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quarta-feira, 17 de junho de 2026

Quando a História também entra em campo...

No dia em que Portugal se estreia no Mundial de 2026 frente à República Democrática do Congo, chega também aos nossos leitores o quinto número da revista digital Con.estóri@s.
Sob o título "Entre os estádios e as trincheiras", esta edição, desenvolvida no âmbito do projeto Con.Raízes, convida-nos a olhar para a História da Europa do século XX através de uma perspetiva original, cruzando futebol, nacionalismos, totalitarismos e as duas guerras mundiais.
Ao longo das suas páginas, os leitores poderão descobrir como as histórias de alguns clubes campeões europeus se relacionam com acontecimentos marcantes da História contemporânea, através de trabalhos realizados por alunos e professores do Agrupamento de Escolas do Fundão.
Num dia em que muitos olhos estarão postos nos relvados, fica também o convite para descobrir como o futebol pode ser uma porta de entrada para compreender melhor a História.

Boas leituras!

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Bibliotecas Humanas: Quando as Histórias se contam na primeira pessoa

 No âmbito da iniciativa Bibliotecas Humanas, a Biblioteca Escolar volta a dar voz a testemunhos vivos que transformam a História em experiência partilhada. Num momento em que se aproxima a evocação do 25 de Abril, escutar na primeira pessoa quem viveu os contextos que antecederam a Revolução ganha particular significado. O encontro com o Coronel Leonardo Freixo, participante no Movimento dos Capitães, proporcionou aos alunos uma oportunidade rara de contacto direto com memórias da Guerra Colonial e dos sinais de mudança que marcaram o país. O texto que se segue, da autoria de dois alunos do ensino secundário, o João Redondo e o Martim Fernandes, reflete esse encontro entre gerações, onde a palavra dita se torna memória escrita e consciência histórica.

Bibliotecas Humanas: Quando as histórias se contam na primeira pessoa

Leonardo dos Santos Freixo nasceu no Rosmaninhal, concelho de Idanha-a-Nova, e dedicou 41 anos ao serviço militar. Iniciou a sua carreira em 1961, ingressando na Academia Militar, tendo depois seguido para o Regimento de Infantaria 5, nas Caldas da Rainha. Em 1968, formou companhia com destino à Guiné, onde permaneceu até 1971. Desde então, e até à data da sua reforma, exerceu funções com a categoria de Coronel no Batalhão de Caçadores 6 de Castelo Branco. O Coronel Leonardo Freixo participou ativamente no Movimento dos Capitães.

Nesta sessão da iniciativa Bibliotecas Humanas, os alunos do 9.º ano e do ensino secundário que estudam História ouviram do Coronel mais do que histórias ou testemunhos; ouviram estórias. Desde a sua infância em diversos pontos do país, à partida para a Guerra Colonial, passando pelas reuniões do MFA, foram estes alguns dos momentos que marcaram a nossa conversa.

No auditório, o Coronel ajeitou-se ligeiramente, como quem procura as palavras mais difíceis. Falava com calma, mas havia algo na sua voz que prendia quem o ouvia. Crescera em aldeias raianas, num ambiente onde a farda fazia parte do quotidiano; o pai, oficial da GNR, ensinara-lhe desde cedo o peso da responsabilidade.

Quando entrou nas memórias da Guerra Colonial, o ambiente mudou. Fez uma pausa, olhou em redor e contou um episódio que nunca esqueceu. Estava a falar com um camarada, corrigindo-o por um comportamento impróprio. Era uma conversa tensa, mas comum. De repente, o camarada deu um passo em frente e tudo aconteceu num instante. Uma rajada. O corpo caiu. Ainda com a cabeça ligeiramente levantada, ouviu-se: “Capitão, Capitão”. E depois, nada. O silêncio instalou-se, pesado.

Respirou fundo antes de continuar. Na Guiné, explicou, começavam a surgir sinais de descontentamento após o Decreto-Lei nº 353/73. As conversas multiplicavam-se, discretas, quase cautelosas. Lembrou o dia 8 de setembro de 1973, quando um colega o chamou para Alcáçovas, sem grandes explicações.

Esperavam poucos, contudo apareceram muitos mais, cerca de 135 ou 136 homens. Naquele momento, sem que todos o percebessem, algo maior começava a ganhar forma.

[Texto de João Redondo e Martim Fernandes, 12º LHAV]








domingo, 15 de junho de 2025

À descoberta do MEIAC - uma visita inspiradora (só) para amantes da Arte! 😉


No passado dia 12 de junho, os alunos de Espanhol do 10.º ano (iniciação e continuação), acompanhados por docentes de História, MACS e Filosofia e com o apoio da BECRE, partiram numa viagem cultural por Badajoz e Elvas. O principal propósito consistia em fortalecer a motivação pela língua espanhola, comparar o património arquitetónico, literário e paisagístico lusitano e espanhol, bem como pôr em prática os saberes sociolinguísticos aprendidos nas aulas. A viagem decorreu conforme planeado e foi notável o envolvimento e curiosidade dos alunos em cada espaço. 

A Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas do Fundão salienta como ponto alto desta saída a visita ao Museo Extremeño e Iberoamericano de Arte Contemporáneo (MEIAC) que ganhou uma dimensão especial graças à guia do Museu: uma profissional que se revelou humana, acessível, próxima dos visitantes e verdadeiramente empenhada em partilhar o encanto deste espaço. A sua forma de comunicar direta e sem artifícios, mas com enorme clareza e leveza, criou momentos de empatia com as obras e com os próprios alunos, que se sentiram à vontade para perguntar, refletir e emocionar‑se.

Instalado numa antiga prisão da Guarda Civil e inaugurado em 1995, o MEIAC assume-se num edifício de grande força visual, onde a antiga torre vermelha, testemunha de vigilância e austeridade, foi preservada e transformada: hoje, essa mesma torre é um símbolo de liberdade criativa, de transição de um espaço de controle para um ambiente de expressão viva e contemporânea. A escala intimista da sua arquitetura empresta outra densidade ao contacto com as obras.

No momento em que visitámos uma exposição temporária dedicada ao Holocausto e ao campo de concentração de Auschwitz, fomos confrontados com uma instalação artística especial. Sem recorrer a elementos grandiosos e complicados, a obra oferecia simplicidade e impacto: materiais brutos e objetos quotidianos associados aos movimentos dos perseguidos, combinavam-se para evocar presença e ausência, memória e silêncio. A nossa guia conduziu-nos com respeito, fornecendo contexto histórico, emocional e artístico, fazendo com que cada visitante, particularmente os alunos, entrasse em contacto sensível com esse capítulo sombrio da História.

No final, fomos agraciados com um exemplar de La Torre Roja, [A Torre Vermelha] oferecido gentilmente pela guia. Editado em 2025 para marcar os 30 anos do MEIAC, este livro traz textos de Ana Isabel Jiménez del Moral e de vários membros da equipa do museu, acompanhados por ilustrações magníficas de Gels Caletrío Rubio, natural de Plasencia. Com apenas 17 páginas em papel cartonado de grande qualidade, o livro oferece explicações simples, diretas e comedidas sobre a arquitetura do museu, a sua génese e missão. Apresenta também imagens de obras de artistas extremenhos e ibero‑americanos ligados ao acervo, num estilo de colagem discreta mas expressiva, capaz de captar atenção sem distrair.

Este volume já se encontra catalogado aqui, na Biblioteca Escolar, e pode ser consultado ou requisitado por toda a comunidade escolar. Recomendamos a sua consulta como uma forma de prolongar a visita, de revisitar o espaço com outros olhos e de reforçar os laços culturais entre as nossas regiões transfronteiriças.

Como ocorre habitualmente em saídas que privilegiam uma dimensão interdisciplinar, esta foi uma verdadeira visita de estudo, muito mais do que simples passeio turístico: foi prática linguística, confronto humano com a memória, aprendizagem da História, descoberta e emoção Estética, para além da partilha entre colegas (professores e alunos).

E com A Torre Vermelha, ficou uma recordação física que perpetua essas experiências e mantém acesa a relação transfronteiriça entre duas regiões de países irmãos. 

A Torre Vermelha - a capa.  
MEIAC - pormenor da visita guiada
MEIAC - Instalação artística sobre Auschwitz
MEIAC - interior do edifício

MEIAC - instalação artística inspirada na Natureza

MEIAC - interior do Museu

MEIAC - exposição temporária

 

 

A Torre Vermelha: o livro

quinta-feira, 22 de maio de 2025

É já amanhã o encontro com Nuno Bento!

É já amanhã, pelas 10h20, que teremos oportunidade de assistir à apresentação do primeiro livro de Nuno Bento, nas Bibilotecas Humanas das Bibliotecas Escolares do Agrupamento de Escolas do Fundão.  O Careca, um legado entre dois mundos, narra a vida de José, um homem dividido entre duas culturas, de Portugal a Moçambique. Um livro sobre a história de vida do avô do autor, José Antunes Bento Albino. Será, com toda a certeza, um encontro muito agradável e uma lição de cidadania.

terça-feira, 22 de abril de 2025

Bibliotecas Humanas: quando a História se conta na primeira pessoa

Nesta sessão da nossa iniciativa, Bibliotecas Humanas, os alunos do Ensino Secundário que estudam História ouviram de Fernanda Santiago muito mais do que um testemunho - ouviram História viva. Do salto para França à descolonização de Angola, passando por um campo de refugiados na África do Sul, Fernanda contou como viveu os grandes acontecimentos que os manuais escolares não conseguem explicar por inteiro. E os alunos escutaram, em silêncio, como só se escuta quem realmente sente...


