Há segredos que não deviam ser guardados... e histórias que têm mesmo de ser lidas.
A Floresta começava onde terminava a estrada. Era enorme e silenciosa, com árvores tão altas que quase escondiam o céu. Entre os troncos, a luz entrava aos bocadinhos e, no chão, folhas secas estalavam a cada passo.
Naquela manhã, porém, havia algo diferente.
- Ouviram aquilo? - perguntou a Inês, parando de repente.
Os seis amigos ficaram imóveis. Ao longe, ouviu-se um barulho metálico, seguido de um estrondo.
- Veio dali! – gritou o Tomás, olhando para uma parte da floresta onde nunca tinham ido.
Sem pensarem duas vezes, começaram a correr. A Marta ia à frente, seguida pelo Rafael e pela Leonor. O Tomás e a Margarida ficaram para trás, quando repararam numa coisa estranha junto a uma árvore: uma pequena caixa de madeira, meio enterrada nas folhas.
- Esperem!
Quando os outros voltaram, encontraram a caixa aberta. Lá dentro havia uma chave enferrujada, um mapa desenhado à mão e uma fotografia muito antiga.
Na fotografia, apareciam seis crianças. Eram exatamente seis.
- Isto não pode ser... - murmurou a Inês.
Nesse instante, ouviram passos atrás deles.
Alguém estava na floresta. E vinha na direção deles.
