Mostrar mensagens com a etiqueta filosofia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta filosofia. Mostrar todas as mensagens

domingo, 15 de junho de 2025

À descoberta do MEIAC - uma visita inspiradora (só) para amantes da Arte! 😉


No passado dia 12 de junho, os alunos de Espanhol do 10.º ano (iniciação e continuação), acompanhados por docentes de História, MACS e Filosofia e com o apoio da BECRE, partiram numa viagem cultural por Badajoz e Elvas. O principal propósito consistia em fortalecer a motivação pela língua espanhola, comparar o património arquitetónico, literário e paisagístico lusitano e espanhol, bem como pôr em prática os saberes sociolinguísticos aprendidos nas aulas. A viagem decorreu conforme planeado e foi notável o envolvimento e curiosidade dos alunos em cada espaço. 

A Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas do Fundão salienta como ponto alto desta saída a visita ao Museo Extremeño e Iberoamericano de Arte Contemporáneo (MEIAC) que ganhou uma dimensão especial graças à guia do Museu: uma profissional que se revelou humana, acessível, próxima dos visitantes e verdadeiramente empenhada em partilhar o encanto deste espaço. A sua forma de comunicar direta e sem artifícios, mas com enorme clareza e leveza, criou momentos de empatia com as obras e com os próprios alunos, que se sentiram à vontade para perguntar, refletir e emocionar‑se.

Instalado numa antiga prisão da Guarda Civil e inaugurado em 1995, o MEIAC assume-se num edifício de grande força visual, onde a antiga torre vermelha, testemunha de vigilância e austeridade, foi preservada e transformada: hoje, essa mesma torre é um símbolo de liberdade criativa, de transição de um espaço de controle para um ambiente de expressão viva e contemporânea. A escala intimista da sua arquitetura empresta outra densidade ao contacto com as obras.

No momento em que visitámos uma exposição temporária dedicada ao Holocausto e ao campo de concentração de Auschwitz, fomos confrontados com uma instalação artística especial. Sem recorrer a elementos grandiosos e complicados, a obra oferecia simplicidade e impacto: materiais brutos e objetos quotidianos associados aos movimentos dos perseguidos, combinavam-se para evocar presença e ausência, memória e silêncio. A nossa guia conduziu-nos com respeito, fornecendo contexto histórico, emocional e artístico, fazendo com que cada visitante, particularmente os alunos, entrasse em contacto sensível com esse capítulo sombrio da História.

No final, fomos agraciados com um exemplar de La Torre Roja, [A Torre Vermelha] oferecido gentilmente pela guia. Editado em 2025 para marcar os 30 anos do MEIAC, este livro traz textos de Ana Isabel Jiménez del Moral e de vários membros da equipa do museu, acompanhados por ilustrações magníficas de Gels Caletrío Rubio, natural de Plasencia. Com apenas 17 páginas em papel cartonado de grande qualidade, o livro oferece explicações simples, diretas e comedidas sobre a arquitetura do museu, a sua génese e missão. Apresenta também imagens de obras de artistas extremenhos e ibero‑americanos ligados ao acervo, num estilo de colagem discreta mas expressiva, capaz de captar atenção sem distrair.

Este volume já se encontra catalogado aqui, na Biblioteca Escolar, e pode ser consultado ou requisitado por toda a comunidade escolar. Recomendamos a sua consulta como uma forma de prolongar a visita, de revisitar o espaço com outros olhos e de reforçar os laços culturais entre as nossas regiões transfronteiriças.

Como ocorre habitualmente em saídas que privilegiam uma dimensão interdisciplinar, esta foi uma verdadeira visita de estudo, muito mais do que simples passeio turístico: foi prática linguística, confronto humano com a memória, aprendizagem da História, descoberta e emoção Estética, para além da partilha entre colegas (professores e alunos).

