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segunda-feira, 5 de maio de 2025

sexta-feira, 5 de maio de 2023

E para terminar o Dia Mundial da Língua Portuguesa...

 ... a Professora Leonor Lopes, enviou-nos a seguinte notícia:

Os alunos da turma 11LH escreveram textos subordinados ao tema "Se eu fosse um pintor", no âmbito do projeto "Dois dedos de tinta", dinamizado pela escritora Vera Roque.

O aluno Pedro Oliveira ficou classificado em primeiro lugar e as alunas Maria João Freire, Maria Matilde Bonifácio e Teresa Fernandes tiveram uma menção honrosa.

No próximo domingo,  Dia da Mãe,  poderão ouvir a entrevista à escritora Vera Roque e ao aluno Pedro Oliveira na RCB, entre as 10:00 e as 11:00.

Vamos soletrar... no Dia Mundial da Língua Portuguesa

No dia 5 de maio, assinalou-se o Dia Mundial da Língua Portuguesa e das culturas lusófonas. Esta data foi oficialmente instituída em 2009 pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) - uma organização intergovernamental, parceira oficial da UNESCO desde 2000, que engloba os povos que têm a língua portuguesa como um dos pilares da sua identidade específica- para comemorar a língua portuguesa e as culturas lusófonas.

É de salientar que a língua portuguesa é uma das principais línguas de comunicação a nível internacional e também de uma elevada extensão geográfica, com tendência a aumentar.

Desta forma, para divulgar a importância desta data, o Núcleo de Estágio de Português assinalou este dia, com a implementação do concurso Soletrar, no auditório da biblioteca do Agrupamento de Escolas do Fundão, onde participaram alunos do sétimo e nonos anos. Cada equipa era constituída por dois elementos. Os alunos que participaram foram os seguintes: Clara Passarinho e Madalena Amoreira (7º D), Joana e Leonor (9º E), Joana Martins e Núria Canarias (9º B), Miguel Maximino e Rúben Moitinho (9º C), Camila Afonso e Rita Rodrigues (9º D) e Inês Ramos (INOVA9) e Rodrigo Pimenta (9º E).

A equipa que se consagrou vencedora deste concurso foi a das alunas Joana Martins e Núria Canarias, em que soletraram o maior número de palavras corretas em menor tempo.

Parabéns a todos os participantes!

[Texto enviado por: Mariana Moreno, Bárbara Marialva e Lara Gomes (Núcleo de estágio de Português)]




Hoje é o Dia Mundial da Língua Portuguesa!

Comemora-se hoje, o Dia Mundial da Língua Portuguesa.

A data de 5 de Maio foi oficialmente estabelecida em 2009 pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) - uma organização intergovernamental, parceira oficial da UNESCO desde 2000, que reúne os povos que têm a língua portuguesa como um dos fundamentos da sua identidade específica - para celebrar a língua portuguesa e as culturas lusófonas. 

A língua portuguesa é não só uma das línguas mais difundidas no mundo, com mais de 265 milhões de falantes espalhados por todos os continentes, como é também a língua mais falada no hemisfério sul. O português continua a ser, hoje, uma das principais línguas de comunicação internacional, e uma língua com uma forte extensão geográfica, destinada a aumentar.

Para celebrar o Dia Mundial da Língua Portuguesa, apresentamos esta proposta elaborada pelo Professor António Reis: um Kahoot sobre expressões latinas e gregas, ainda hoje utilizadas na nossa língua.

Para lhe acederem basta clicarem aqui.

quarta-feira, 5 de maio de 2021

Dia Mundial da Língua Portuguesa - Leitura do "Poema de Helena Lanari", de Sophia de M. Breyner Andresen, por alunos do 11CSE

A docente Maria de Jesus Lopes enviou-nos a leitura coletiva do poema de Sophia de Mello Breyner Andresen, "Poema de Helena Lanari", feita pela turma do 11º CSE para, desta forma, celebrarmos o Dia Mundial da Língua Portuguesa.