        Biblioteca Humana … com Fernanda Santiago

    Na penumbra acolhedora da “Biblioteca Humana”, Fernanda Santiago ajeitou-se na cadeira,respirou fundo e começou a contar sua história. A sua voz tremia levemente, carregada pelo peso de uma vida marcada por partidas e recomeços. Os alunos, atentos, mergulhavam na sua história, sentindo cada emoção escondida nas pausas, nos sorrisos e nos suspiros.
    Os seus olhos brilhavam com a intensidade de quem revive cada momento ao falar da partida para França a salto, guiada pelas mãos firmes da família. A promessa de uma vida melhor escondia a dureza da emigração, a saudade silenciosa de uma terra beirã deixada para trás.
    Mas a vida reservava-lhe outros planos. Já adulta, Fernanda casou-se por procuração e partiu para Angola, onde o amor a esperava. Sonhava com um futuro ali, até que o 25 de Abril e a descolonização transformaram o sonho em medo.
    A fuga tornou-se inevitável, pensando que ia ser breve. África do Sul foi o destino, mas não a salvação imediata. No campo de refugiados, viveu o impensável – a fome, a doença, a incerteza, a luta diária pela dignidade. Perdeu-se da família. Depois da sua curta e dura estadia na África do Sul, onde nasceram as suas filhas, símbolos de resistência e esperança, e onde, no meio da tempestade, acabaram por encontrar pessoas amigas, Fernanda e a família melhoraram a sua vida. Conseguiram reunir meios para voltar para Portugal, para a sua beira, onde também com muita dureza, reiniciaram o seu projeto de vida, que haveria de ser coroado de muito sucesso.
    Ao fim do relato, o silêncio na sala era de pura emoção. Cada aluno ali não apenas ouviu a sua história, mas sentiu-a, ao ritmo da viragem de cada página, marcada pelas fotos projetadas.
    Fernanda não era só uma sobrevivente – era uma prova viva de resistência, de esperança e do poder que uma história tem de nos unir.

[Texto e fotos: Prof:ª Ana Brioso]






quarta-feira, 19 de março de 2025

Conferência na Biblioteca Escolar do AEF: Resistência às Ditaduras no contexto ibérico

A Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas do Fundão foi palco de uma importante conferência sobre a Resistência ao Estado Novo, proferida pelo professor Casimiro Santos. O evento centrou-se na luta contra a ditadura no concelho da Covilhã entre 1926 e 1974, tendo como base o livro Lutaram e Sofreram por Abril - A Resistência no Concelho da Covilhã, da autoria de Casimiro Lopes dos Santos e António Rodrigues de Assunção.

A conferência foi organizada pela Biblioteca Escolar em articulação com os grupos disciplinares de Espanhol e de História, estabelecendo um paralelo entre as ditaduras que marcaram Portugal e Espanha no século XX. Esta iniciativa evidenciou a importância da articulação entre diferentes disciplinas, potenciando uma visão mais ampla e comparativa dos processos históricos e das lutas de resistência nos dois países.

Durante a sua intervenção, Casimiro Santos destacou o papel crucial dos mineiros na resistência à ditadura, nomeadamente aqueles que trabalhavam nesta região, desde as minas da Mata da Rainha às Minas da Panasqueira. Apresentou registos históricos da prisão de trabalhadores e da repressão sobre os operários que se opunham ao regime, por exemplo através da greve. Um dos momentos mais marcantes da conferência foi a referência aos trabalhadores de nacionalidade espanhola que, após serem expulsos de Portugal, foram entregues às autoridades franquistas, destino que, em muitos casos, resultou na morte por fuzilamento.

O evento contou com a presença de alunos, estudantes de História, do 9.º ano, 10.º ano e 12.º ano, que tiveram a oportunidade de aprofundar o seu conhecimento sobre a Resistência ao Estado Novo e refletir sobre o valor da liberdade e da democracia.

O professor Casimiro Santos ofereceu um exemplar do livro à Biblioteca Escolar, que já se encontra catalogado e disponível para requisição. A Biblioteca Escolar agradece este gesto, que contribuirá para enriquecer o acervo documental e fomentar o interesse dos alunos pela História.

A atividade reforçou a importância da Biblioteca Escolar como espaço dinamizador do conhecimento histórico e da consciência crítica, incentivando o debate e a reflexão sobre os valores democráticos e os direitos fundamentais. A articulação entre diferentes áreas disciplinares permitiu uma abordagem mais rica e contextualizada, promovendo o envolvimento dos alunos com a História e com os processos de resistência que também moldaram o tempo presente.










quarta-feira, 8 de maio de 2024

Quando as aulas de História acontecem nos monumentos...

Neste ano, o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios foi comemorado com a deslocação de algumas aulas de História para a aldeia de Alcaide, numa atividade organizada pela Prof.ª Ana Brioso com o Museu Arqueológico do Fundão. A Joana Mendes, do 11.º, LH1 conta-nos tudo no seguinte texto que nos enviou.

No dia 18 de abril de 2024, em colaboração com o Museu Arqueológico José  Monteiro, os alunos do 11º LH1 e do 9º A da Escola Secundária do Fundão, tiveram a sua aula deslocada para o Alcaide, com o intuito de comemorar o  “Dia Internacional dos Monumentos e Sítios”.

Prosseguindo a já habitual articulação com o Agrupamento de Escolas do Fundão, o Museu Arqueológico Municipal José Monteiro comemorou o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, este ano sob o tema “Catástrofes e conflitos à luz da Carta de Veneza” com a realização de uma visita comentada à aldeia de Alcaide. Os alunos puderam visualizar in loco as repercussões do terramoto de 1755 no património material do Alcaide, localidade afetada com este sismo, nos danos ainda presentes na Torre da Igreja Matriz de S. Pedro. Após uma breve apresentação feita pelo Diretor do Museu Arqueológico do Fundão, baseado em recursos documentais, como as Memórias Paroquiais de 1758, os alunos tiveram ainda oportunidade de ouvir as interessantes explicações técnicas do Dr. Carlos Neto Carvalho, geólogo do Geopark Naturtejo, Geoparque Mundial da UNESCO, sobre os fenómenos sísmicos. Depois de experienciarem a subida à torre, puderam visitar a igreja e o edifício da “Antiga Casa da Câmara”, ouvindo algumas explicações da história local pelo Presidente da Junta de Freguesia de Alcaide, Daniel Cruz.

