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domingo, 15 de setembro de 2024

Bom Ano Letivo e Feliz Dia de Santa Luzia

Celebra-se hoje o dia da romaria de Santa Luzia, uma das maiores manifestações religiosas da região do Fundão.

A este propósito, recuperámos a atividade dinamizada pela Prof.ª Maria João Baptista no passado ano letivo que aconteceu depois da realização do workshop "A Ciência nas Flores de Santa Luzia", em articulação com a Biblioteca Escolar, o Plano Nacional das Artes, o Departamento de Ciências Experimentais e o Departamento de Línguas. A atividade foi possível graças à formadora Daniela Gonçalves, uma ex-aluna do Curso Profissional de APS do AEF que trabalha na Casa da Romaria de Santa Luzia, no Castelejo.

Cada aluno do 11.º CT2, construiu uma flor de Santa Luzia, depois de ouvir a sua história, identificando os constituintes comuns aos das flores naturais, bem como a classificação das plantas com flor (angiospérmicas) em monocotiledóneas e dicotiledóneas. Durante a semana do Agrupamento, foi realizada uma exposição na biblioteca do AEF, integrando as flores construídas, a "ciência" das flores de romaria e as quadras realizadas por diversos alunos.

Aqui ficam algumas imagens com os nossos votos de um bom ano letivo a todos os que integram o AEF e um feliz Dia de Santa Luzia.

Santa Luzia

CN

CN

CNCN
 
Flores

segunda-feira, 19 de junho de 2023

Agora, os Jogos "Sem Fronteiras" são no AEF!

O grupo de Educação Física do Agrupamento de Escolas do Fundão, organizou e realizou os primeiros Jogos Sem Fronteiras do nosso estabelecimento de ensino. A iniciativa teve em consideração o facto de, cada vez mais, para aqui terem vindo a aprender pessoas de origens distantes e diversas, pelo que se colocou a tónica na matriz multicultural que o Fundão tem vindo progressivamente a evidenciar e que sempre contou com o apoio da Escola, agora através do Desporto. Aqui fica o "relato" dos primeiros Jogos Sem Fronteiras do AEF, num texto redigido pelo Prof. João Alexandrino.

 «O mundo está em constante mudança. A migração é um fenómeno que cria desafios e exige uma resposta social conjunta, tendo em consideração tanto as necessidades dos migrantes quanto as preocupações das comunidades recetoras. Além disso, vivemos numa época de revolução digital. Por estes e outros motivos, consideramos ser fundamental estimular a cooperação e a solidariedade através das relações humanas pois desempenham um papel crucial na construção de comunidades fortes e resilientes.

Saliento que o Agrupamento de Escolas do Fundão tem alunos de 21 nacionalidades diferentes, são 115 estudantes, constituindo-se como aproximadamente 10% do total de alunos. Consta no projeto educativo a missão de dotar os cidadãos do concelho do Fundão de competências e conhecimentos necessários à sua integração plena numa sociedade em constante mudança, respeitando a diversidade cultural dos diferentes estudantes.

A atividade Jogos Sem Fronteiras surgiu no seguimento de várias dinâmicas desenvolvidas durante o ano letivo no Agrupamento de Escolas do Fundão. O projeto do Clube de Cricket levou a que o agrupamento estivesse representado em Lisboa no primeiro torneio da modalidade em escolas de Portugal. Nas sessões semanais deste clube de Cricket juntámos o grupo de Badminton do Desporto Escolar e foram ainda incluídos os alunos do Brave Generation Academy. Com este paradigma da prática desportiva culturalmente praticada por jovens de outros países, como por exemplo Índia e Afeganistão, integrada com uma modalidade enraizada em Portugal, aferimos que o desporto se constitui como um meio favorável à integração. Independentemente da sua origem, os alunos foram-se revelando mais alegres e integrados. O número de participantes nessas sessões foi aumentando significativamente bem como a sua heterogeneidade. Este modelo de integração suscitou interesse como objeto de estudo para tese de Doutoramento de uma colega da Universidade do Porto.

