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quarta-feira, 22 de maio de 2024

Nada de bom vem da guerra

 A pedido do jornal escolar "Olho Vivo", publicamos o seguinte poema que, por falta de espaço, não pode fazer parte do último número daquele jornal.


Nada de bom vem da guerra


Nada de bom vem da guerra

Dos prédios em chamas que engolem a terra

Da mãe que pelos filhos berra

Mas marcham avante os soldados

Meros fantoches amedrontados

Com a morte controlados


O sol, mesmo assim brilha radiante, ilumina os corpos sangrentos


Que os de poder sedentos

Mandaram á pressa para a trincheira

Luz o sol sobre o fim de uma vida inteira

Que agora se dissolve em tons de escarlate

As crianças, tiradas á força do colo das mães

A mando, foram para o abate

Trocando a infância por mais terra e bens


Reviram os olhos, que já mal vida conseguem ter

Cientes que é isto o que é morrer

Pedem perdão pelo que nunca fizeram

Por não ter tempo de o fazer


Cobertas de sangue as mãos que nunca culpa disto tiveram


Suspiram pela morte

Não esperam


E é ao segurar a mãe, que pelos seus mortos filhos berra

Que se sabe com certeza que nada de bom vem da guerra


Joana Martins, aluna do 10LHCSE

quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

"O Inverno", de Eugénio de Andrade por Ana Mesquita (com a mãe)

Damos voz aos "Versos de Eugénio", com a leitura do poema "O Inverno", de Eugénio de Andrade, por Ana Mesquita do 10CT3 e sua mãe. Assim se celebra o Centenário do nascimento do autor.

Leonor Lopes lê "Os Amantes sem dinheiro" de Eugénio de Andrade

Desta vez, foi a docente Leonor Lopes a ler um poema de Eugénio em "Dar Voz aos Versos de Eugénio". Assim se celebra o Centenário de Eugénio de Andrade.

"As Palavras", de Eugénio de Andrade por Nuno Fians

Continuamos a celebrar o Centenário de Eugénio de Andrade. Desta vez, é o Nuno Fians que nos traz a leitura do poema "As Palavras".

"A Sílaba" de Eugénio de Andrade, por Judite Gonçalves

Continuamos a "Dar Voz aos Versos de Eugénio" com a leitura do poema "A Sílaba", de Eugénio de Andrade, por uma das assistentes operacionais da nossa biblioteca, Judite Gonçalves.

"Urgentemente" de Eugénio de Andrade, por Maria Ferreira do 10CT2 (com o irmão)

O Departamento de Línguas do Agrupamento de Escolas do Fundão celebra o Centenário do nascimento de Eugénio de Andrade, dando "Voz aos Versos de Eugénio", desta vez com o poema "Urgentemente", lido pela aluna Maria Ferreira do 10CT2, com o seu irmão, Tomás Ferreira.

"Caminha sílaba a sílaba", Eugénio de Andrade por Matilde Manique 10CT3 (com o pai)

O Departamento de Línguas do Agrupamento de Escolas do Fundão continua a celebrar o Centenário do nascimento de Eugénio de Andrade, dando "Voz aos Versos de Eugénio", desta vez com o poema "Caminha sílaba a sílaba", lido pela aluna Matilde Manique do 10CT3, com o seu pai. 

quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

"As poucas palavras" de Eugénio de Andrade, por Sara Gonçalves (com a mãe)

O Departamento de Línguas do Agrupamento de Escolas do Fundão celebra o Centenário do nascimento de Eugénio de Andrade, dando "Voz aos Versos de Eugénio", desta vez com o poema "As poucas palavras", lido pela aluna Sara Gonçalves do 10CT2, com a sua mãe.

"Mulheres de preto" de Eugénio de Andrade, por João Teodósio do 12CT2

O Departamento de Línguas do Agrupamento de Escolas do Fundão celebra o Centenário do nascimento de Eugénio de Andrade, dando "Voz aos Versos de Eugénio", desta vez com o poema "Mulheres de preto", lido pelo aluno João Teodósio, do 12CT2.

