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sábado, 18 de novembro de 2023

Frescos na cidade universitária de Coimbra, aqui na nossa Biblioteca!

 Decorreu no passado dia 16, aqui na Biblioteca, a palestra «Os frescos na cidade universitária de Coimbra como reflexo da ideologia estado-novista». A palestrante, convidada pela Professora Ana Brioso, elemento da equipa desta Biblioteca, foi a Dr.ª Diana Salvado, mestranda em História de Arte e membro do Centro de História da Sociedade e da Cultura da Universidade de Coimbra.

A palestra foi do inteiro agrado dos alunos de 11.º ano, graças à jovialidade e brilhante capacidade de comunicação da Dr.ª Diana Salvado, que demonstraram grande interesse ao longo da sessão e uma postura irrepreensível, movidos pelo excelente trabalho de investigação apresentado. Trata-se de um estudo sobre cinco pinturas a fresco que revestem os átrios do Departamento de Matemática, da Faculdade de Medicina e da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, obra do Regime do Estado Novo, pensadas e concebidas para exprimir os seus próprios valores, instrumentalizando a arte como um meio de exposição e imposição ideológica.

Para a Professora Ana Brioso, foi possível fazer uma reflexão sobre os valores da liberdade de criação artística, proporcionados pela revolução do 25 de abril de 1974, em oposição aos veiculados pelo regime do Estado Novo. Revelou-se ainda muito interessante reunir alunos de diversos percursos escolares (profissional (DCG) e regular (LH e AV) em torno de uma temática comum.

Obrigado, Dr.ª Diana! Contaremos sempre consigo.


segunda-feira, 8 de maio de 2023

Alunos de Humanidades celebram abril em Tertúlia com Ex-Combatentes da Guerra Colonial no Casino Fundanense

"No dia 4 de maio, cerca de 40 alunos das  turmas 10° LH2 e 12°LH do AEF, participaram numa Tertúlia inserida no programa das comemorações do 25 de abril da CMF, com um grupo de antigos combatentes   na guerra colonial, na sala de Imprensa do casino do Fundão. A atividade começou com um momento musical com a canção “Menina dos Olhos Tristes” interpretada pelos alunos Dinis Pereira (piano), Nuno Fians e Fabiana Robalo (vozes), seguido pela  declamação de poemas alusivos à Guerra Colonial  e à Paz (Luna Gamanho, Mariana Cunha, Carolina Carvalho e  Lara Faísca do 10º LH2 e Laiz Motta do 12º LH). Acompanhados pela projeção de algumas imagens de cenários da Guerra Colonial, num ambiente bastante informal, os oito ex-combatentes  presentes, da Covilhã e Fundão, testemunharam na 1º pessoa, com realismo e emoção,  a sua experiência na guerra colonial, iniciada em 1961 e que tirou a vida a cerca de dez mil soldados, e que só terminaria após a revolução do 25 de abril de 1974.

Durante cerca de duas horas foi possível conhecer como foi viver e lutar em circunstâncias muito adversas em  três teatros geograficamente distintos, em Angola, Moçambique e Guiné e nas suas consequências humanas que ainda persistem, como o stress pós-traumático.

A atividade terminou  com a música “Grândola Vila Morena”, de Zeca Afonso, cantado por todos."                       

                                                                                             [docente Ana Brioso]


"Achei esta tertúlia bastante interessante e esclarecedora, pois com ela conhecemos vários aspetos desta guerra de tão difícil abordagem e em diversas perspetivas, como a militar e humana, com o arrepiante testemunho de cada militar, fazendo-nos ter uma ideia de como eram aqueles tempos de guerra e valorizar a importância da PAZ. A interação gerada no debate foi muito interessante, pela forma com que os ex-combatentes partilharam as suas memórias, ainda muitíssimo fortes, mesmo sendo amargas, de sofrimento e perda, tendo conseguido não as silenciar, mas falar sobre elas, o que foi para nós bastante emocionante, ao vermos como viveram por dentro da guerra, cujo quotidiano tão doloroso sentiram na pele. São memórias que gostámos de conhecer, pois é com elas e com os documentos que é possível conhecer este período tão difícil da nossa História."
                                                                                                  [Mariana Cunha, 10º LH2]

domingo, 23 de janeiro de 2022

Uma "Conversa Aberta" sobre migrações e cidadania com os alunos do 12º ano

No passado dia 18 de janeiro recebemos, no auditório da Biblioteca, o Dr. Pedro Salvado - Diretor do Museu Arqueológico do Fundão, para falar sobre migrações e cidadania aos alunos do 12º ano. A importância, atualidade e pertinência do tema foram bem visíveis nas palavras que alguns alunos escreveram após esta "Conversa Aberta" promovida pela docente de História A e elemento da equipa funcional da Biblioteca, Ana Brioso.

Reproduzimos em seguida algumas das reflexões elaboradas pelos alunos presentes. Obrigado alunos e professora!