Esta atividade foi bastante importante pois permitiu sensibilizar os alunos e comunidade local presente para a importância da preservação, salvaguarda e valorização do Património Cultural no nosso concelho.

[Joana Mendes, aluna do 11º LH1]


sexta-feira, 22 de março de 2024

Democracia e Cidadania em debate

 Magnífico debate ontem, no Auditório II do AEF, promovido pela Biblioteca Escolar do AEF, através da Prof.ª Ana Brioso, num esforço de articulação entre as disciplinas de História A e de Filosofia. O debate envolveu os alunos de Línguas e Humanidades do 11.º ano e contou com as presença do nosso colega, Prof. Miguel Cardoso. A Luna Gamanho escreveu o seguinte texto, que nos dá conta do modo como decorreu a atividade. Agradecemos a todos os envolvidos, especialmente ao Miguel Cardoso, e esperamos que as conclusões dali saídas tenham um impacto significativo junto de todos os presentes.


Na passada quarta-feira, dia 20 de Março, o auditório 2 da escola Secundária foi palco de uma palestra fulcral — seguida de um debate proativo — dinamizada pelo professor de filosofia Miguel Cardoso que, em paralelo, é também encarregado de educação. Nesta ocasião, foram os alunos de línguas e humanidades do 11º ano que, numa articulação entre as turmas e as disciplinas de Filosofia e História A, tiveram a oportunidade de assistir, participar e, inevitavelmente, refletir acerca de uma cidadania democrática, crítica e empreendedora. Assim sendo, no âmbito das comemorações do quinquagésimo aniversário da Revolução dos Cravos, das recentes eleições legislativas e da decorrente Semana Aberta do Agrupamento, a apresentação foi realizada no sentido de conduzir os alunos a uma melhor compreensão do sistema eleitoral português, do conceito de democracia — e como este é aplicado à nossa realidade, nacional e europeia —, bem como a um pleno exercício de uma cidadania ativa mais consciente e menos ignorante, zeladora dos direitos e deveres de todos, inclusive e especialmente daqueles mais elementares, como o direito à liberdade de expressão.

Enquanto aluna presente na sessão, não posso deixar de realçar a tamanha importância de tal conversa, realizada como se de igual para igual. Afinal, somos nós — jovens — os cidadãos do futuro Portugal, mas também daquele presente; jovens que são cidadãos de hoje, de agora e não apenas de um futuro mais ou menos longínquo. Jovens que também merecem ser ouvidos e que, de igual modo, devem participar e compreender a vida política do país e do mundo.

[Luna Gamanho, aluna do 11.º ano]

domingo, 3 de março de 2024

😍 Gosto de Ti ... todos os episódios! 😍

O Gosto de Ti é um podcast que foi desenvolvido na disciplina de História, pelo professor Sérgio Mendes, no âmbito das atividades de educação para a sexualidade. Em cada um dos episódios publicados, durante o mês de São Valentim, alunos do 8.º ano foram convidados a dar a sua perspetiva sobre as múltiplas facetas do amor. Aqui está uma playlist com todos os episódios produzidos.

 

sábado, 18 de novembro de 2023

Frescos na cidade universitária de Coimbra, aqui na nossa Biblioteca!

 Decorreu no passado dia 16, aqui na Biblioteca, a palestra «Os frescos na cidade universitária de Coimbra como reflexo da ideologia estado-novista». A palestrante, convidada pela Professora Ana Brioso, elemento da equipa desta Biblioteca, foi a Dr.ª Diana Salvado, mestranda em História de Arte e membro do Centro de História da Sociedade e da Cultura da Universidade de Coimbra.

A palestra foi do inteiro agrado dos alunos de 11.º ano, graças à jovialidade e brilhante capacidade de comunicação da Dr.ª Diana Salvado, que demonstraram grande interesse ao longo da sessão e uma postura irrepreensível, movidos pelo excelente trabalho de investigação apresentado. Trata-se de um estudo sobre cinco pinturas a fresco que revestem os átrios do Departamento de Matemática, da Faculdade de Medicina e da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, obra do Regime do Estado Novo, pensadas e concebidas para exprimir os seus próprios valores, instrumentalizando a arte como um meio de exposição e imposição ideológica.

Para a Professora Ana Brioso, foi possível fazer uma reflexão sobre os valores da liberdade de criação artística, proporcionados pela revolução do 25 de abril de 1974, em oposição aos veiculados pelo regime do Estado Novo. Revelou-se ainda muito interessante reunir alunos de diversos percursos escolares (profissional (DCG) e regular (LH e AV) em torno de uma temática comum.

Obrigado, Dr.ª Diana! Contaremos sempre consigo.


segunda-feira, 6 de novembro de 2023

O Museu Arqueológico do Fundão voltou à Escola....