Aferindo nós a pertinência e sucesso de iniciativas desportivas na integração de jovens, através da promoção de sinergias entre instituições, foram também dinamizadas atividades de futsal entre o Agrupamento de Escolas do Fundão, Associação Desportiva do Fundão, Abrigo de São José e a Guarda Nacional Republicana. Estes momentos irão ficar guardados nas memórias dos jovens pois desafiaram alguns dos seus heróis. Todas estas experiências contribuíram para a formação de cidadãos mais preparados, saudáveis e envolvidos na comunidade.

Enaltecendo a importância destas ações, o grupo de Educação Física dinamizou no passado dia catorze a primeira edição dos Jogos Sem Fronteiras. A atividade também promoveu o ecletismo desportivo, incluindo as modalidades de Cricket, Basquetebol, Râguebi, Ténis, Dança e Jogos Tradicionais Portugueses. Com práticas tão variadas, apelou-se ao desenvolvimento físico holístico bem como à descoberta de novos interesses desportivos. A iniciativa foi desenvolvida no Parque Desportivo do Fundão para promoção de novos espaços e interesses. Derrubam-se barreiras e limites aos muros da escola por forma a motivar os jovens para que no seu quotidiano optem por um estilo de vida fisicamente ativo e saudável.

A ação contou com 140 pessoas sendo que, cem foram jovens que residem no concelho do Fundão, independentemente da sua origem, estrato social, etnia, cor, raça, religião, idade, nacionalidade e outras características. Estiveram ainda envolvidas quarenta pessoas que colaboram em instituições que direta ou indiretamente trabalham com jovens do nosso concelho e que entenderam a pertinência da atividade. Foram assim promovidas sinergias entre 15 instituições e/ou projetos do município, pois o desafio da integração requer um esforço coletivo para criar um ambiente inclusivo, de igualdade e respeito para todos.

O grupo de Educação Física agradece pelo imprescindível apoio e colaboração da direção do Agrupamento de Escolas do Fundão e, também ao projeto Bem-vindos à Escola, ao projeto Escola Amiga dos Direitos Humanos, aos projetos de Comunidade, Badminton e Futsal do programa de Desporto Escolar, ao Centro para as Migrações, ao projeto Matriz E8G, à Obra de Socorro Familiar Abrigo de S. José, ao Brave Generation Academy, à Guarda Nacional Republicana, à Associação Desportiva do Fundão, à Câmara Municipal do Fundão, à União de Freguesias do Fundão, à Rádio Cova da Beira e ao Jornal do Fundão.

Os indicadores aferidos da atividade foram excelentes, especialmente pelo ambiente de partilha estimulante e alegre durante os Jogos Sem Fronteiras. Numa próxima edição pretendemos envolver ainda mais jovens e instituições do Fundão porque a união faz a força!»


[Texto e filme: Prof. João Alexandrino]
[Enviado pela Prof.ª Cristina Cruz]

sábado, 22 de abril de 2023

Zeladores do património

 Alguns do nossos alunos tornaram-se agora zeladores de património, na sequência de uma visita ao Palacete Vaz de Carvalho, na Rua da Cale, aquando das comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, de que aqui demos conta. Esse facto é contextualizado neste texto, enviado pela Prof.ª Ana Brioso, elemento da equipa da Biblioteca Escolar, a que acrescentamos algumas fotografias e filmes da autoria dos alunos da turma LH2 do 10º ano. Parabéns, novos zeladores do património, e bom trabalho nesse desafio!


