sexta-feira, 14 de maio de 2021

Leituras (Com)Vida - Inês Batista sugere António Tabucchi

O Leituras (Com)Vida traz-te hoje uma sugestão de leitura da Inês Batista do 12ºCSE, O Tempo Envelhece Depressa, de António Tabucchi (trabalho enviado pela docente Leonor Lopes).

quinta-feira, 13 de maio de 2021

Le Muguet, l’embleme du 1er Mai

 Durante as últimas semana, os nossos leitores têm-nos enviado tantas contribuições que tivemos de as colocar em lista de espera e nem sempre surgiram no dia em que deveriam ter sido publicadas. Isto vem a propósito de a nossa colaborada de sempre, a Luana Abelho, do 8C nos ter enviado um texto sobre as tradições do mês de maio em França. Neste artigo a nossa jovem autora alia o Francês, à História e às tradições de França. Merci, Luana, e desculpa o atraso.

LE MUGUET, L’EMBLÈME DU 1ER MAI


Nous sommes bientôt le 1er mai, ce jour-là on ne travaille pas et,  en France, on a pour habitude offrir une fleur avec des clochettes blanches, un parfum fantastique, suave, légèrement musqué et qui porte bonheur, le muguet ! 

Cette jolie fleur de floraison relativement courte est originaire du Japon et elle annonce le retour des beaux jours. Aujourd’hui, nous pouvons la trouver dans toutes les zones tempérées de l’hémisphère nord. En France, Nantes et sa région sont le principal bassin de production, mais attention car cette jolie fleur est aussi très toxique, son ingestion peut être fatale pour l’homme.

Revenons un peu en arrière pour mieux comprendre cette jolie tradition qui sent bon le printemps ! Il existe de nombreuses légendes autour de cette jolie fleur à clochettes blanches, on raconte ainsi que le dieu Apollon aurait créé le muguet. Les hommes accrochaient des brins de muguet sur les portes de ses fiancées, pour montrer leur amour. Chez les Celtes, ou dans la tradition nordique, cette fleur symbolise le début de l’été.

D’un autre côté, il existe une légende chrétienne, celle de Saint Léonard, un ermite qui s’est réfugié dans une forêt où il s’est battu contre un dragon. Pendant la lutte,  ses gouttes de sang ont donné naissance à des pieds de muguet. On raconte encore que, durant la Renaissance, on offrait des brins de muguet pour chasser les difficultés de l´hiver. C’est alors que le roi Charles IX, à qui on avait offert un brin de muguet, a décidé de faire la même chose tous les ans et il a commencé à offrir cette jolie fleur parfumée aux dames, comme porte-bonheur.

À la fin du XIXème siècle, des syndicats de travailleurs de Chicago (USA) ont organisé des manifestations afin de réclamer la journée de huit heures de travail, mais sans succès. La lutte a continué à Paris et après de nombreuses revendications, le Maréchal Pétain a déclaré le 1er mai comme la «Fête du Travail et de la concorde sociale». Mais pourquoi lorsque l’on parle de la Fête du Travail, on a tendance à l’associer au muguet ? En réalité, ils n’ont qu’un point commun, la date ! 

L’églantine rouge qui, jusque-là était le symbole des contestations de ce jour et du socialisme, a été remplacée par le muguet, qui fleurit à cette époque de l’année. C’est de cette façon que le muguet est devenu la fleur que l’on offre le jour du travailleur et qui porte bonheur. Ce jour-là, on rencontre des vendeurs ambulants de muguet un peu partout ou alors les gens profitent pour aller cueillir cette jolie fleur dans les bois. On dit que celui qui trouve un brin de muguet à treize clochettes sera favorisé par le destin. 

Les grands couturiers ont aussi contribué pour le succès de cette magnifique fleur parfumée et Christian Dior en a fait l’emblème de sa griffe.

Alors le 1er mai,  n’oubliez pas d’offrir un joli petit brin de muguet porte-bonheur !