E com A Torre Vermelha, ficou uma recordação física que perpetua essas experiências e mantém acesa a relação transfronteiriça entre duas regiões de países irmãos. 

A Torre Vermelha - a capa.  
MEIAC - pormenor da visita guiada
MEIAC - Instalação artística sobre Auschwitz
MEIAC - interior do edifício

MEIAC - instalação artística inspirada na Natureza

MEIAC - interior do Museu

MEIAC - exposição temporária

 

 

A Torre Vermelha: o livro

sexta-feira, 22 de março de 2024

Democracia e Cidadania em debate

 Magnífico debate ontem, no Auditório II do AEF, promovido pela Biblioteca Escolar do AEF, através da Prof.ª Ana Brioso, num esforço de articulação entre as disciplinas de História A e de Filosofia. O debate envolveu os alunos de Línguas e Humanidades do 11.º ano e contou com as presença do nosso colega, Prof. Miguel Cardoso. A Luna Gamanho escreveu o seguinte texto, que nos dá conta do modo como decorreu a atividade. Agradecemos a todos os envolvidos, especialmente ao Miguel Cardoso, e esperamos que as conclusões dali saídas tenham um impacto significativo junto de todos os presentes.


Na passada quarta-feira, dia 20 de Março, o auditório 2 da escola Secundária foi palco de uma palestra fulcral — seguida de um debate proativo — dinamizada pelo professor de filosofia Miguel Cardoso que, em paralelo, é também encarregado de educação. Nesta ocasião, foram os alunos de línguas e humanidades do 11º ano que, numa articulação entre as turmas e as disciplinas de Filosofia e História A, tiveram a oportunidade de assistir, participar e, inevitavelmente, refletir acerca de uma cidadania democrática, crítica e empreendedora. Assim sendo, no âmbito das comemorações do quinquagésimo aniversário da Revolução dos Cravos, das recentes eleições legislativas e da decorrente Semana Aberta do Agrupamento, a apresentação foi realizada no sentido de conduzir os alunos a uma melhor compreensão do sistema eleitoral português, do conceito de democracia — e como este é aplicado à nossa realidade, nacional e europeia —, bem como a um pleno exercício de uma cidadania ativa mais consciente e menos ignorante, zeladora dos direitos e deveres de todos, inclusive e especialmente daqueles mais elementares, como o direito à liberdade de expressão.

Enquanto aluna presente na sessão, não posso deixar de realçar a tamanha importância de tal conversa, realizada como se de igual para igual. Afinal, somos nós — jovens — os cidadãos do futuro Portugal, mas também daquele presente; jovens que são cidadãos de hoje, de agora e não apenas de um futuro mais ou menos longínquo. Jovens que também merecem ser ouvidos e que, de igual modo, devem participar e compreender a vida política do país e do mundo.

[Luna Gamanho, aluna do 11.º ano]

quinta-feira, 17 de novembro de 2022

Dia Mundial da Filosofia

Celebrou-se hoje o Dia Mundial da Filosofia. Como habitualmente, os professores de Filosofia prepararam algumas atividades para relembrar a importância da mesma, especialmente nos dias que correm. Este ano, as comemorações passaram pela realização de uma conferência com a filósofa Ana Leonor, Professora na UBI, a construção de uma árvore com frases alusivas à disciplina e pela realização de um pequeno filme com frases filosóficas recolhidas pelos alunos. Deixamos aqui alguns exemplos que bem nos podem inspirar nos próximos meses.

