Uma vez mais tivemos o Museu Arqueológico Municipal do Fundão no Agrupamento, reforçando a estreita ligação entre as duas instituições que já vem de há alguns anos. O motivo desta aula especial foi a cultura castreja e a romanização no concelho do Fundão e o grupo-alvo foram os alunos de História A, disciplina nuclear nos cursos de Humanidades. A iniciativa foi promovida pela Biblioteca do Agrupamento de Escolas do Fundão, através da Prof.ª Ana Brioso que faz parte da equipa que trabalha com os bibliotecários. Muito agradecemos ao Museu pela sua disponibilidade permanente. Aqui fica o filme dos acontecimentos e alguns comentários dos alunos presentes.
No dia 6 de janeiro, as turmas 10ºLH1 e 10ºLH2 participaram numa atividade com o Museu Arqueológico do Fundão, com a exploração da temática “Da cultura Castreja ao legado da Romanização no Concelho do Fundão”. Esta atividade realizou-se na escola, dando seguimento à visita de estudo realizada ao museu, no passado dia 6 de dezembro. Considero que foi uma iniciativa muito enriquecedora, onde tivemos a oportunidade de aprofundar os nossos conhecimentos e adquirir novos, relativamente a todo o processo complexo da Romanização.
[Joana Mendes – 10ºLH1]
O museu, mais uma vez, aliou-se à escola com o intuito de nos informar e também mostrar um pouco mais acerca do legado romano no nosso concelho. Com a contextualização inicial do diretor do Museu Arqueológico do Fundão, Dr. Pedro Salvado, e a informação posteriormente dada pela arqueóloga Joana Bizarro e o engenheiro Pedro Mendonça, o museu conduziu uma sessão informativa e interativa para os alunos do 10° ano de Línguas e Humanidades e 9º ano INOVA. Tivemos oportunidade de tocar e ver de perto alguns vestígios encontrados nas escavações arqueológicas realizadas no concelho. Para além disso, o Museu ainda nos convidou a participar no programa de escavações a realizar durante o verão, que se afigura como uma oportunidade sem igual e enriquecedora não só para alunos de Humanidades, mas também para todos os voluntários interessados. Resta-nos agora agradecer à professora Ana Brioso, e ao Museu Arqueológico do Fundão, pela agradável sessão.
[Luna Gamanho 10º LH1]
Gostei bastante da atividade e fiquei interessado pelo projeto das escavações, do qual tenciono fazer parte, penso que atividades deste género são muito boas e adequadas ao curso que escolhi.
[David Santos LH1]
Ao participar nesta atividade consegui perceber a fantástica relação entre o Museu e a Comunidade, mostrando-se disponíveis, a ouvir, a ajudar e sobretudo a perceber o rico património arqueológico presente no Fundão. Explicaram o seu trabalho no museu, a arqueologia, que se ampara nas escavações, feitas no exterior, e o trabalho realizado dentro do museu, também de precisão, para analisar as peças e se preciso restaurá-las. Referiram locais de exploração arqueológica da cultura castreja, como a Covilhã Velha, onde haveria estruturas circulares das casas, como a Covilhã Velha, ou o Povoado de São Brás onde encontraram muralhas e fragmentos de cerâmica e a Argemela com duas linhas de muralhas muito bem consolidadas. Já sobre o período romano foram referidas as Quintas da Torre onde em escavações foi descoberto um antigo lagar romano, onde foram encontrados mais de 6 kg de grainhas de uva, um feito internacional evidenciado no Fundão, pois facilita o trabalho dos investigadores, possibilitando conhecer a qualidade do vinho que aqui se produzia. Estou muito agradecido por esta iniciativa, à minha professora e a todos os elementos do museu, que me proporcionaram uma experiência que me vai ajudar para o meu futuro profissional e para poder preservar e observar o património castrejo e romano, como ele merece, para percebermos melhor o nosso passado, para evoluirmos no futuro.
É um hábito que vem de longe, de muito longe mesmo, a colaboração ativa e frequente entre o Agrupamento de Escolas do Fundão e o Museu Arqueológico Municipal do Fundão. O Museu vem a qualquer uma das escolas do Agrupamento, sempre que é necessário, e as escolas vão ao Museu sempre que precisam de enriquecer qualquer aspeto das disciplinas que envolvem a atividade museológica. Até já podíamos fazer um filme com as atividades que se têm desenvolvido, desde a participação dos alunos nas escavações arqueológicas, à produção de fogo como na Pré-História, passando pela poesia de Fernando Pessoa ou pela visita guiada ao Fundão do tempo das revoluções liberais.