O Museu Arqueológico Municipal José Monteiro em articulação com a Divisão de Ordenamento e Planeamento do Município do Fundão e o Agrupamento de Escolas do Fundão associaram-se às comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios este ano sobre o tema: “Património e Mudança” enquanto “oportunidade de reforçar as questões de salvaguarda, de inovação e de compromisso com a herança comum que nos une enquanto fatores de identidade e de esperança”.
O programa, iniciou-se a partir das 16h00 do dia 18 de abril, com a participação ativa dos alunos da turma 10ºLH2 do AEF, junto à fachada exterior do Palacete Vaz de Carvalho, do Séc. XVII, situado na rua da Cale, com a descodificação histórica do mesmo feita pelo aluno Nuno Fians, que informou que foi mandado construir em 1735, pelo Desembargador do Paço José Vaz de Carvalho (c.1675-1752), cuja ação foi fundamental para a criação do Município do Fundão e sua elevação a vila. Passou-se à visita interior ao edifício, feito pelo Dr. Pedro Salvado, diretor do Museu Arqueológico e pela arqueóloga, Dra. Joana Bizarro. Puderam ser vistos alguns vestígios resultantes da investigação arqueológica feita no local, atestando uma possível ocupação desde espaço urbano desde a época romana, dada a presença de fragmentos de tegolas. Seguiu-se a conversa aberta em torno da Fonte oitocentista no jardim exterior, já reabilitada, em que o Dr. Pedro Salvado mostrou o papel da água como matéria de sustentabilidade futura, visto encontrar-se ali uma nascente. Foi adiantado o reforço da densidade monumental deste edifício e o rearranjo estético do jardim, com o valioso contributo que darão os brasões que durante muitos anos estiveram descontextualizados nas reservas do Museu e que voltarão a este espaço, cuja descrição, a partir de imagens, foi feita pelas alunas Carolina Carvalho e Luna Gamanho. A este propósito, a aluna Beatriz Shimahara abordou sumariamente a temática da importância da Heráldica, que já tinha sido testemunhada pela Matilde Gomes ao apresentar o Brasão dos Macedo na fachada principal do edifício e pela Leonor Braga que apresentou o Brasão dos Macedo, visível na parte exterior da capela existente no interior do edifício.
Ficou provado que este palácio tem grande significado patrimonial por todos os elementos arquitetónicos presentes, pelas memórias que guarda e pelas diversas funções que assumiu e as que pode vir assumir num futuro próximo. Prevê-se que aqui vai nascer o Centro Hugue Varines, que albergará a revitalização de todo o seu legado, a notável biblioteca temática de mais de dois mil volumes. Trata-se de um novo desafio, aceitar todo este legado saber revitalizá-lo, constituindo-se num poderoso ator de desenvolvimento local. 
Novos desafios futuros foram colocados a estes alunos, como zeladores do património.

[Texto enviado pela Prof.ª Ana Brioso]




sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

1ª Jornada de Educação e Formação de Adultos

O Centro Qualifica do Agrupamento de Escolas do Fundão realizou ontem, dia 26, uma Jornada de Educação e Formação de Adultos. A Jornada foi direcionada para a realidade da nossa região e para a problemática dos territórios de baixa densidade, no que diz respeito ao impacto dos fundos comunitários.
Os nossos leitores poderão assistir aos conteúdos dessa iniciativa através do seguinte vídeo de divulgação.

 

sexta-feira, 3 de junho de 2022

Manuel Guilherme de Almeida - um alfaiate do Fundão

A professora de História A, Ana Brioso, quis promover, com os seus alunos,  a relação da escola com a cidade e, simultaneamente, contribuir para a Educação para o Património local e regional. Foi por isso que levou os seus alunos a visitar a exposição que está patente na Moagem - Cidade do Engenho e das Artes - para homenagear o destacado alfaiate Manuel Guilherme de Almeida, natural do concelho do Fundão.
Os alunos foram encorajados a escrever um texto que descreve a sua experiência nesta visita e que publicamos em seguida. Obrigado, professora Ana e obrigado alunos pelo vosso contributo.


