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sábado, 21 de março de 2026

Dia 21 de março a celebrar a Poesia, as Florestas e a Árvore

O Dia Mundial da Poesia celebra-se anualmente a 21 de março, assim como o Dia Mundial da Árvore.

Assim, o núcleo de estágio de Português e Espanhol transformou o átrio da nossa escola num lugar onde a natureza e a palavra deram as mãos. As disciplinas de português e biologia uniram esforços para criar uma exposição que convidasse toda a comunidade escolar a olhar para o mundo com mais atenção, delicadeza e sentido crítico.

Esta atividade conjunta, reforça a importância do trabalho interdisciplinar conjunto e realça o papel da escola como espaço de criação, participação e cidadania. Num tempo em que a crise climática e o empobrecimento da leitura ameaçam o nosso futuro, gestos como este levam-nos a ter cuidado, imaginação e coragem de acreditar que, a partir de uma semente, o mundo pode mudar.

Árvore
Onde os frutos maduram:
sal e sol em minhas veias,
luz e mel em boca alheia.

Onde plantei
a alta acácia das febres
eu mesmo me deitei,
para ser a raiz da semente,
e de madeira e seiva
se fez o meu corpo.

Agora,
chove dentro de mim,
em minhas folhas se demoram gotas,
suspensas entre um e outro Sol.

Em mim pousam
cantos e sombras
e eu não sei
se são aves ou palavras.
                         [Mia Couto]
                                                       
                                                          [Docente Maria de Jesus Lopes e Núcleo de Estágio de Português e Espanhol]

sexta-feira, 21 de março de 2025

Dia da Poesia

Assinalamos o Dia Mundial da Poesia com uma exposição organizada pelo núcleo de estágio de Português. A mostra, patente no átrio da entrada da Escola Secundária de 17 a 25 de março, reúne trabalhos de alunos do 10.º CT1, 12.º CT2 e 12.º CTAV, destacando a riqueza da poesia portuguesa. A iniciativa convida a comunidade educativa a mergulhar no universo poético através de versos escolhidos, leituras expressivas e conteúdos multimédia interativos, como nos conta aquele núcleo de estágio.

 

Hoje, dia 21 de março, assinala -se o Dia da Poesia, o núcleo de estágio de Português, sob orientação da Professora Maria de Jesus Lopes e com o apoio de dois alunos de CTAV e a colaboração da professora Catarina Ferreira, organizou uma exposição alusiva a este dia, que estará patente no átrio da entrada da Escola Secundária de 17 a 25 de março.

A exposição apresenta trabalhos realizados por alunos do 10.º CT1, 12.ºCT2 e 12.ºCTAV. O espaço foi organizado para que se promovesse um ambiente propício à poesia de autores portugueses, nomeadamente Luís de Camões, Cesário Verde, Fernando Pessoa, Miguel Torga, Florbela Espanca, Nuno Júdice, entre outros. Os alunos das mencionadas turmas escolheram versos de autores portugueses estudados, que escreveram em cartões, e produziram vídeos criativos, com a leitura expressiva de poemas de autores portugueses. Quem quiser ouvir poemas musicados, poderá fazê-lo usando o seu telemóvel para ler o código QR presente nas flores.

Convidamos a comunidade educativa a visitar a exposição, a parar um pouco, sentar-se no banco da poesia e ler um poema ou alguns versos escolhidos pelos nossos alunos. 

Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa e não estamos de mãos enlaçadas

    (enlacemos as mãos)
                                                                        Ricardo Reis

   [Texto de: Maria de Jesus Lopes e núcleo de estágio - Andreia Figueira e Juliana Nunes]

 

 

terça-feira, 21 de março de 2023

Dia da Poesia com... Eugénio de Andrade

Os alunos do 10º CT3 comemoraram o Dia da o poesia participando numa oficina de poesia, dinamizada por Elsa Ligeiro, da editora Alma Azul, dedicada a Eugénio de Andrade, que teve lugar na biblioteca Municipal Eugénio de Andrade.
Os alunos ouviram e leram poemas de Eugénio, no final ainda puderam ver de perto alguns objetos e manuscritos pertencentes ao espólio deste poeta.
E assim se passou este Dia da Poesia.

