quinta-feira, 23 de abril de 2026

Um feliz Dia Mundial do Livro para todos!

 Hoje, dia 23 de abril, assinala-se o Dia Mundial do Livro, uma data de grande relevância para a promoção da leitura, da literacia e do contacto com o património literário. A Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas do Fundão, associa-se a esta celebração, promovendo iniciativas que aproximam a comunidade educativa do livro e da leitura.


Neste contexto, a Biblioteca realiza hoje a sexta edição do já consolidado Concurso de Leitura para Pais, uma iniciativa que tem vindo a afirmar-se como um momento de encontro entre famílias, escola e literatura. A atividade terá início às 14h30 e constitui uma oportunidade para valorizar a leitura em família, incentivando o gosto pelos livros também no contexto doméstico.


A presente edição do concurso incide sobre a obra Misericórdia, da autoria de Lídia Jorge, uma das mais reconhecidas vozes da literatura portuguesa contemporânea. A escolha desta obra pretende proporcionar o contacto com textos literários de elevada qualidade, estimulando a reflexão, a interpretação e o diálogo em torno dos temas abordados.
Com esta iniciativa, a Biblioteca Escolar assinala o Dia Mundial do Livro de forma participada, envolvendo diretamente os pais e promovendo a leitura como prática cultural essencial.



quarta-feira, 22 de abril de 2026

Bibliotecas Humanas: Quando as Histórias se contam na primeira pessoa

 No âmbito da iniciativa Bibliotecas Humanas, a Biblioteca Escolar volta a dar voz a testemunhos vivos que transformam a História em experiência partilhada. Num momento em que se aproxima a evocação do 25 de Abril, escutar na primeira pessoa quem viveu os contextos que antecederam a Revolução ganha particular significado. O encontro com o Coronel Leonardo Freixo, participante no Movimento dos Capitães, proporcionou aos alunos uma oportunidade rara de contacto direto com memórias da Guerra Colonial e dos sinais de mudança que marcaram o país. O texto que se segue, da autoria de dois alunos do ensino secundário, o João Redondo e o Martim Fernandes, reflete esse encontro entre gerações, onde a palavra dita se torna memória escrita e consciência histórica.

Bibliotecas Humanas: Quando as histórias se contam na primeira pessoa

Leonardo dos Santos Freixo nasceu no Rosmaninhal, concelho de Idanha-a-Nova, e dedicou 41 anos ao serviço militar. Iniciou a sua carreira em 1961, ingressando na Academia Militar, tendo depois seguido para o Regimento de Infantaria 5, nas Caldas da Rainha. Em 1968, formou companhia com destino à Guiné, onde permaneceu até 1971. Desde então, e até à data da sua reforma, exerceu funções com a categoria de Coronel no Batalhão de Caçadores 6 de Castelo Branco. O Coronel Leonardo Freixo participou ativamente no Movimento dos Capitães.

Nesta sessão da iniciativa Bibliotecas Humanas, os alunos do 9.º ano e do ensino secundário que estudam História ouviram do Coronel mais do que histórias ou testemunhos; ouviram estórias. Desde a sua infância em diversos pontos do país, à partida para a Guerra Colonial, passando pelas reuniões do MFA, foram estes alguns dos momentos que marcaram a nossa conversa.

No auditório, o Coronel ajeitou-se ligeiramente, como quem procura as palavras mais difíceis. Falava com calma, mas havia algo na sua voz que prendia quem o ouvia. Crescera em aldeias raianas, num ambiente onde a farda fazia parte do quotidiano; o pai, oficial da GNR, ensinara-lhe desde cedo o peso da responsabilidade.

Quando entrou nas memórias da Guerra Colonial, o ambiente mudou. Fez uma pausa, olhou em redor e contou um episódio que nunca esqueceu. Estava a falar com um camarada, corrigindo-o por um comportamento impróprio. Era uma conversa tensa, mas comum. De repente, o camarada deu um passo em frente e tudo aconteceu num instante. Uma rajada. O corpo caiu. Ainda com a cabeça ligeiramente levantada, ouviu-se: “Capitão, Capitão”. E depois, nada. O silêncio instalou-se, pesado.

Respirou fundo antes de continuar. Na Guiné, explicou, começavam a surgir sinais de descontentamento após o Decreto-Lei nº 353/73. As conversas multiplicavam-se, discretas, quase cautelosas. Lembrou o dia 8 de setembro de 1973, quando um colega o chamou para Alcáçovas, sem grandes explicações.

Esperavam poucos, contudo apareceram muitos mais, cerca de 135 ou 136 homens. Naquele momento, sem que todos o percebessem, algo maior começava a ganhar forma.