segunda-feira, 15 de novembro de 2021

Dia Mundial da Filosofia: Prof. André Barata na Escola para falar de fake-news

No próximo dia 18 de novembro, terceira quinta-feira do mês, comemora-se, um pouco por todo o mundo, o Dia Mundial da Filosofia. No ano passado, o grupo de professores de Filosofia organizou, na Biblioteca, uma exposição de itens relacionados com filósofos e com a Filosofia. Neste ano, faremos ainda melhor: será um filósofo que estará na Escola para assinalar esse dia. É com muita satisfação que daremos as boas-vindas ao Professor André Barata, docente na Universidade da Beira Interior e, desde o passado mês de outubro, presidente da Sociedade Portuguesa de Filosofia.
O Professor André Barata já nos habitou à disponibilidade com que aceita os nossos convites. Realmente, esta é a segunda vez que vem à Escola partilhar o que pensa com alunos e professores. Há dois anos, no Dia Mundial da Filosofia, veio falar connosco sobre o sentido e a oportunidade da disciplina de Filosofia nos dias que correm. Já apoiou diretamente alguns alunos nossos no âmbito das pesquisas para os trabalhos sobre Temas e Problemas do Mundo Contemporâneo e da Cultura Científico-Tecnológica. Desta vez, vem falar sobre um tema que nos é muito querido aqui na Biblioteca: as notícias falsas e a importância da Filosofia no combate às notícias falsa. Infelizmente, devido ao contexto de pandemia só poderão estar presentes no colóquio duas turmas de alunos e alguns professores. No entanto, mais tarde, partilharemos aqui um resumo da conversa que iremos ter com o Professor, incluindo alguns textos com reflexões escritas pelos alunos e alunas presentes.
Para já, deixamos-vos um vídeo de uma entrevista a André Barata feita por um jovem entrevistador que poderias ser tu.

Bem-vindo Professor André Barata!

  Fonte:©https://www.youtube.com/watch?v=W9ZfZQu8WmM

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Novas aquisições em Filosofia

Olá interessados em Filosofia. Acabámos de receber livros que vos podem interessar. Visitem-nos, quando puderem.

sábado, 21 de novembro de 2020

O que é, para mim, a Filosofia?

 Ainda na sequência das comemorações do Dia Mundial da Filosofia, de que demos conta nas publicações do passado dia 19, a Alice Alvo, do 11ºLH, enviou-nos um pequeno áudio em que explica o que é para si a Filosofia. Talvez tenha particular interesse para os que ainda não são alunos de Filosofia...

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Exposição de marcadores alusivos ao Dia Mundial da Filosofia

 Na sequência do Dia Mundial da Filosofia, deixamos um pequeno registo fotográfico da exposição de marcadores de livros, desenhos e gravura produzidos pelos alunos de Filosofia da Escola. 

Desafio Filosófico do Dia Mundial da Filosofia

 

Neste dia em que se assinala o Dia Mundial da Filosofia, foi colocado o seguinte desafio aos alunos: «Poderá a Filosofia contribuir para que se alcance maior conhecimento em benefício do bem-estar da humanidade? Ou, pelo contrário, a Filosofia, através da crítica, impede o progresso desse conhecimento vital para todos nós?»

Publicamos a resposta do António Veríssimo, aluno do 11CT2

 Desde os primórdios, a Filosofia debate-se com o problema do conhecimento. Questões gnosiológicas e epistemológicas suscitam opiniões controversas entre os mais prestigiados filósofos. Um dos embates mais marcantes foi a questão da possibilidade do conhecimento e o problema da sua justificação. Neste último, podemos evidenciar dois flancos que defendem pontos de vista diferentes: os racionalistas, como Descartes, que defendem que o conhecimento pode ser justificado utilizando apenas a razão (“a priori”) e, por outro lado, os empiristas, como David Hume, que defendem que a única forma de justificá-lo é com o recurso à experiência (“a posteriori”). Isto, se o pudermos mesmo justificar… Quanto ao problema da sua possibilidade, a posição filosófica mais relevante é a do ceticismo, crença que defende que o conhecimento não existe, pois mesmo que acreditemos em algo verdadeiro, nunca o poderemos justificar. A propósito de conhecimento há ainda que perguntar: pode a Filosofia contribuir para que se possa alcançar maior conhecimento em benefício do bem-estar global? Ou, pelo contrário a reflexão e a crítica típicas da Filosofia fazem estagnar e retroceder o conhecimento?