POEMA DE HELENA LANARI

Gosto de ouvir o português do Brasil
Onde as palavras recuperam sua substância total
Concretas como frutos nítidas como pássaros
Gosto de ouvir a palavra com suas sílabas todas
Sem perder sequer um quinto de vogal
Quando Helena Lanari dizia o «coqueiro»
O coqueiro ficava muito mais vegetal

Sophia de Mello Breyner Andresen | "Geografia"; 1967

Leituras (Com)Vida - Profª Maria de Jesus lê um excerto do "Livro do Desassossego"

Para comemorar este Dia Mundial da Língua Portuguesa, a Profª Maria de Jesus Lopes partilhou a leitura de um excerto "A minha pátria é a língua Portuguesa", do Livro do Desassossego,  de Bernardo Soares, semi- heterónimo de Fernando Pessoa.

Ler escritores dos PALOP no Dia Mundial da Língua Portuguesa - 10ºCTLH

Comemora-se hoje o Dia Mundial da Língua Portuguesa. Alguns alunos de 10º ano gravaram textos de escritores dos PALOP, que a docente Teresa Correia partilhou connosco.

João Madrinha, 10ºCTLH lê um excerto da obra Chá do Príncipe, de Olinda Beja.




Gonçalo Nabais, 10ºCTLH lê o poema Romance de Sam Marinha de Francisco José Tenreiro


Laíz Motta, 10ºCTLH lê um excerto de O Sol na Cabeça, de Giovani Martins

João Pinto Coelho fala sobre a importância dos Livros

Neste Dia Mundial da Língua Portuguesa, não queríamos deixar de congratular os nossos escritores e, porque os livros são a melhor forma de celebrar a língua, trazemos um texto muito interessante de João Pinto Coelho (tens os livros deste escritor na tua biblioteca!).

              [Imagem de https://eurocid.mne.gov.pt/eventos/dia-mundial-da-lingua-portuguesa ]

"O meu professor de Ciências chamava-se João e era padre. Eu tinha dez anos, ele duzentos, o que, convertido ao meu olhar adulto, dará qualquer coisa acima dos sessenta, sessenta e cinco. Vestia um fato púrpura, talvez rosa-velho, escurecido, nada festivo, e foi o único professor que vi chorar numa aula. Coisa discreta, não soluçou, nem sei se deu pelas lágrimas. Nunca parou de falar e foi isso que o fez chorar: descrever-nos, estado a estado, por que passa uma flor da semente à exuberância. Não nos falou de Deus, só do milagre da vida traduzido termo a termo para a língua da Ciência, bastando para o comover.