[Texto de João Redondo e Martim Fernandes, 12º LHAV]








terça-feira, 21 de abril de 2026

Rafael Silva, da turma ST3A, no Leituras (Com)Vida

O Rafael trouxe-nos a leitura de uma passagem do livro «O Papá das Pernas Longas», de Nadine Brun-Cosme.

Parabéns pela leitura, Rafael

segunda-feira, 20 de abril de 2026

José Pires, da turma ST3A, no Leituras (Com)Vida

O José trouxe-nos a leitura de uma passagem do livro «Os Esquilos Que Não Sabiam Partilhar», de Rachel Bright.

Parabéns pela leitura, José

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Tomás Pires, da JF3A, no Leituras (Com)Vida

O Tomás trouxe-nos a leitura de uma passagem do livro A Batata no Sofá Como descobrir o equilíbrio entre os ecrãs e o mundo lá forade Jory John.

Parabéns pela leitura,Tomás

Projeto "DesafiArte": Alunos da EB1 de Santa Teresinha tornam-se "Guardiões da Gardunha"!

Partilhamos hoje o trabalho realizado pelos alunos da turma ST3B da Escola Básica de Santa Teresinha. No âmbito do projeto Desafi'Arte, a Biblioteca Escolar envolveu este grupo num desafio exigente que culminou numa colaboração exemplar entre aquela escola e o Museu Arqueológico Municipal do Fundão.

Este projeto não teria sido possível sem o empenho profundo de todos os intervenientes: os alunos, o professor titular da turma e o técnico do Museu Arqueológico, que foi fundamental para o rigor científico e a qualidade dos materiais produzidos. Esta sinergia permitiu aos alunos mergulharem no património da região, a partir da recém-descobertas gravuras rupestres da Ribeira da Bárbara, transformando o conhecimento teórico em competências práticas de cidadania e preservação ambiental.

Convidamos toda a comunidade educativa a visitar um dos nossos blogues favoritos - Os Traquinas de Santa Teresinha - que também dá conta do percurso realizado pela turma no Desafi'Arte, em que os alunos se transformaram em verdadeiros "Guardiões da Gardunha".

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Inácio Barros, da JF3A, no Leituras (Com)Vida

O Inácio trouxe-nos a leitura do poema "A Chave de Roma", um poema da tradição oral, do livro Poesia Para Todo o Ano, selecionado e prefaciado por Luísa Ducla Soares. 

Parabéns pela escolha e pela leitura, Inácio

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Con.estóri@s | a edição n.º 2 já está disponível!

Já se encontra publicada a mais recente edição da revista Con.estóri@s, um espaço onde a opinião, o pensamento crítico e a criatividade se cruzam. 

Este número centra-se sobretudo numa reflexão crítica sobre a democracia portuguesa contemporânea, articulando passado e presente. Os textos abordam o funcionamento das instituições, o afastamento dos cidadãos da participação política e os riscos associados ao crescimento de posições mais radicais.

Paralelamente, analisam-se problemas estruturais do país: fragilidades do Serviço Nacional de Saúde, sustentabilidade da dívida pública, reformas no sistema educativo e desafios do sistema de pensões. Há também uma forte atenção dada às questões laborais, com destaque para o papel histórico e atual das greves. Um outro eixo relevante é o debate sobre identidade e cidadania, nomeadamente através da discussão da nacionalidade e do acesso à informação, com preocupação particular pelo interior do país.

Por fim, a revista recorre frequentemente à memória histórica, sobretudo do período pós-25 de Abril, para interpretar o presente e alertar para riscos futuros. Resumindo, trata-se de um conjunto de textos de opinião que cruzam atualidade, história e cidadania, com uma perspetiva crítica sobre o estado da democracia e da sociedade portuguesa.

Parabéns aos nossos jovens articulistas e um agradecimento a todos os colaboradores. Boas leituras!

terça-feira, 31 de março de 2026

Raízes que nos Unem, Culturas que nos Enriquecem (II)

Dando continuidade à partilha de vivências e identidades que iniciámos recentemente, a Biblioteca Escolar orgulha-se de apresentar mais cinco trabalhos que refletem a riqueza multicultural do nosso Agrupamento. De novo, o foco recai sobre as cidades e os países de origem de cinco das nossas alunas, permitindo-nos conhecer melhor as paisagens, a história e os contextos de onde provêm.

Nesta nova partilha, mostramos o olhar de:
  •     Iana Nazarova, que nos apresenta a Rússia;
  •     Nabila, com as cores e o pulsar de Lahore (Paquistão);
  •     Aleena Hussian, dando-nos a conhecer mais sobre o Paquistão;
  •     Maryam Usman, também com foco nas tradições do Paquistão;
  •     Saira, que nos transporta até Mansehra (Paquistão).
Estes trabalhos foram realizados no âmbito das aulas de Português Língua de Acolhimento, implementadas pelo Centro Qualifica, sob a orientação da professora Dulcínia Coelho. Mais do que um exercício linguístico, estas apresentações são pontes de conhecimento que encurtam a distância entre o Fundão e o resto do mundo, valorizando a identidade de quem escolheu a nossa escola para continuar o seu percurso.
Convidamos todos a descobrir as particularidades de cada uma destas regiões através dos olhos das suas autoras.
  