Naturalmente, a filosofia não abrange só a área do conhecimento e, por isso, em todas as outras áreas filosóficas, quer seja na metafísica, na filosofia política, etc, pudemos observar, ao longo dos séculos, que umas tintas de filosofia foram fundamentais para o avanço e melhor compreensão de vários assuntos. Pegando na questão do conhecimento, podemos observar que existem diversos conceitos e questões abordadas que migram do mundo filosófico para a vida real e que têm mostrado vir a ser muito úteis no nosso quotidiano.

No entanto, ainda existem pessoas que defendem que a filosofia atrasa o conhecimento e impede a sua progressão. Para mim isto é, sem margem para dúvidas, falso. Imaginando que vivíamos num mundo completamente desprovido da crítica e reflexão, nunca haveria espaço para a progressão do conhecimento! Como poderíamos nós viver num mundo dogmático em que tudo o que disséssemos, quer estivesse certo ou errado, nunca era posto em causa? Resumindo, não haveria qualquer tipo de evolução intelectual ou espiritual e ficaríamos estagnados no tempo com os nossos supostos conhecimentos guardados para nós mesmos, em relação aos quais ninguém se atrevia a suspeitar da mais pequena dúvida. Assim, aquilo que faz alcançarmos um maior conhecimento é a inquietação de saber mais e expressarmos a nossa insatisfação sobre algo, até que esta “sede” de pôr tudo em causa se desvaneça com a verdade e realização pessoal. Descartes é o exemplo perfeito, na medida em que teve uma educação muito refinada num dos melhores e mais prestigiados colégios da Europa (La Flèche) - na altura, pouquíssimas pessoas tinham acesso a uma educação privada - e, mesmo assim, manifestou a sua insatisfação perante as “instituições do saber” que ele frequentara, pondo em causa todo o sistema de conhecimento da época. As deficiências que ele apontou ao «sistema de conhecimentos estabelecidos» exigiram a constituição de um novo sistema muito mais sólido e firme. Ou seja, foi a filosofar (assumindo uma postura de dúvida metódica) que ele assegurou a evolução e contribuiu para o alcance de um maior conhecimento. E que conhecimento!

Concluindo, a Filosofia contribui, na minha opinião, para que se alcance o maior conhecimento, em nome do bem-estar da Humanidade, pois não só nos permite ter ideias mais claras e firmes acerca do mundo, como também reformar o melhorar o conhecimento numa constante procura pela verdade.

[António Veríssimo (adapt.)]

A Nora Filosófica

A nora foi um engenho introduzido pelos muçulmanos na Península Ibérica que serviu durante anos e anos para retirar água dos poços e das cisternas.

A nora filosófica é um símbolo criado pela Lília Fonseca, do 11º CT1, que tem uma finalidade parecida. A nora filosófica convida-nos a entrar dentro de nós mesmos e, através da autorreflexão e da autocrítica, retirar as falsas crenças e os preconceitos que aí estão enraizados.

Em troca, no regresso dos alcatruzes, a nora traz-nos água fresca, quer dizer: novos conhecimentos, mais verdadeiros, bem justificados.

Obrigado, Lília. Feliz Dia Mundial da Filosofia!

 

sábado, 17 de outubro de 2020

Sessão sobre marcadores

Ontem a biblioteca foi ao 10ºCT1, a propósito de uma atividade com marcadores, na disciplina de Filosofia. Fomos explicar como fazer marcadores de livros criativos. Partilhamos as fotos! Sejam criativos! Quarta-feira, será com o 10ºCT2.



Mensagens populares

Mensagem em destaque

Um Arco-Íris de Histórias e Ciência na Biblioteca Escolar de Valverde

 Quando a magia dos livros se cruza com a ciência do quotidiano, o resultado é um dia inesquecível para os nossos alunos. Foi precisamente o...