Manhã clara
 
Toda a poesia é luminosa, até
a mais obscura.
O leitor é que tem às vezes,
em lugar de sol, nevoeiro dentro de si.
E o nevoeiro nunca deixa ver claro.
Se regressar
outra vez e outra vez
e outra vez
a essas sílabas acesas
ficará cego de tanta claridade.
Abençoado seja se lá chegar.
Eugénio de Andrade
 
[Texto, poema, filme e fotos enviados pela Prof.ª Maria de Jesus Lopes] 
 
 

O Clube de Leitura do 5ºE espalhou poesia pela escola!

Hoje a poesia andou pelos corredores do AEF, levada pelos alunos do clube de leitura do 5ºE, com a docente Regina Costa! Espreitem o vídeo!

O 7ºE recebeu os estudantes do Instituto Lucia de Medraño com poesia de Eugénio de Andrade

"No Dia Mundial da Poesia, os alunos do 7°E acolhem os parceiros do IES Lucia de Medraño, de Salamanca, com a poesia de Eugénio de Andrade, na forma de marcadores de livros!"

                                                                                                     [docente Regina Costa]

"Lamento Errante", Maria Pacheco 12ºCTAV

Neste Dia Mundial da Poesia, não podíamos deixar de partilhar um poema belíssimo da aluna Maria Pacheco do 12ºCTAV, a quem congratulamos! Agradecemos também à docente Cesaltina Neves, que nos fez chegar este bonito poema, dito de uma forma tão sentida!

No Dia Mundial da Poesia, vamos escutar "Lágrima de Preta", de António Gedeão

"Dia 21 de março, o Departamento de Educação Especial do Agrupamento de Escolas do Fundão celebra o Dia da Poesia, com a interpretação do Poema "Lágrima de Preta", de António Gedeão, em Língua Gestual Portuguesa (LGP)."

                                                                                [Pelo Departamento de Educação Especial]

sábado, 26 de março de 2022

Faça Lá um Poema 2022 - 1º prémio nacional vem para a Margarida Lourenço do AE FUNDÃO

Hoje é um dia muito especial! A nossa aluna Margarida Lourenço, do 12CTCSE, ganhou o Concurso "Faça Lá Um Poema", do Ensino Secundário, a nível Nacional! 👏👏👏

O Plano Nacional de Leitura, o Centro Cultural de Belém e os Correios de Portugal celebraram hoje o Dia Mundial da Poesia com a divulgação das escolas vencedoras da 13ª edição do Concurso "Faça Lá um Poema". Celebrou-se este dia tão especial com uma Maratona de Leitura, durante a qual se realizou a cerimónia de lançamento dos Postais da República dos alunos vencedores dos três primeiros lugares, no 3º ciclo e ensino secundário.

Para assinalar este dia, o PNL2027 homenageou o poeta Herberto Helder, com a leitura de vários poemas do autor e destacou alguns dos livros de poesia recomendados para o 2º semestre de 2021.

A Margarida foi acompanhada pelos pais, irmã e pela docente de português - que também  pertence à equipa funcional aqui da biblioteca - Cesaltina Neves. Congratulamos também a professora Cesaltina.

Lembramos que não foi só a Margarida que saiu vitoriosa, fomos todos nós alunos e professores do Agrupamento de Escolas do Fundão. Para que continuemos a apoiar os nossos alunos, graças ao prémio da Margarida, a nossa biblioteca será apoiada com um reforço do fundo documental!










Partilhamos o postal com o poema vencedor da nossa Margarida, ilustrado por Danuta Wojciechowska! 👏👏👏💖

quinta-feira, 24 de março de 2022

Dia Mundial da Poesia na Escola E.B.1 de Pêro Viseu

Também na Escola E. B. 1 de Pêro Viseu, os alunos celebraram o Dia Mundial da Poesia! E que bem que leem!

Agradecemos estas excelentes partilhas às docentes Cecília Neves e Ana Milojevic.





Dia Mundial da Poesia na Biblioteca da E.B.1 de Valverde

Os nossos alunos de Valverde, orientados pela docente da equipa da biblioteca, Cecília Neves, animaram o Dia Mundial da Poesia com leituras que partilhamos convosco! E que bem que leram! Muitos parabéns aos alunos e docente!







quarta-feira, 23 de março de 2022

Dia Mundial da Poesia no Agrupamento de Escolas do Fundão

Partilhamos um vídeo de algumas das várias atividades realizadas no âmbito do "Dia Mundial da Poesia". Congratulamos os alunos envolvidos pela participação ativa e as docentes pela organização das atividades!