... e a tradição manteve-se!
Por isso, nos dias 13 e 16 de outubro o Museu Arqueológico José Monteiro do Fundão dinamizou na escola o atelier “O QUOTIDIANO DO HOMEM NA PRÉ-HISTÓRIA”, com as turmas A, B, C, E e F do 7.º ano. Mais uma vez, os alunos demonstraram muito interesse pela atividade. Pelo menos, foi o que disse a Professora Ana Brioso, que promoveu e organizou a atividade. E se a Prof.ª Ana Brioso disse, é porque é verdade! 😜


Obrigado, Joana Bizarro e Pedro Mendonça, técnicos do Museu!



quarta-feira, 29 de março de 2023

Contributo da Turma do INOVA9, na disciplina de História, para a Semana da Leitura

A turma INOVA9, desafiada pela docente de História e Geografia, Ana Brioso, leu excertos de obras que nos trazem o "25 de Abril", enriquecendo, desta forma, a Semana da Leitura. Muitos parabéns pelos vossos contributos!





terça-feira, 28 de março de 2023

"As Naus de Verde Pinho", De Manuel Alegre, por Alexandre Chorão do INOVA9

A docente Ana Brioso desafiou os alunos do INOVA9 a gravarem leituras para o Leituras (Com)Vida na Semana da leitura. Obrigada, Alexandre por aceitares o desafio!

segunda-feira, 27 de março de 2023

Na Semana da Leitura, em História lê-se para o Leituras (Com)Vida

Na Semana da Leitura, o nosso leituras (Com)Vida teve a especial colaboração dos alunos do 10LH2, na disciplina de História, com a leitura de passagens do livro Era Proibido de António Costa Santos. Agradecemos esta colaboração especial!

domingo, 29 de janeiro de 2023

Dia Internacional em Memória das Vitimas do Holocausto

Os alunos de História A da Prof.ª Ana Brioso,  refletiram sobre o tema, no dia em que se assinala a Memória das Vítimas do Holocausto, depois da visualização de alguns documentários online, conforme sugestão da DGE. Depois, os alunos, voluntariamente realizaram e produziram este pequeno filme. Obrigado alunos e professora.

sexta-feira, 28 de outubro de 2022

Como trabalhar a Paz em tempo de Guerra?

Extraordinária atividade realizada ontem na Biblioteca! No âmbito do tema para este ano do MIBE (Mês Internacional das Bibliotecas Escolares), "Ler para a Paz e a Harmonia Globais", realizou-se a conferência  “Ler para a Paz e a Harmonia Globais – Como trabalhar a paz em tempo de Guerra?" dinamizada pela Prof.ª Dr.ª Liliana Reis. A Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas do Fundão, congratula-se com esta iniciativa, organizada pelos elementos da nossa Equipa, Profª Ana Brioso e Prof.ª Regina Costa, dada a pertinência e atualidade dos assuntos abordados. Por outro lado, a excelência das palavras da Prof.ª Liliana Reis, foi capaz de prender a atenção para o problema da Paz no mundo, quer dos alunos do 7º ano presentes (7ºE), quer dos alunos de Humanidades do Ensino Secundário. Os alunos do 7º ano apresentaram uma dramatização orientada pela Prof.ª Regina Costa, a partir da leitura do livro "O Muro no Meio do Livro". Para os alunos do Secundário, a atividade foi particularmente importante uma vez que aborda conteúdos lecionados nos currículos, pelo que o nosso agradecimento a todos os envolvidos na iniciativa é a dobrar. Obrigado à Prof.ª Liliana Reis por, de novo, ter colaborado de forma tão direta e disponível com a Biblioteca, obrigado aos alunos pelas fotografias, filme e reflexões que nos enviaram e que aqui publicamos. 💙💛

 
«No dia 27 de outubro, a turma do 10ºLH1 foi convidada a participar na atividade “Ler para a Paz e a Harmonia Globais” – Como trabalhar a paz em tempo de Guerra? na biblioteca da escola, juntamente com a turma E do 7º ano.
Para iniciar a mesma, os alunos do 7º ano realizaram uma breve representação do livro “O muro no meio do livro”. Este, apresenta uma moral muito interessante, dando-nos uma perspetiva sobre os julgamentos e medos da diferença. Seguidamente, a  Professora Liliana Reis, explicou-nos que nem sempre esse “muro” esconde coisas más por trás dele e que não devemos julgar nem ter medo do que é diferente. Relacionou o tema do livro com várias questões de grande relevância do quotidiano, como por exemplo a importância da paz nas nossas vidas e as inúmeras consequências presentes na falta dela. Com tudo o que tem acontecido entre países como a Rússia e a Ucrânia, é necessário estarmos informados e cientes do quão importante é termos paz.
Considero que esta  atividade nos enriqueceu bastante, pois nos torna pessoas mais informadas,  responsáveis e humanas.»
[Joana Mendes, 10ºLH1]
 
