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sábado, 22 de agosto de 2015

CEUTA - 1415-2015

Comemoração dos  600 anos da conquista de Ceuta

Em 21 de agosto de 1415 os portugueses conquistam a rica cidade de Ceuta, no norte de África.
O rei D. João I concebeu a ideia, mas delegou a organização e execução do projeto de expansão marítima, territorial, militar e comercial de Portugal a um dos seus filhos, o infante D. Henrique. 
O seu objetivo era maior, era realizar o plano das Índias. Era o início de um processo duradouro, cujo objetivo último era chegar por mar ininterrupto à Índia, para trazer as muito apreciadas especiarias.
As razões foram muitas. 
 
A capacidade visionária do rei e da família real e a coragem dos navegantes, essas, raramente são referidas!

Ninguém acreditava que os mares comunicassem ininterruptamente. Todos acreditavam em monstrengos fatais! Nunca tinham visto nem enfrentado as ondas gigantescas, brutais massas de água, das tempestades marítimas como aquelas por que passaram! Não sabiam da existência dos  povos e das terras a sul do cabo Bojador!Descobriram horrorizados as calmarias da zona do Equador! 
Desconheciam o escorbuto!
Nunca tinham visto  batatas,  pimentos,  bagas de cacau, bagas de café,  tomate,  feijões,  melancias,  melões,  abóboras, mandioca,  mangas, e tantos outras realidades!!!

 E mesmo assim, e apesar de tudo isso, FORAM e não pararam até chegar à Índia, à China e ao Japão!!!



quarta-feira, 29 de abril de 2015

D. Leonor, mulher de D. João II



Biografias

A rainha D. Leonor de Avis

A rainha D. Leonor de Avis nasceu em maio de 1458 e faleceu em novembro de 1525. Casou com o rei D. João II.
Em 1485 fundou o hospital Termal das Caldas da Rainha. Foi o 1º hospital termal do mundo e o 1º grande hospital português, com cerca de 100 camas, consulta médica obrigatória, farmácia e enfermagem especializada.
Em 1498, ano em que as naus comandadas por Vasco da Gama chegaram à Índia, idos através dos oceanos Atlântico e Índico, D. Leonor fundou, em Lisboa, a Santa Casa da Misericórdia, expandindo a criação de outras Misericórdias através de todo o império. Tiveram tal importância em Portugal e no mundo que, por exemplo, ainda hoje existe a Santa Casa da Misericórdia de Macau.
Já havia, desde há séculos, confrarias dedicadas à assistência aos enfermos e aos pobres. Nunca tinha havido uma instituição tão forte e tão bem articulada e operacional como a Santa Casa da Misericórdia.
Foi protetora de Gil Vicente, do editor Valentim Fernandes, e promoveu a construção do Convento Madre de Deus em Lisboa.
Bibliografia consultada:
Super Interessante, nº 195. artigo originalmente escrito por Aguiar, João;
Reis e rainhas de Portugal, de Marcelo, Maria de Lurdes


texto de Eduarda Andrade

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