"Urgentemente", Eugénio de Andrade por Beatriz Diogo do 10CT3 (com o irmão)

O Departamento de Línguas do Agrupamento de Escolas do Fundão celebra o Centenário do nascimento de Eugénio de Andrade, dando "Voz aos Versos de Eugénio", desta vez com o poema "Urgentemente", lido pela aluna Beatriz Diogo do 10CT3, com o seu irmão.

"As Palavras", de Eugénio de Andrade, pela turma INOVA 9

O Departamento de Línguas do Agrupamento de Escolas do Fundão celebra o Centenário do nascimento de Eugénio de Andrade, dando "Voz aos Versos de Eugénio", desta vez com o poema "As Palavras", lido pela turma INOVA 9.

terça-feira, 17 de janeiro de 2023

quinta-feira, 10 de março de 2022

Dar Voz à Poesia de Saramago por Carolina Cerdeira

Esta semana celebra-se a leitura e este ano celebra-se o Centenário do Nascimento de José Saramago. Desafiada pela docente Cesaltina Neves, a Carlonia Cerdeira, do 11ºCT2, traz, numa voz melodiosa, uma belíssima leitura do poema "Onde a sombra de ti" do livro Poemas Possíveis. Ora escutem com atenção:

terça-feira, 8 de março de 2022

"Livro", um poema de Alice Santareno

Mais um desafio aceite pela Alice Santareno do 7ºA - escrever um poema sobre a leitura.

Obrigada, Alice! É maravilhoso!

Livro:

Quando abro uma página 
Quero logo navegar noutra
Mergulho no meio das letras
Pois sinto as personagens a falar comigo,
Dizendo: «Lê mais, faz bem!».
E eu, lá tenho de respeitar
Quando dou por mim, a história está quase a acabar!

Às vezes, estou num bosque com criaturas medonhas,
Ou num oceano profundo
Mas sempre que leio um livro,
A curiosidade aumenta
E sinto-me noutro mundo.
     
                                                [Alice Santareno, 7ºA]

"Dia Internacional da Mulher", um poema de Margarida Pais, do 8ºA

Hoje trazemos um poema da Margarida Pais, do 8ºA. Não esquecemos o Dia Internacional da Mulher na Semana da Leitura. Gratos à Margarida e à docente Rosa Antunes.
Dia da Mulher

segunda-feira, 7 de março de 2022

"Dar Voz à Poesia de Saramago"- Leonor Brito lê "Baralho" de José Saramago

Desta vez, foi a Leonor Brito, do 11º CT1 (da docente Cesaltina Neves), que aceitou o desafio de ler um poema de José Saramago. É o poema "Baralho" dos Poemas Possiveis. Ouçam com atenção!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

Penso e escrevo - "Poço sem fundo", de Alice Santareno

Hoje trazemos um poema que a Alice Santareno, do 7ºA, nos enviou. E que bem escrito! Parabéns Alice e continua a escrever. Queremos conhecer e dar a conhecer mais textos teus!

Poço sem Fundo


Consigo imaginar,
É um poço sem fundo,
Tudo o que está lá dentro,
É uma coisa de outro mundo.

A imaginação está sempre aberta,
Algo entra na minha mente,
São ideias que tiro daquele poço,
Pois consigo entrar e sair livremente.

Observo paisagens lindas,
Personagens encantadoras,
Reis e rainhas,
E aventuras tentadoras.

É uma folha de papel,
A girar e a dançar,
Conta-me histórias extraordinárias,
Figuras a preto e branco para pintar.

É o mundo da imaginação,
A chamar e a falar,
Gosto de apreciar a vida,
Pois esta é uma página a cores,
Com muitas aventuras a sussurrar.

Alice Santareno 7A

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