«Eu achei este assunto bastante apelativo pois a paz faz parte de nós. Para termos uma vida feliz temos de ter paz, mas infelizmente estamos num mundo onde a paz nunca é duradoura. Assistimos à guerra da Rússia contra a Ucrânia que cada vez está a agravar-se mais. Mas a paz não começa quando a guerra terminar. Não há paz quando há  violência física e psicológica, pois quando insultamos alguém de uma cor diferente, de um país diferente ou por uma pessoa não ter o aspeto ideal que a sociedade define, trata-se de uma forma de guerra diária que gera bulliyng,  humilhações e medo. Lidar com problemas como a violência doméstica é não estar em paz em casa. Há pessoas que nem em casa nem fora de casa têm paz! Estar em paz é  aceitarmo-nos como somos sem tentar mudar pelo que os outros dizem, é sentirmo-nos confortáveis e seguros quando saímos de casa, é ter orgulho em nós próprios!»
[Mariana Cunha, 10º LH1]
 
«Gostei muito, principalmente do debate, em especial na reflexão sobre o que nós somos e o que nós temos, que são coisas completamente diferentes, não é aquilo que nós temos que nos vai fazer ser melhores pessoas.  Ser amigos uns dos outros, ajudar quando alguém precisa, por exemplo, é isto que nos faz ser melhores pessoas.»
[Madalena Infante, 11ºLH1]

«Queria agradecer à Professora por nos conseguir envolver numa atividade como esta pois penso que foi bastante útil não só para a aprendizagem em si mas também para nos despertar  para vida fora dos muros da escola, nomeadamente na importância da diplomacia nas relações internacionais como ferramenta para a paz.»
[David Santos, 10ºLH1]
 

terça-feira, 25 de outubro de 2022

Ainda o 5 de Outubro e a Implantação da República

Passaram 20 dias desde que comemoramos mais um ano sobre a Implantação da República e hoje é, novamente, dia de o recordar graças às docentes de História e Geografia de Portugal (HGP), Lurdes Mesquita e Beatriz Marques que nos fizeram chegar uma mostra dos trabalhos dos alunos do 6º ano, acompanhada do seguinte texto. Agradecemos às s'toras e damos os parabéns aos alunos.

 

«Para comemorar os “dias de História”, as turmas do 6ºano, relembraram a importância do 5 de Outubro de 1910, que pôs fim à Monarquia, e levou ao surgimento de um novo regime político - a 1ª REPÚBLICA. As mesmas turmas, na disciplina de HGP, organizaram uma exposição no átrio da Escola João Franco em articulação com a disciplina de Educação Visual.
E viva a República!!!!»

quarta-feira, 5 de outubro de 2022

5 de outubro - Implantação da República - Viva a República

 A propósito do dia de hoje, em que se celebra o Dia da Implantação da República, a professora Ana Brioso, enviou-nos o seguinte texto da autoria da turma INOVA do 9º ano. Obrigado alunos e professora pela lembrança.

Na manhã do dia 5 de Outubro de 1910, uma revolução iniciada em Lisboa pôs fim à monarquia e implantou a República. José Relvas, um membro do Partido Republicano, leu a proclamação da República à varanda da Câmara Municipal de Lisboa. Algumas horas depois o rei D. Manuel II embarcava no iate real rumo a Inglaterra. A República seria agora a forma de exercício do poder político. A dinastia de Bragança acabava, mas seria uma continuidade difícil para a vida do povo português que veria poucas melhorias nas suas condições de vida. Um governo provisório, presidido por Teófilo Braga, preparou as eleições para a Assembleia Constituinte, que elaborou a nova Constituição, a de 1911 e elegeu Manuel de Arriaga como primeiro Presidente da República.

Foi nas áreas da educação, cultura e proteção social que a República mais investiu, contribuindo para reduzir o analfabetismo, melhorar o ensino, promover a igualdade da mulher e melhorar as condições de trabalho.

Este regime democrático seria derrubado 16 anos mais tarde, mas a sua força cultural e política criou raízes e hoje comemoramos este dia 5 de Outubro, dia da República.

Viva a República!

[INOVA 9, Inês Ramos]

Representada como uma figura feminina, a República traz ao peito a estrela, um símbolo usado pela Carbonária. Na base, duas faixas ostentam as palavras «LIBERDADE» e «EGUALDADE».

sexta-feira, 3 de junho de 2022

Manuel Guilherme de Almeida - um alfaiate do Fundão

A professora de História A, Ana Brioso, quis promover, com os seus alunos,  a relação da escola com a cidade e, simultaneamente, contribuir para a Educação para o Património local e regional. Foi por isso que levou os seus alunos a visitar a exposição que está patente na Moagem - Cidade do Engenho e das Artes - para homenagear o destacado alfaiate Manuel Guilherme de Almeida, natural do concelho do Fundão.
Os alunos foram encorajados a escrever um texto que descreve a sua experiência nesta visita e que publicamos em seguida. Obrigado, professora Ana e obrigado alunos pelo vosso contributo.


No dia 02/06/2022, no âmbito da disciplina de História A, visitámos a exposição atente na Moagem Cidade do Engenho e das Artes, que homenageia Manuel Guilherme de Almeida, alfaiate de profissão e um dos fundadores do partido comunista Português. A exposição tem curadoria de Pedro Novo, Diamantino Gonçalves e Isaura Reis.