Repórteres pela igualdade - Desafio Escola Amiga dos Direitos Humanos 2021

A nossa escola vai participar, sob orientação da docente Teresa Correia (cartaz enviado pela coordenadora do Projeto Escolas Amigas dos Direitos Humanos, Catarina Crocker).


Leituras (Com)Vida - Ana Matos sugere Sándór Márai

No nosso Leituras (Com)Vida, trazemos hoje uma sugestão de leitura da Ana Matos do 12ºCSE, As Velas Ardem Até ao Fim, de Sándor Márai (trabalho enviado pela docente Leonor Lopes).

quarta-feira, 12 de maio de 2021

Relax! Chegou a segunda dica do #coraçãod'emoção !

Lembras-te que o SPO (Serviço de Psicologia e Orientação) ficou de te deixar dicas durante o mês de maio, no âmbito do #coraçãod'emoção? Aqui fica a segunda do mês!

Leituras (Com)Vida - Inês Mendonça sugere Gabriel García Márquez

Hoje trazemos uma sugestão de leitura da Inês Mendonça do 12ºCSE, Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez (trabalho enviado pela docente Leonor Lopes).

sábado, 8 de maio de 2021

#coraçãod'emoção (SPO - Serviço de Psicologia e Orientação)

Neste mês do #coraçãod'emoção, o SPO - Serviço de Psicologia e Orientação continua a lembrar-te que é importante saberes lidar com as tuas emoções para promoveres a tua saúde psicológica!

Deixamos aqui um vídeo, realizado pelos alunos do TAS17, que ilustra como a saúde psicológica é vista pelos adolescentes.

sexta-feira, 7 de maio de 2021

Inspira o teu professor, Marta Lopes - 7ºA

Para o projeto Inspira o Teu Professor das Mentes Empreendedoras, a Marta Lopes, do 7ºA, na modalidade individual, criou um vídeo com a sua mensagem e com uma coreografia maravilhosa! Parabéns e obrigada à docente Ana Brioso pela excelente partilha!

Em Maio, o SPO (Serviço de Psicologia e Orientação) está com a tua Biblioteca durante o Mês do Coração d'Emoção

O SPO (Serviço de Psicologia e Orientação) está a fazer de maio um mês dedicado às emoções e à literacia psicológica, a que a tua Biblioteca se associa. Durante este mês publicaremos vários conteúdos criados por aqueles serviços. Acompanha-os aqui. Todos estarão marcados com a hashtag #coraçãod'emoção 

Hoje deixamos-te o vídeo de apresentação e a primeira dica para o teu #coraçãod'emoção !



quinta-feira, 6 de maio de 2021

Lápis Azul - 9ºB

"A turma 9ºB desenvolveu um trabalho sobre a Censura em Portugal, na época do Estado Novo, para comemorar o 25 de Abril e lembrar o quão importante é a liberdade de expressão. Para isso foram escolhidos livros e autores censurados nessa altura, como: Novas Cartas Portuguesas, das Três Marias, O Crime do Padre Amaro, de Eça de Queirós e Bichos, de Miguel Torga. O título do trabalho pode trazer alguma dúvida, mas faz todo o sentido, pois os livros eram riscados e censurados com um lápis azul. Podem encontrar o trabalho na BECRE da Escola Secundária do Fundão."

                                                                                                             [Leonor Gomes, 9B]




quarta-feira, 5 de maio de 2021

Dia Mundial da Língua Portuguesa - Leitura do "Poema de Helena Lanari", de Sophia de M. Breyner Andresen, por alunos do 11CSE

A docente Maria de Jesus Lopes enviou-nos a leitura coletiva do poema de Sophia de Mello Breyner Andresen, "Poema de Helena Lanari", feita pela turma do 11º CSE para, desta forma, celebrarmos o Dia Mundial da Língua Portuguesa.