Esta tradição voltou a acontecer na passada terça-feira: para consolidar conteúdos sobre a romanização, o Museu foi a Escola dos alunos de História A. Agradecemos aos nossos amigos Joana Bizarro e Pedro Mendonça a visita guiada, e à Professora Ana Brioso que inspirou a atividade em articulação connosco. Fica o filme dos acontecimentos e o registo escrito dos alunos sobre a atividade:
A Visita de estudo ao Museu arqueológico José Monteiro no dia 6 de dezembro, no âmbito da disciplina de História A, foi guiada por dois técnicos do Museu Arqueológico, a arqueóloga Dra. Joana Bizarro (na turma LH2) e pelo Engenheiro Pedro Mendonça (na turma LH1). Começou com a apresentação detalhada do Menir e da Estela que se expõem à entrada do Museu. Foi feita uma introdução ao papel do Museu como um espaço de cultura e de construção da nossa memória coletiva, através da exposição e preservação dos vestígios encontrados nosso concelho, desde o período Paleolítico ao período Romano. Ao longo da visita pelas diversas salas foi possível selecionar algumas peças para uma análise mais profunda, sendo possível aos alunos seguir a sua trajetória desde o local onde foram encontrados até se tornarem peça do Museu, um espaço privilegiado de produção de conhecimento. De acordo com o plano da visita, foi dada enfase especial ao acervo do Período Romano, no que diz respeito ao povoamento, quotidiano e epigrafia, permitindo analisar a relevância do legado político e cultural clássico para a civilização ocidental, nomeadamente a nível da administração, da língua, do Direito, do urbanismo e da arte. A opinião dos alunos foi muito favorável, manifestando muito interesse ao longo da mesma.
[Prof. Ana Brioso]
Além de já ter ido inúmeras vezes ao museu, foi apenas desta vez que consegui reparar em vários pormenores que até aqui ainda não tinha reparado, como as gravuras no Menir e na Estela que vemos logo à entrada do Museu, onde gravaram objetos do quotidiano, como espelhos, armaduras, espadas. Na parte do paleolítico (pré história), adorei saber que há no concelho do fundão gravuras que só se podem ver numa certa altura do ano (verão), e que estão tão perto de nós e nunca tivemos a curiosidade de visitar esse local. Surpreendeu-me também a estátua presente na sala da época romana, que representa a intensa atividade agrícola nesta região, principalmente a nível vinícola, estátua esta é hoje em dia o logotipo e a imagem de marca da Adega Cooperativa do Fundão. Também achei interessante o facto de na minha aldeia (Fatela) haver vestígios do Império Romano, como uma lucerna encontrada nas Chafurdas, que serve para iluminação. Com a visita ao museu, fiquei com a impressão que já se descobriu tanto sobre a romanização na nossa região, mas ainda falta descobrir mais, era preciso realizar-se mais escavações no concelho para se encontrar mais vestígios da presença dos romanos nesta zona, embora essa já seja comprovada pelo que já se descobriu, nomeadamente, nas quintas do Ervedal (Castelo Novo), Capinha, Fatela, Alcongosta, Quintas da Torre, Pêro Viseu e tantas outras terras que ainda não foram exploradas e deviam ser.
[Nuno Fians, 10LH2]
O Império Romano claramente deixou, lenta mas eficazmente, as suas marcas na nossa região rural e afastada dos circuitos comerciais do litoral. A integração da área a sul do Tejo não foi demorada, mas a conquista da zona entre Tejo e Douro já o foi, sobretudo devido à resistência dos Lusitanos, por isso os romanos tiveram de ser pacientes, persistentes, determinados e, de certa maneira, tolerantes na sua conquista. Trouxeram a língua, a arte, o direito e a religião, desenvolveram a nossa economia e criaram uma nova organização político-administrativa, assim como também renovaram as cidades já existentes e criaram novas (urbanismo).
[Luna Gamanho, 10LH2]
Achei interessante a maneira como o guia do museu explicou a história envolvida em cada um dos artefactos que mostrou, e também de vermos de tão perto cada artefacto como as pontas de lança, as primeiras cestas e os primeiros indícios da cerâmica.
[João Oliveira,10LH1]
Um dos aspetos de que eu mais gostei na visita ao museu foi a forma de comunicação dos guias e a forma como eles explicavam e interagiam connosco. Também gostei muito da forma como o museu está dividido por épocas e cronologicamente. Por fim, o aspeto que mais me interessou foi o programa de escavações arqueológicas que o museu vai retomar na Quinta do Ervedal no qual cada um de nós pode ser voluntário e participar.