Rússia, por Iana Nazarova
 
 
Paquistão, por Aleena Hussian
 
Paquistão, por Maryam Usman

Mansehra (Paquistão), por Saira

segunda-feira, 30 de março de 2026

Vicente São Pedro, do JF3A (3.º ano), no Leituras (Com)Vida

Durante a Semana da Leitura deste ano de 2026, o Vicente São Pedro leu o poema, escrito pelo próprio, "Ser Paleontólogo".

A prática de ler textos de autoria própria é um pilar estratégico para a consolidação da literacia porque aumenta a autoconfiança dos alunos e promove um sentido de pertença em relação ao processo de escrita. Ao lerem o que escreveram, os alunos ganham consciência da importância da clareza, da pontuação e da estrutura narrativa, transformando a escrita numa ferramenta de comunicação real e não apenas num exercício escolar.

Parabéns, Vicente!

Leonor Martins, do JF3A (3.º ano), no Leituras (Com)Vida

Durante a Semana da Leitura deste ano de 2026, a aluna Leonor Martins leu "O Ladrão de Flores", de Alice Hemming e Nicola Slater.

A prática de ler excertos de livros e partilhar essas leituras em voz alta constitui um pilar estratégico para a consolidação da literacia, uma vez que trabalha a fluência leitora, a entoação e a dicção. Foi referido que, ao projetarem a sua voz perante um auditório, os alunos desenvolvem competências de comunicação interpessoal e perdem a inibição, fortalecendo a sua autoconfiança. Além disso, esta partilha pública transforma o ato individual de ler num momento coletivo de descoberta. Ao ouvirem os colegas, os alunos são expostos a novos géneros e estilos literários, despertando a curiosidade para obras que ainda não exploraram.

Parabéns, Leonor!

Margarida Pissarra, do JF3A (3.º ano), no Leituras (Com)Vida

 Durante a Semana da Leitura deste ano de 2026, a aluna Margarida Pissarra leu um excerto do livro "O Camelo que Acordou Mal Disposto", de Jim Field, Rachel Bright

A prática de ler excertos de livros e partilhar essas leituras em voz alta constitui um pilar estratégico para a consolidação da literacia, uma vez que trabalha a fluência leitora, a entoação e a dicção. Foi referido que, ao projetarem a sua voz perante um auditório, os alunos desenvolvem competências de comunicação interpessoal e perdem a inibição, fortalecendo a sua autoconfiança. Além disso, esta partilha pública transforma o ato individual de ler num momento coletivo de descoberta. Ao ouvirem os colegas, os alunos são expostos a novos géneros e estilos literários, despertando a curiosidade para obras que ainda não exploraram.

Parabéns, Margarida!

De novo, o Joaquim Diamantino, do JF3A (3.º ano), no Leituras (Com)Vida

Mais uma vez, durante a Semana da Leitura deste ano de 2026, o aluno Joaquim Diamantino leu um poema - "Férias" - que é da sua própria autoria.

Parabéns, outra vez, Joaquim! 😊

Joaquim Diamantino, do JF3A (3.º ano), no Leituras (Com)Vida

Durante a Semana da Leitura deste ano de 2026, o aluno Joaquim Diamantino leu o poema "Palavras do Jardim", escrito pelo próprio.

A prática de ler textos de autoria própria é um pilar estratégico para a consolidação da literacia porque aumenta a autoconfiança dos alunos e promove um sentido de pertença em relação ao processo de escrita. Ao lerem o que escreveram, os alunos ganham consciência da importância da clareza, da pontuação e da estrutura narrativa, transformando a escrita numa ferramenta de comunicação real e não apenas num exercício escolar.

Parabéns, Joaquim!

Madalena Barata, do JF3A (3.º ano), no Leituras (Com)Vida

Durante a Semana da Leitura deste ano de 2026, a aluna Madalena Barata leu uma história criada pela própria aluna.

A prática de ler textos de autoria própria é um pilar estratégico para a consolidação da literacia porque aumenta a autoconfiança dos alunos e promove um sentido de pertença em relação ao processo de escrita. Ao lerem o que escreveram, os alunos ganham consciência da importância da clareza, da pontuação e da estrutura narrativa, transformando a escrita numa ferramenta de comunicação real e não apenas num exercício escolar.

Parabéns, Madalena!

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