No dia 02/06/2022, no âmbito da disciplina de História A, visitámos a exposição atente na Moagem Cidade do Engenho e das Artes, que homenageia Manuel Guilherme de Almeida, alfaiate de profissão e um dos fundadores do partido comunista Português. A exposição tem curadoria de Pedro Novo, Diamantino Gonçalves e Isaura Reis.

Manuel de Almeida nasceu em Janeiro de Cima no Fundão, e muito novo viaja para Lisboa onde termina o ensino primário, não prosseguindo estudos por questões económicas, iniciando-se então como aprendiz de alfaiate, arte pela qual se apaixonou tornando-se rapidamente mestre de alfaiataria. Convicto nas suas crenças não poupou esforços para lutar pela liberdade e dignidade, promovendo a revolução dos cravos que decorreu mais tarde na madrugada de 1974. Em 1934 funda a Academia de Corte Geométrico, onde chega a ensinar a sua maestria. Inicia a sua atividade de associativismo profissional na Associação Fraternal da Classe dos Operários Alfaiates de Lisboa, e a partir de então vê a sua vida cheia de episódios de confrontos e detenções com privações e tortura, como por exemplo, a 26 de agosto de 1931, que ocorreu por ser considerado suspeito de envolvimento em tentativa revolucionária, tendo sido deportado para Timor, chegando então a estar detido nove vezes, contabilizando assim um total de oito anos de prisão. Apesar de uma vida atribulada nunca se dissociou dos seus ideais, e junto de outros funda em 1921 o partido Comunista Português, onde internamente adquire grande importância, chegando a fazer parte do Socorro Vermelho Internacional apoiando então diversos presos políticos, vítimas da repressão do regime Salazarista durante o Estado Novo.

Na nossa opinião, achamos que a exposição foi muito interessante, pois ficámos a conhecer mais uma figura ilustre do nosso concelho. Pensamos que a exposição estava bem organizada e continha elementos pertinentes que ilustravam a vida e a obra de Manuel Guilherme de Almeida, como por exemplo, a casaca de fino corte, desenhada pelo próprio para uma festa.

Também apreciámos o facto da informação estar clara e sucinta pois foi de fácil leitura e compreensão uma vez que permitia que circulássemos entre os vários expositores o que tornava a mesma mais interessante e dinâmica. Estavam também expostos, alguns materiais do Estado Novo para ilustrar a perseguição política e as consequências sofridas por aqueles que se opunham ao regime de Salazar.

Achamos bastante interessante o facto de, mesmo sendo um potencial alvo de silenciamento e perseguição por parte das instituições de repressão do regime, chegou a transformar o seu local de trabalho num abrigo à clandestinidade política. Para além disso mostrou-se uma figura resiliente e convicta nas suas crenças, lutando constantemente pela liberdade e pela dignidade, tanto dos seus parceiros de trabalho quanto do povo português em geral, desejando por um país livre onde todos pudessem exercer livremente os seus direitos.

Para concluir, foi uma experiência muito interessante pois conhecemos uma nova personalidade distinta a nível nacional e local, uma vez que é nosso conterrâneo e participou ativamente nas novas conquistas que o povo português conseguiu alcançar através da revolução mais importante do nosso país, dando-nos os direitos que hoje temos e conhecemos, mas que cada vez mais se encontram em perigo e que esperamos não caiam no esquecimento.

[Diogo Garcia, João Gonçalves e Margarida Fernandes, 12ºLH]




sexta-feira, 18 de junho de 2021

Fundão Utópico

Está patente, no átrio da Escola Secundária do Fundão, a exposição "Fundão Utópico". Este trabalho resulta da identificação de locais, no Fundão, sem uso, degradados ou subaproveitados suscetíveis da implementação e desenvolvimento de atividades que pudessem embelezar a cidade e a tornassem mais sustentável e inclusiva. Depois, foi só sonhar... Parabéns aos alunos de Artes Visuais do 12º ano e ao professor Nuno Garcia que orientou o trabalhos! Fica aqui um registo em vídeo da exposição.


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