quarta-feira, 13 de outubro de 2021
Proibido, António Costa Santos
terça-feira, 5 de outubro de 2021
5 de Outubro - Implantação da República.
Tendo em conta que hoje, feriado, se comemora o dia da Implantação da República, publicamos um texto que nos foi enviado pela nossa aluna Margarida Fernandes do 12º LH. Obrigado pela tua contribuição, Margarida.
O feriado que acabamos de desfrutar, esta terça-feira, é referente à Implantação da República, um dos dias mais marcantes da história de Portugal, concretizado a 5 de outubro de 1910.
A República é um sistema político público, que dá valor à intervenção da sociedade na administração e gestão assídua da mesma, partindo dos interesses do seu povo. Este tipo de modelo político foi primeiramente sentido e posto em prática, ainda que não de forma tão aprimorada e profunda, na Roma Antiga. De acordo com Cícero, havia condições fundamentais para se evocar a República, entre elas: um número razoável de pessoas presentes na sociedade, os seus interesses em comum e o consenso do direito. Estes seriam os pilares na qual a República assentaria.
Mais tarde, o Sistema Republicano e o seu conceito foi lapidado ao redor do mundo, por Maquiavel e Montesquieu (entre outros), que afirmavam que este seria um regime onde todos os cidadãos teriam direitos e valores iguais na sociedade, podendo exercer o direito ao voto, para administrar, eleger, e proteger o bem público num determinado espaço temporal, e por isso, a República funde-se muitas vezes com liberalismo e democracia, onde o poder do Estado está nas mãos do povo. Esta ideia, que nasceu ainda no tempo da monarquia, originou várias revoluções por parte do povo, destinadas à obtenção dos seus direitos. Mais tarde, a influência dos valores republicanos fez-se sentir além-mar, nos Estados Unidos da América, onde a Constituição foi feita com destino a ser um “governo do povo, pelo e para o povo”.
No caso de Portugal, a 1ª República foi implantada a 5 de outubro de 1910, devido a uma época marcada pela instabilidade política, o mal-estar social e a grave crise económica, causadas pela subjugação dos interesses nacionais com a presença britânica, os gastos da família real, o poder da Igreja e a falta de laicidade do Estado, a incapacidade de desenvolvimento nacional e a ditadura de João Franco. Foram, justamente estes, os fatores que levaram à configuração de uma revolta, incentivada pelo Partido Republicano Português (criado em 1876), que culminou com o regicídio do Rei D. Carlos, na Praça do Comércio, em Lisboa.
A 1ª República teve como preocupação a pacificação do país, tomando medidas importantes, como a elaboração de uma Constituição (1911), a criação de uma Assembleia Nacional Constituinte, a garantia da segurança do Estado, promoção da laicização, generalização do acesso ao ensino e modernização, afirmação do sufrágio (quase) universal, permitindo com que a maior parte da população pudesse participar ativamente na vida política. O governo provisório contou com a participação de Teófilo Braga, Basílio Teles, António Luís Gomes, Afonso Costa, António José de Almeida, Correia Barreto, Azevedo Gomes e Bernardino. Mais tarde, após a aprovação da Constituição, Manuel de Arriaga foi eleito o primeiro Presidente da República Portuguesa. A partir desta data, os valores de igualdade de oportunidade, liberdade e possibilidade de mudar a sua condição a partir do esforço e mérito pessoal, foram essenciais para o avanço nacional.
2. https://ensina.rtp.pt/artigo/5-de-outubro-1910/
3. https://blog.science4you.pt/curiosidades/5-outubro/
4. https://www.parlamento.pt/Parlamento/Paginas/republica.aspx
5. https://www.infopedia.pt/$implantacao-da-republica
6. https://www.tribunaalentejo.pt/artigos/o-que-e-isto-do-5-de-outubro
segunda-feira, 5 de outubro de 2020
O 5 de outubro contado aos mais novos
Hoje juntamo-nos à comemoração da Implantação da República em Portugal, que decorreu a 5 de outubro de 1910 e trazemos, para os mais novos, alguns vídeos muito divertidos e que explicam este importante momento da História de Portugal.
- um vídeo dos amigos da casa do Zig Zag:
- um
vídeo do Festival de Animação de Lisboa em parceria com a Comissão Nacional
para as Comemorações do Centenário da República:
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
5 de outubro de 1910
sábado, 22 de agosto de 2015
CEUTA - 1415-2015
O seu objetivo era maior, era realizar o plano das Índias. Era o início de um processo duradouro, cujo objetivo último era chegar por mar ininterrupto à Índia, para trazer as muito apreciadas especiarias.
Ninguém acreditava que os mares comunicassem ininterruptamente. Todos acreditavam em monstrengos fatais! Nunca tinham visto nem enfrentado as ondas gigantescas, brutais massas de água, das tempestades marítimas como aquelas por que passaram! Não sabiam da existência dos povos e das terras a sul do cabo Bojador!Descobriram horrorizados as calmarias da zona do Equador!
Desconheciam o escorbuto!
Nunca tinham visto batatas, pimentos, bagas de cacau, bagas de café, tomate, feijões, melancias, melões, abóboras, mandioca, mangas, e tantos outras realidades!!!
E mesmo assim, e apesar de tudo isso, FORAM e não pararam até chegar à Índia, à China e ao Japão!!!
quinta-feira, 25 de junho de 2015
Independência de Moçambique
Faz hoje 40 anos que Moçambique se tornou uma República independente.
quarta-feira, 29 de abril de 2015
D. Leonor, mulher de D. João II
sexta-feira, 20 de março de 2015
Cartas do rei D. Carlos a João Franco
O livro de João Franco sobre el-rei D. Carlos
João Franco morreu politicamente com o homicídio do rei D. Carlos.
Mas sempre houve quem não tivesse esquecido essa figura incontornável da primeira década do séc. XX, que fora forçado a recolher-se na sua terra natal, Alcaide, após o infortúnio do regicídio. O jornalista João Paulo Freire entrevistara João Franco, em Alcaide, numa altura anterior, e recorrendo à sua memória e à História, redigiu e publicou em setembro de 1924 este livro, para que a memória de João Franco nunca caísse em esquecimento. Tentando ser imparcial, descreve as boas ações políticas de João Franco e a incompreensão imediata da oposição e tardia do rei.
É este livro que vai dar origem, no mês seguinte, em outubro de 1924, à publicação do livro escrito por António Cabral As cartas d'el-rei D.Carlos ao sr. João Franco.
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