Lá fora, nos intervalos, se no meio da correria calhássemos esbarrar com ele, o padre João sorria com os pedidos de desculpa e levava a mão ao bolso para nos dar bolas de neve. E esse milagre, sim, nós levávamos a sério - quanto mais as mãos estendidas, mais guloseimas saiam da algibeira cor-de-rosa, como Cristo já fizera ao multiplicar pães e peixes.
Mas havia outra coisa a torná-lo inesquecível: as aulas do padre João terminavam quase sempre um quarto de hora mais cedo. Nesses quinze minutos, puxava de um livro e lia-nos. Um romance juvenil, uma biografia, livros escolhidos a dedo que falavam de ciência sem que déssemos por isso. Mas quinze minutos não bastam para contar a história inteira e, ao soar da campainha, acabava-se a leitura. Com a história interrompida, havia quem lhe pedisse para ler mais uma página, nem que fosse só mais uma.
«Para a semana.»
Para a semana?! Quem é que espera uma semana, uma semana inteirinha!, para saber se o jovem Edison fez esvoaçar o amigo com a poção que inventou? Assim, oito dias depois, toda a turma comprara livro e o lera até ao fim.
Há uns tempos, perante um grupo de alunos com cerca de quinze anos, lembrei-me de lhes propor uma visita à Gulbenkian para ver uma exposição.
- Gulbenkian? Que é isso?
Um deles, julgou saber a resposta:
- É um país, não é?
Ninguém se riu.
Nós também não, basta que nos envergonhemos na sua vez.
Os dados são catastróficos: cada dia se lê menos e o pouco que se lê está longe de ser o melhor. Cresci sem computadores e internet, mas com canal e meio de televisão - o primeiro televisor a cores que tive foi graças à tela plástica - azul, vermelha e amarela - comprada numa drogaria da avenida da Igreja, a poucos metros do Júlio de Matos, destino certo de quem fosse visto com auscultadores a falar sozinho no meio da rua. Mudou tanto, não foi? O que é que nos restava sem ser o telejornal pela hora do jantar ou a certeza absoluta de que o Soares e o Cunhal e até o Sá Carneiro não treinavam os «três grandes»? E os legos, as matinés de cinema sempre num ecrã gigante, as viagens de autocarro para a Praça do Império e tantas tardes passadas no Museu de Marinha com esse cheirinho a fantasma dos nossos navegadores. Depois havia os livros, sempre os livros, a pressa de nos deitarmos para retomar a leitura. São memórias muito frescas, o suficiente para saber que o mundo não é o mesmo. Mudou, mudou muito, bem mais rápido do que a Escola.
Se alguém quiser ver nisto um saudosismo bacoco, peço que leia outra vez. Sabemos que a escola de hoje toca em temas impensáveis nas sociedades de então. O drama do nosso ensino não é ter incorporado os temas do novo século, é partir do pressuposto que os jovens atuais lhe chegam com competências, hábitos e interesses demonstrados noutros tempos, currículos e programas tantas vezes desfasados dos alunos que encontramos.
Se um livro queima nas mãos, vamos pedir a um miúdo que leia de fio a pavio como diabo era a casa que os Maias escolheram para si? Alguém imagina o peso das páginas que lhe faltam até ao fim do romance? Nem Eça nem Saramago nem o génio narrativo dos nossos maiores escritores, servidos na adolescência a quem nem pode ver livros, poderão gerar leitores. Pelo contrário, perdem-nos, muitos para sempre. Nunca desistamos dos clássicos – repito: nunca desistamos dos clássicos -, mas convém olhar para trás, é lá que está o remédio. Livres da resistência que encontramos nos mais velhos, é nos alunos pequenos que as sementes se lançam.
Mas, se em defesa da Língua, muitos falam da leitura, deixem que vos fale da escrita. É difícil perceber que é também por aí que perdemos a batalha? Que é feito das longas cartas ou dos postais ilustrados com as paisagens de praia, textos demasiados para o espaço que lhes cabia e frases atravessadas para conseguir dizer tudo? Hoje? Hoje usamos corações para assinalar as paixões e, se acaso for preciso refinar uma ironia e nos faltarem palavras, haverá um emoji com o olhar adequado para apontar o sarcasmo. Iluda-se quem quiser, mas a expressividade da língua não cabe nos telegramas dedilhados num telefone.
E assim, restam os livros, esses baús do tesouro onde a Língua sobrevive com todas as suas cores. Sem eles, temos o que sabemos, o linguajar a preto-e-branco sempre insuficiente para dizer o que se pensa, até ao dia fatal em que nos bastará. Se a Literatura é então o cofre da nossa Língua, a Escola, ninguém duvide, é a chave desse cofre. Inundemo-la de livros desde os anos mais precoces, paremos as nossas aulas um quarto de hora mais cedo para falar de Geografia e Ciências Naturais com as histórias extraordinárias que alguém escreveu um dia. Se o toque para a saída deixar a página a meio e alguém implorar nem que seja por mais uma, não se esqueçam, «para a semana». Talvez para o resto da vida."
[João Pinto Coelho, in https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=2896537543961122&id=100008147146394]

Leitura de lendas no Dia Mundial da Língua Portuguesa - 11ºCSE e 11ºCT1

"No dia 5 de maio, celebramos o Dia Mundial da Língua Portuguesa. Há uma década que se comemorava, nesta mesma data, o Dia da Língua Portuguesa e da Cultura da CPLP, mas, em novembro de 2019, mediante proposta dos países lusófonos, apoiada por mais 24 Estados, a UNESCO declarou o dia 5 de maio como Dia Mundial da Língua Portuguesa."

Para celebrar este dia, a docente Maria de Jesus Lopes enviou-nos dois textos lidos por alunos.

Nanécia Miquelina Vicente Soares,17 anos, nacionalidade angolana, aluna do 11º CSE do Agrupamento de Escolas do Fundão, lê "O Jacaré Bangão", uma lenda que o pai lhe contou.

Lenda: “O Jacaré Bangão”, consta do cancioneiro angolano, é uma lenda associada à tradição cultural angolana. 


Lília Fonseca, 16 anos, Portugal, aluna do 11º CT1, do Agrupamento de Escolas do Fundão, lê "O Padre Vestido de Branco".

Lenda "O Padre vestido de branco", retirada do livro "Memórias dos Três Povos", de Henriqueta Forte, concelho do Fundão.

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