Ao longo da semana, continuam a decorrer atividades que celebram a poesia!

segunda-feira, 21 de março de 2022

Dia Internacional de Luta Contra a Discriminação Racial e Dia Mundial da Poesia

A efeméride do Dia Internacional de Luta Contra a Discriminação Racial foi criada pela ONU, de acordo com a "Resolução A/RES/2142 (XXI) de 1966", porque, foi precisamente no dia 21 de março de 1960 que ocorreu o "Massacre de Shaperville", quando, 20.000 pessoas que protestavam, de forma pacífica, contra a "Lei do Passe" que obrigava os negros a serem portadores de um cartão de identificação dos locais que permitiam a sua circulação, foram alvo de disparos  por parte da polícia do regime de apartheid,  tendo esta causado várias mortes e ferindo mais de uma centena de pessoas.

Para recordar este dia e lembrar que a violência não é o caminho sobre o qual queremos erigir o futuro, e como celebramos o Dia Mundial da Poesia, trazemos um poema intitulado "Poeta", de Alice Neto de Sousa, que nasceu na antiga freguesia lisboeta de São Sebastião da Pedreira, é licenciada e mestre em Reabilitação Psicomotora e poeta. Um desafio de leitura da docente Maria José Pires ao qual respondemos, esperando ter correspondido às expetativas!

sexta-feira, 26 de março de 2021

"Levanto-me da cama" - Carolina Lino, 11ºCSELH

 Da Carolina Lino, do 11º CSELH, o poema "Levanto-me da cama":

                                                                                                       (https://unsplash.com/photos/kn032SmSKVI)

Levanto-me da cama,

Olho para o pedaço refletivo que está na parede

Confiante, como todas as manhãs,

Pronto para enfrentar mais um dia.

 

Saio de casa de cara fechada

Como já era habitual, 

Tal como o burburinho que oiço

Quando passo na rua.

 

As formigas passam para o outro lado do passeio,

Viram as caras num ato quase que instintivo,

Afastam as crianças e escondem as carteiras

Não vá o diabo tecê-las .

 

Mais um dia na vida uma pessoa honesta,

Que sofre todos os dias

Por ser tratado como uma cor,

E não como uma pessoa.

                              [Carolina Lino, 11º CSELH]

"Julgas-me" - Rita Matos, 11ºLH

 Da Rita de Matos, do 11ºLH, o poema "Julgas-me":

                                                                                                                    (https://unsplash.com/photos/4U1x6459Q-s)

Julgas-me.

Pela minha cor, pelo que visto.

Julgas-me.

Porque fugi, porque não sou de cá,

Porque devia voltar à minha terra.

 

Apenas procurei uma casa,

Um ombro amigo.

Só quero viver a minha vida,

Sem preconceito.

 

Por dentro somos iguais,

Mas não vês isso.

Nessa cegueira e ignorância.

Sentes-te superior,

E julgas-me. 

                [Rita de Matos, 11ºLH]

"Humanos Irmãos" - Mafalda Adão, 11ºCSELH

 De Mafalda Adão, do 11ºCSELH, o poema "Humanos Irmãos":

                                                                                           (https://unsplash.com/photos/RjYS7t3eHR4)

Humanos Irmãos 

 

Larga as armas

Que empunhas nas mãos

E solta as correntes

Que prendem os pulsos dos teus Irmãos.

 

A cor da pele é diferente,

Mas a do sangue é igual.

Então apertem as mãos e sigam em frente

Para construir um futuro com base na moral.

 

Humanos Irmãos, não iremos

Mais fechar os olhos à realidade.

Em vez disso bravamente lutaremos

Para que na justiça haja imparcialidade.

 

O racismo não deve permanecer

Ou a sociedade irá perecer,

Já que os amigos não são escolhidos pela cor,

Mas sim por um coração cheio de Amor.

                                               [Mafalda Adão, 11 CSELH]


"Eu nasci numa casa cor de cal" - Rita Mesquita 11º LH

 Poema da Rita Mesquita, do 11ºLH

                                                                                               (in https://unsplash.com/photos/-33ZZ-YflN8)

Eu nasci numa casa cor de cal,

não a pude pintar de outra cor, não escolhi viver nela,

enchi-a de veneno e flores mortas,

enchi-a de palavras azedas e portas tortas.

