Allende.

Terminou a democracia e venceu a ditadura.

Um dos símbolos hediondos dessa data foi Victor Jara: após a vitória de Augusto Pinochet, na praça principal de Santiago, capital do Chile, Pinochet mandou que lhe cortassem as mãos e após isso mandou que tocasse a sua guitarra!

Transeuntes a verem os destroços da entrada do Palácio de la Moneda.

Contexto do ano de 1973: 
  • crise do petróleo, criada para provocar o aumento dos preços dos combustíveis;
  • Guerra fria: de um lado a URSS (União das repúblicas socialistas soviéticas); do outro os Estados Unidos, cada um deles a tentar alargar a sua área de influência;
  •  Guerra do Vietname que parecia não ter fim;
  •  a CIA e o governo dos Estados Unidos a  interferirem deliberadamente em toda a América central e América do Sul, tentando garantir que os movimentos socialistas e de esquerda não teriam qualquer protagonismo político.

O Palácio de la Moneda (sede do governo) a ser atacado.
Funcionários do Palácio de La Moneda (sede do governo) a serem levados presos.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Fim da II Guerra Mundial



Foi há 70 anos que a II Guerra Mundial terminou.

No dia 2 de setembro de 1945 o Japão rendeu-se oficialmente e finalmente acabou a guerra e começou a paz, que se presumiu definitiva.

Ágatha Christie dizia que nenhum assunto estava resolvido enquanto não estivesse bem resolvido. Parece um cliché, mas quando a I Guerra Mundial acabou todos tiveram a certeza que já se estava a preparar a guerra seguinte, porque as sementes já estavam lançadas.

No dia 7 de julho de 1937 o Japão invadiu a China e começou assim a II Guerra Mundial no Oriente, ou no Pacífico, como é mais conhecida.
No dia 1 de setembro de 1939 a Alemanha invadiu a Polónia e começou a II Guerra Mundial na Europa.
No dia 7 de setembro de 1941 o Japão atacou a base militar naval de Pearl Harbor e no dia seguinte, 8 de dezembro, os Estados Unidos declararam guerra ao Japão, e entramos assim em plena guerra mundial, ficando, num curtíssimo espaço de tempo, todos os países e territórios em guerra, uns a atacarem e outros a defenderem-se.

Pearl Harbor 7 de setembro de 1941
Berlim maio de 1945

Em plena guerra


Em plena guerra

Em plena guerra

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Independência de Moçambique

25 de junho de 1975

Faz hoje 40 anos que Moçambique se tornou uma República independente.


No dia 25 de junho de 1975, em Maputo, antiga Lourenço Marques, Portugal esteve presente, pela 1ª vez na nossa história, para assinalar o fim da soberania portuguesa num território ultramarino. Fez-se representar, ao mais alto nível da soberania, pelo alto-comissário Vítor Crespo, o primeiro-ministro Vasco Gonçalves,  representando simultaneamente o nosso Presidente da República Costa Gomes e os presidentes dos partidos que formavam o IV Governo Provisório.

A cerimónia decorreu no estádio de futebol da Machava. Chovia torrencialmente. O estádio estava lotado. Ninguém arredou pé. Os moçambicanos exultavam de felicidade.
Portugal fixara-se em Moçambique a partir de 1498, quando Vasco da Gama descobriu este território.


Eduardo Magalhães Ribeiro, furriel miliciano do Batalhão de Caçadores 4612/74, a arriar a bandeira na Guiné-Bissau (Mansoa, 9/9/1974) D.R.
 
 Fonte( Expresso, edição 2225)

sexta-feira, 1 de maio de 2015

O 1º de maio


                                                     
  No dia 20 de junho de 1889, a Internacional Socialista, reunida em plenário, em Paris, decidiu criar um dia que representasse as lutas dos trabalhadores para conseguirem oito horas de trabalho diário. A data escolhida foi o 1º de maio, em memória das lutas sindicais de Chicago, em 1886. Houve alguns incidentes e manifestações  desde 1886 até 1919, tendo havido alguns manifestantes e sindicalistas mortos e outros condenados ou à pena de morte ou à prisão perpétua.
A 23 de abril de 1919 a França adota as 8 horas de trabalho e estabelece feriado no dia 1º de maio desse ano. A Rússia só adota o 1º de maio como feriado nacional em 1920. Portugal só adota o 1º de maio como feriado nacional em 1974, depois da revolução do 25 de abril desse ano.

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