POEMA DE HELENA LANARI

Gosto de ouvir o português do Brasil
Onde as palavras recuperam sua substância total
Concretas como frutos nítidas como pássaros
Gosto de ouvir a palavra com suas sílabas todas
Sem perder sequer um quinto de vogal
Quando Helena Lanari dizia o «coqueiro»
O coqueiro ficava muito mais vegetal

Sophia de Mello Breyner Andresen | "Geografia"; 1967

Leituras (Com)Vida - Profª Maria de Jesus lê um excerto do "Livro do Desassossego"

Para comemorar este Dia Mundial da Língua Portuguesa, a Profª Maria de Jesus Lopes partilhou a leitura de um excerto "A minha pátria é a língua Portuguesa", do Livro do Desassossego,  de Bernardo Soares, semi- heterónimo de Fernando Pessoa.

Ler escritores dos PALOP no Dia Mundial da Língua Portuguesa - 10ºCTLH

Comemora-se hoje o Dia Mundial da Língua Portuguesa. Alguns alunos de 10º ano gravaram textos de escritores dos PALOP, que a docente Teresa Correia partilhou connosco.

João Madrinha, 10ºCTLH lê um excerto da obra Chá do Príncipe, de Olinda Beja.




Gonçalo Nabais, 10ºCTLH lê o poema Romance de Sam Marinha de Francisco José Tenreiro


Laíz Motta, 10ºCTLH lê um excerto de O Sol na Cabeça, de Giovani Martins

João Pinto Coelho fala sobre a importância dos Livros

Neste Dia Mundial da Língua Portuguesa, não queríamos deixar de congratular os nossos escritores e, porque os livros são a melhor forma de celebrar a língua, trazemos um texto muito interessante de João Pinto Coelho (tens os livros deste escritor na tua biblioteca!).

              [Imagem de https://eurocid.mne.gov.pt/eventos/dia-mundial-da-lingua-portuguesa ]

"O meu professor de Ciências chamava-se João e era padre. Eu tinha dez anos, ele duzentos, o que, convertido ao meu olhar adulto, dará qualquer coisa acima dos sessenta, sessenta e cinco. Vestia um fato púrpura, talvez rosa-velho, escurecido, nada festivo, e foi o único professor que vi chorar numa aula. Coisa discreta, não soluçou, nem sei se deu pelas lágrimas. Nunca parou de falar e foi isso que o fez chorar: descrever-nos, estado a estado, por que passa uma flor da semente à exuberância. Não nos falou de Deus, só do milagre da vida traduzido termo a termo para a língua da Ciência, bastando para o comover.