Mas ela era da cor da cal,

então ninguém achou a minha casa feia,

perigosa, ou fora do normal.

O meu irmão nasceu numa casa cor da noite,

encheu-a de vida e de livros,

encheu-a de cor e magia.

Mas por ser da cor da noite,

as velhinhas que passeiam pela cidade,

não passam pela casa,

olham-na de longe com fobia.

A minha irmã nasceu numa casa cor do sol,

encheu-a de quadros e perfume,

encheu-a de pequenas esculturas de barro.

Mas a casa é da cor do sol,

e quem a olha pensa,

não só pensa como comenta,

que uma casa cor do sol não pertence a este bairro.

                                                    [Rita Mesquita 11º LH]

“Eu tenho um sonho...” - Eduardo Pizarro, 11ºLH

 De Eduardo Pizarro, do 11ºLH, o poema "Eu tenho um sonho..."

                                                                                         [in https://unsplash.com/photos/XdbUsFkAwqA]

“Eu tenho um sonho...”

 

Idealizo a sociedade perfeita.

De aceitação e de amor,

de um respeito avassalador.

Sonho com seres humanos

que se amam pela pessoa que são

e não pela sua feição ou cor ou religião.

 

Imagino o esplendor

de inúmeros irmãos e irmãs

que lutam sobre o mesmo espetro

de liberdade e igualdade.

Eu sonho com o futuro

que se aproxima a cada segundo

e nos pergunta: E o amor?

E a felicidade?

 

O futuro é um anseio de almas sonhadoras.

É uma luta pela paz de quem deseja viver.

São gritos de liberdade!

Beijos de amor!

Porque a minha cor não me pertence.

Só a mim me pertence a dor

De não viver no fulgor

de uma sociedade com valor.

 

Porque o ódio não é amor à pátria.

Porque o preconceito não é uma posição.

Quem és tu para rasgares os direitos

com esta tua lição de preceitos?

Que causa mágoa, que faz sofrer...

Que sociedade é esta?! Não posso crer!

 

Nasci eu, era criança,

e tudo o que eu queria era amar...

Fruto da esperança e do amanhã,

já só agora me resta lutar,

a liberdade proclamar...

Porque, um dia, meus irmãos, sim...

o amor há de ganhar!

                                                 [Eduardo Pizarro, 11ºLH]

Obscuras as lágrimas, caladas - Maria Dixo, 11ºLH

E para terminarmos em beleza esta semana, em que temos celebrado a poesia, nada melhor do que magníficos poemas escritos pelos nossos alunos, que publicaremos ao longo do dia de hoje. Agradecemos ao alunos e à docente Cesaltina Neves as excelentes partilhas.

Começamos por um poema escrito por Maria Dixo, do 11º LH.
                                                                                         (in https://unsplash.com/photos/I8gQVrDcXzY)

Obscuras as lágrimas, caladas

Dada a mão, à escuridão

Aceito ir,

O sangue nas veias fechadas,

Trancadas,

Já nem o mar 

Me permite sorrir.

Despida a vontade divina,

De uma força afincada

Já não aguento bem isto

Já não aguento mais nada

 

Não trago um rumo marcado

Nem sei para onde quero ir,

Sinto saudades do nada

Não quero voltar, somente partir.

                                   [Maria Dixo, 11 LH]

quinta-feira, 25 de março de 2021

Se me comovesse o amor, Francisco José Viegas

 

Se me comovesse o amor como me comove
a morte dos que amei, eu viveria feliz. Observo
as figueiras, a sombra dos muros, o jasmineiro
em que ficou gravada a tua mão, e deixo o dia

caminhar por entre veredas, caminhos perto do rio.
Se me comovessem os teus passos entre os outros,
os que se perdem nas ruas, os que abandonam
a casa e seguem o seu destino, eu saberia reconhecer

o sinal que ninguém encontra, o medo que ninguém
comove. Vejo-te regressar do deserto, atravessar
os templos, iluminar as varandas, chegar tarde.

Por isso não me procures, não me encontres,
não me deixes, não me conheças. Dá-me apenas
o pão, a palavra, as coisas possíveis. De longe.

Francisco José Viegas, in Poemas Portugueses, 2009


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