Manuel de Almeida nasceu em Janeiro de Cima no Fundão, e muito novo viaja para Lisboa onde termina o ensino primário, não prosseguindo estudos por questões económicas, iniciando-se então como aprendiz de alfaiate, arte pela qual se apaixonou tornando-se rapidamente mestre de alfaiataria. Convicto nas suas crenças não poupou esforços para lutar pela liberdade e dignidade, promovendo a revolução dos cravos que decorreu mais tarde na madrugada de 1974. Em 1934 funda a Academia de Corte Geométrico, onde chega a ensinar a sua maestria. Inicia a sua atividade de associativismo profissional na Associação Fraternal da Classe dos Operários Alfaiates de Lisboa, e a partir de então vê a sua vida cheia de episódios de confrontos e detenções com privações e tortura, como por exemplo, a 26 de agosto de 1931, que ocorreu por ser considerado suspeito de envolvimento em tentativa revolucionária, tendo sido deportado para Timor, chegando então a estar detido nove vezes, contabilizando assim um total de oito anos de prisão. Apesar de uma vida atribulada nunca se dissociou dos seus ideais, e junto de outros funda em 1921 o partido Comunista Português, onde internamente adquire grande importância, chegando a fazer parte do Socorro Vermelho Internacional apoiando então diversos presos políticos, vítimas da repressão do regime Salazarista durante o Estado Novo.

Na nossa opinião, achamos que a exposição foi muito interessante, pois ficámos a conhecer mais uma figura ilustre do nosso concelho. Pensamos que a exposição estava bem organizada e continha elementos pertinentes que ilustravam a vida e a obra de Manuel Guilherme de Almeida, como por exemplo, a casaca de fino corte, desenhada pelo próprio para uma festa.

Também apreciámos o facto da informação estar clara e sucinta pois foi de fácil leitura e compreensão uma vez que permitia que circulássemos entre os vários expositores o que tornava a mesma mais interessante e dinâmica. Estavam também expostos, alguns materiais do Estado Novo para ilustrar a perseguição política e as consequências sofridas por aqueles que se opunham ao regime de Salazar.

Achamos bastante interessante o facto de, mesmo sendo um potencial alvo de silenciamento e perseguição por parte das instituições de repressão do regime, chegou a transformar o seu local de trabalho num abrigo à clandestinidade política. Para além disso mostrou-se uma figura resiliente e convicta nas suas crenças, lutando constantemente pela liberdade e pela dignidade, tanto dos seus parceiros de trabalho quanto do povo português em geral, desejando por um país livre onde todos pudessem exercer livremente os seus direitos.

Para concluir, foi uma experiência muito interessante pois conhecemos uma nova personalidade distinta a nível nacional e local, uma vez que é nosso conterrâneo e participou ativamente nas novas conquistas que o povo português conseguiu alcançar através da revolução mais importante do nosso país, dando-nos os direitos que hoje temos e conhecemos, mas que cada vez mais se encontram em perigo e que esperamos não caiam no esquecimento.

[Diogo Garcia, João Gonçalves e Margarida Fernandes, 12ºLH]




sexta-feira, 29 de abril de 2022

Da Guerra Colonial ao 25 de Abril

Nas comemorações dos 48 anos da Revolução do 25 de Abril, a docente Ana Brioso, em articulação com a Biblioteca Escolar, organizou a realização da conferência "Da Guerra Colonial ao 25 de Abril" que contou com a presença do Professor Casimiro Santos e do Enfermeiro de guerra Pedro Taveira. A conferência teve como destinatários principais dos alunos de História A do 12º ano que nos enviaram as seguintes apreciações. Obrigado alunos e parabéns à docente por esta iniciativa.

 

«Este ano, para marcarmos o nosso 25 de abril, data tão importante e significativa para o nosso país, ocupámos a aula de história do dia 26 de abril de 2022 com uma palestra proposta pela professora Ana Brioso, em articulação com a BECRE. A professora convidou Pedro Taveira, autor do livro “Enfermeiro de Guerra - Evacuações na frente de combate debaixo de misseis” e o professor Casimiro Lopes que se propuseram relatar-nos um pouco das suas vidas, visto que viveram o memorável dia 25 de abril de 1974 e parte desta transição do período da Ditadura para a aplicação da regra dos 3 D´s: Democratizar, Descolonizar e Desenvolver.»
Diana Raposo, 12º LH