Lá fora, nos intervalos, se no meio da correria calhássemos esbarrar com ele, o padre João sorria com os pedidos de desculpa e levava a mão ao bolso para nos dar bolas de neve. E esse milagre, sim, nós levávamos a sério - quanto mais as mãos estendidas, mais guloseimas saiam da algibeira cor-de-rosa, como Cristo já fizera ao multiplicar pães e peixes.
Mas havia outra coisa a torná-lo inesquecível: as aulas do padre João terminavam quase sempre um quarto de hora mais cedo. Nesses quinze minutos, puxava de um livro e lia-nos. Um romance juvenil, uma biografia, livros escolhidos a dedo que falavam de ciência sem que déssemos por isso. Mas quinze minutos não bastam para contar a história inteira e, ao soar da campainha, acabava-se a leitura. Com a história interrompida, havia quem lhe pedisse para ler mais uma página, nem que fosse só mais uma.
«Para a semana.»
Para a semana?! Quem é que espera uma semana, uma semana inteirinha!, para saber se o jovem Edison fez esvoaçar o amigo com a poção que inventou? Assim, oito dias depois, toda a turma comprara livro e o lera até ao fim.
Há uns tempos, perante um grupo de alunos com cerca de quinze anos, lembrei-me de lhes propor uma visita à Gulbenkian para ver uma exposição.
- Gulbenkian? Que é isso?
Um deles, julgou saber a resposta:
- É um país, não é?
Ninguém se riu.
Nós também não, basta que nos envergonhemos na sua vez.
Os dados são catastróficos: cada dia se lê menos e o pouco que se lê está longe de ser o melhor. Cresci sem computadores e internet, mas com canal e meio de televisão - o primeiro televisor a cores que tive foi graças à tela plástica - azul, vermelha e amarela - comprada numa drogaria da avenida da Igreja, a poucos metros do Júlio de Matos, destino certo de quem fosse visto com auscultadores a falar sozinho no meio da rua. Mudou tanto, não foi? O que é que nos restava sem ser o telejornal pela hora do jantar ou a certeza absoluta de que o Soares e o Cunhal e até o Sá Carneiro não treinavam os «três grandes»? E os legos, as matinés de cinema sempre num ecrã gigante, as viagens de autocarro para a Praça do Império e tantas tardes passadas no Museu de Marinha com esse cheirinho a fantasma dos nossos navegadores. Depois havia os livros, sempre os livros, a pressa de nos deitarmos para retomar a leitura. São memórias muito frescas, o suficiente para saber que o mundo não é o mesmo. Mudou, mudou muito, bem mais rápido do que a Escola.
Se alguém quiser ver nisto um saudosismo bacoco, peço que leia outra vez. Sabemos que a escola de hoje toca em temas impensáveis nas sociedades de então. O drama do nosso ensino não é ter incorporado os temas do novo século, é partir do pressuposto que os jovens atuais lhe chegam com competências, hábitos e interesses demonstrados noutros tempos, currículos e programas tantas vezes desfasados dos alunos que encontramos.
Se um livro queima nas mãos, vamos pedir a um miúdo que leia de fio a pavio como diabo era a casa que os Maias escolheram para si? Alguém imagina o peso das páginas que lhe faltam até ao fim do romance? Nem Eça nem Saramago nem o génio narrativo dos nossos maiores escritores, servidos na adolescência a quem nem pode ver livros, poderão gerar leitores. Pelo contrário, perdem-nos, muitos para sempre. Nunca desistamos dos clássicos – repito: nunca desistamos dos clássicos -, mas convém olhar para trás, é lá que está o remédio. Livres da resistência que encontramos nos mais velhos, é nos alunos pequenos que as sementes se lançam.
Mas, se em defesa da Língua, muitos falam da leitura, deixem que vos fale da escrita. É difícil perceber que é também por aí que perdemos a batalha? Que é feito das longas cartas ou dos postais ilustrados com as paisagens de praia, textos demasiados para o espaço que lhes cabia e frases atravessadas para conseguir dizer tudo? Hoje? Hoje usamos corações para assinalar as paixões e, se acaso for preciso refinar uma ironia e nos faltarem palavras, haverá um emoji com o olhar adequado para apontar o sarcasmo. Iluda-se quem quiser, mas a expressividade da língua não cabe nos telegramas dedilhados num telefone.
E assim, restam os livros, esses baús do tesouro onde a Língua sobrevive com todas as suas cores. Sem eles, temos o que sabemos, o linguajar a preto-e-branco sempre insuficiente para dizer o que se pensa, até ao dia fatal em que nos bastará. Se a Literatura é então o cofre da nossa Língua, a Escola, ninguém duvide, é a chave desse cofre. Inundemo-la de livros desde os anos mais precoces, paremos as nossas aulas um quarto de hora mais cedo para falar de Geografia e Ciências Naturais com as histórias extraordinárias que alguém escreveu um dia. Se o toque para a saída deixar a página a meio e alguém implorar nem que seja por mais uma, não se esqueçam, «para a semana». Talvez para o resto da vida."
[João Pinto Coelho, in https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=2896537543961122&id=100008147146394]

Leituras (Com)Vida - Inês Batista sugere António Tabucchi

O Leituras (Com)Vida traz-te hoje  uma sugestão de leitura da Inês Batista do 12ºCSE,  O Tempo Envelhece Depressa , de António Tabucchi (tra...