 «Recebemos no dia 18 de janeiro no auditório 2 do AEF o Dr. Pedro Salvado, diretor do Museu arqueológico do Fundão, no âmbito de uma “Conversa aberta” sobre o assunto “Migrações e Cidadania”, destinada aos alunos de 12 ano de Humanidades e outros interessados, para debater um assunto de extrema relevância na nossa sociedade e até mesmo cidade, visto que somos um grande polo de acolhimento no nosso país e na Europa, tendo sido o Fundão a primeira cidade a voluntariar-se a receber um grupo de pessoas em mobilidade, que deveriam ser respeitadas e não discriminadas. Falámos sobre os nossos movimentos migratórios desde o início da história, mostrando que é natural do ser humano mover-se em busca de melhores condições de vida, e visto que este hábito está enraizado em nós, devemos também aceitar os movimentos dos outros, sem impor restrições territoriais e sociais contra estas pessoas, que no fundo procuram apenas por um local seguro e um ponto de paz, onde possam restabelecer a sua saúde mental (visto que passam por episódios traumáticos e dirigem-se a um local totalmente desconhecido a nível cultural para eles, o que aumenta a ansiedade e o medo de ser rejeitado), e voltar a ter uma vida “normal”, buscando sempre melhorar as suas condições. Falámos do nosso futuro, e concluímos que a nossa geração é um ponto de partida para uma maior evolução em relação a estas questões, e que devemos estar conscientes do nosso papel na sociedade e progressivamente consciencializar os que nos rodeiam, visando melhorar as relações entre povos e destruir muitos dos preconceitos. Por outro lado, falámos também da religião e da sua importância no mundo contemporâneo, onde a maior parte das guerras que se prolongam até hoje têm como característica as rivalidades religiosas entre povos. A situação pandémica também foi enunciada e o conceito de globalização, pois muitas vezes julgamos que as coisas acontecem só aos outros países e que a União Europeia e os seus membros, “prósperos e evoluídos”, jamais teriam de enfrentar este tipo de problemas, uma vez que anteriormente fomos “senhores do mundo” (destacando o papel da península ibérica nos Descobrimentos e expansão “civilizadora”). Temos a ilusão de que aquilo que acontece com os outros não nos diz respeito, mas a situação pandémica só veio acentuar a ideia de que tudo o que acontece no “nosso globo” é responsabilidade de todos, e deve ser uma questão importante para todos os países, povos e culturas, seja na Ásia, África, América... ou mesmo na nossa União Europeia. Apelou a um dos aspetos do desejável perfil dos alunos, para que seja Respeitador da diferença/ do outro, pois aprendemos a dar mais valor ao papel do outro na nossa sociedade e a respeitar/valorizar as diferenças e necessidades de cada um. É um tema bastante importante e que deve ser cada vez mais propagado, para que seja breve a meta de atingir uma sociedade pacífica e respeitadora, mais empática no que toca a compreender a situação do outro e a mostrar-se disponível a uma maior entreajuda social.» 
Margarida Fernandes, 12 LH

«Ficámos a conhecer a importância e relevância do Fundão relativamente ao acolhimento dos migrantes. O Dr. Pedro Salvado sensibilizou-nos para a importância do respeito pela diferença porque ajudou-nos a perceber a importância de acolher estas pessoas e fazê-las sentir em casa, não só refugiados como outro tipo de migrantes. Afinal de contas, a migração já vêm desde a época da pré-história, onde todos precisavam de se mover para sobreviver, e onde começou a difusão da espécie humana ao redor do mundo.»
Ana Teixeira, 12 LH

«Pois esta palestra deu-nos conhecimento sobre o tema das migrações, que não é só um tema atual, mas algo já recorrente ao longo da história do mundo. Foi feito um apelo para ajudarmos e respeitarmos os imigrantes, uma vez que, chegar a um país novo, totalmente diferente, onde não se conhece o idioma, a cultura ou alguma pessoa, pode ser assustador e um grande desafio. Um grande problema que muitos imigrantes enfrentam quando mudam para outro país é o racismo e a xenofobia, e esta apresentação incentiva-nos a respeitar os outros e tentar ajudá-los o máximo possível.»
Bárbara Sanches, 12LH/AV

«A Conversa Aberta com o Dr. Pedro Salvado levou-nos a refletir acerca dos outros, da maneira como tratamos e vemos os que nos possam parecer “diferentes”, e a forma como contribuímos para ajudar, que por vezes pode- nos parecer “ suficiente”, quando na verdade podem existir formas melhores e mais produtivas de o fazer.»
Carolina Falcão, 12LH/AV

«Como eu estava em isolamento e por isso a assistir online, não foi possível ouvir “inteiramente” a palestra “Migrações e Cidadania” apresentado pelo Dr. Pedro Salvado. No entanto, através do PowerPoint apresentado, destaco que foram debatidos os conceitos de emigração, imigração, refugiados, mobilidade humana. Foi referido que as migrações não são um fenómeno apenas atual, existiram desde a pré-história e da proto-história, passando pela expansão do Império Romano, as Invasões Bárbaras, a expansão portuguesa.»
Carolina Mateus, 12LH/AV

«Foi um gosto saber que o Fundão a nível nacional teve e tem a coragem e capacidade de acolher pessoas vindas de outros países (imigrantes), pessoas estas com histórias de vida horrendas em alguns casos e que neste momento somos um município que acolhe estas pessoas e tem mais de 56 nacionalidades cá instaladas.»
João Miguel, 12 LH

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