«Começámos por ouvir o professor Casimiro Lopes que nos fez uma abordagem mais teórica, intercalando com a sua experiência durante a época. Contou-nos que anteriormente à revolução, a vida era ainda mais dura do que pensávamos… muitos pais eram obrigados a abdicar do desejo de permitir que os filhos obtivessem instrução, o que felizmente não se verificou no caso de ambos, porém foi uma decisão árdua, necessitando de se deslocar para poder fazer os estudos. Como uma pessoa do meio rural, contou-nos que as dificuldades que se sentiam eram ainda maiores nestes casos, devido à impossibilidade de contactar recorrentemente com a família e porque a vida rural era muito diferente da vida urbana. A parte mais interessante, para mim, foi o seu contributo na revolução, que apesar de ter sido singelo, é de uma enorme emoção. Fora informado no seu batalhão que os representantes e seguidores do MFA se moviam em Lisboa, aplicando o golpe que marca até hoje os nossos dias, ditando o fim de um regime autoritário e totalizante de 48 anos, iniciando a política dos 3 D’s que permitiu a partir da Junta de Salvação Nacional, iniciar a democratização, descolonização e desenvolvimento de Portugal, que vivera silenciado e reprimido por quase cinco décadas. Naturalmente, sentiu-se feliz pela libertação do povo, pela nova fase do país e também por não ter sido direcionado ao território Africano onde teria de lutar “pela pátria”. Conta-nos os desafios do pós-golpe, os quais já estudamos em História A, como as expropriações, o incremento da via mais radical ligada à esquerda-comunista que de certo modo nos aproximaria do modelo da união soviética, mas não só… abordou também a melhoria de condições de vida dos operários, das mulheres e do povo como um todo, que mesmo passando por um caminho sinuoso, se via finalmente livre e possuidor de um olhar reivindicativo e progressista.
Seguiu-se então o enfermeiro Pedro Taveira, que nos contou um pouco sobre a sua jornada antes mesmo de ir para o território de guerra. Na sequência, destacou alguns episódios que o assustaram em território africano e mostrou-se incomodado com a situação que vivemos atualmente entre a Ucrânia e Rússia, pois sabe e conhece de perto como é um cenário de guerra, mostrando-se de certo modo inconformado com tudo aquilo que se está a passar no mundo. Contou que viver um cenário de guerra é aterrorizante e constantemente se vive em preocupação e stress. Destacou ainda o papel de uma mulher francesa que iniciou o processo designado por “enfermeiras de guerra”, destacando que o papel da mulher também foi importante no resgate de feridos, porém não valorizado e inferiorizado. Além disso, conta-nos alguns dos seus medos e traumas, que para além do óbvio, conta-nos que ao sentir que o seu avião era atacado, começou a ter medo de voar e partir para os resgates que realizava dia após dia. Conta-nos também a história aterrorizante de quando ouviu mísseis por cima dele e dos seus acompanhantes, e do cenário catastrófico e funesto que via ao sobrevoar o campo de guerra, procurando por feridos, que muitas vezes já se encontravam tão debilitados que se lamentavam por nunca mais voltarem a ver os seus, sabendo que ali seria o seu fim.
Ambos se mostraram abertos a questões e foram bastante simpáticos com os alunos, e foi por isso que gostei tanto desta conferência, pois são “documentos históricos” que se encontram vivos e que não tiveram receio de partilhar as suas experiências connosco, e agradeço bastante por isso. Compartilharam também as suas opiniões sobre o que ocorre nos dias atuais, em Portugal e na restante Europa, mostrando-se alarmados com a situação. Nunca devemos esquecer da luta daqueles que hoje nos garantem a liberdade e nos permite viver em democracia.
Após a conferência, dirigimo-nos à Biblioteca Municipal tendo sido recebidos pela Dra. Dina Matos, que nos guiou a uma exposição de livros proibidos pelo Estado Novo através da censura, falou-nos do papel da revolução e que dimensão atingiu no Fundão e na região, mas também nos mostrou inúmeros exemplares do Jornal do Fundão dessa época, até mesmo os que estavam censurados com o “lápis azul”. A exposição das “3 Marias" também me chamou bastante a atenção, visto que o papel da mulher sempre foi importante porém ainda mais censurado, e com o 25 de abril, obtivemos finalmente direitos que nunca nos deveriam ser recusados.
Em suma, o dia 26 de abril foi uma continuação da comemoração do nosso querido 25 de abril, e foi um dos momentos mais bonitos que passei na escola, porque realmente me enriqueceu bastante. Adoraria poder contactar com ainda mais pessoas que possuam este tipo de experiência, pois é sempre algo que me desperta curiosidade e que nunca devemos esquecer, de forma a valorizar sempre os esforços que estão por trás da (nossa) democracia e que, infelizmente, está a perder lugar em alguns países.»
Margarida Fernandes, 12º LH
 
«Senti que esta palestra me aproximou da Revolução. Penso que a descrição e o relato das vivências de forma tão pormenorizada resultaram nisto mesmo, o que para mim me agradou bastante.
Os testemunhos de quem viveu realmente na guerra e tentou socorrer os feridos, fez-me ficar ainda mais pensativa em relação ao que se passa na Ucrânia, que nos está tão próxima e já dura há tanto tempo.»
Rita Matos, 12º LH
 
«No final da palestra as turmas deslocaram-se até à Biblioteca Municipal onde a diretora, Dra. Dina Matos nos mostrou uma exposição com alguns dos livros que foram censurados durante a ditadura e o motivo dessa censura por parte do “ lápis azul”. Para além de livros pudemos ainda folhear algumas páginas do Jornal do Fundão da mesma época e observar as notícias e os títulos que eram considerados “inapropriados” e que depois de censurados, deveriam ser substituídos, grande parte das vezes por anúncios que os jornais tinham já preparados como forma de “tapar os buracos “ que o lápis azul deixava nas suas páginas.»
Carolina Falcão, 12º LHAV

«A forma como pudemos comemorar o 25 de abril foi muito interessante e de elevada importância para o desejado perfil do aluno. Tendo sido o primeiro dia que pudemos retomar no espaço escolar o não-uso da máscara, intensificou esta ideia de LIBERDADE e quanto a mesma é importante na vida de todos nós.»
Diana Raposo, 12ºLH

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