quarta-feira, 9 de novembro de 2022

Saramago na perspetiva de Marta Lopes, do 9ºA

Não poderíamos deixar de partilhar este texto escrito pela aluna Marta Lopes, do 9ºA e gentilmente enviado pela docente Rosa Antunes, especialmente num momento em que se celebra o Centenário do nascimento deste escritor.

«Eu, Marta Lopes, para um trabalho de português,

vou falar de José Saramago, um escritor português que nada tinha de burguês.

Nasceu a 16 de novembro de 1922, mas dizem que houve engano,

na Azinhaga do Ribatejo, sendo assim Ribatejano.

Foi pequenino viver para a capital;

Mas, devido a dificuldades económicas, não pôde frequentar a Universidade, 

tirou um curso profissional.

O seu primeiro emprego foi serralheiro mecânico.

Desde pequeno, pelos livros fascinado,

quando podia, visitava à noite a Biblioteca Municipal Central,

onde, quase até de manhã, permanecia acordado.

Sendo que essa curiosidade perante o Mundo sempre o acompanhou,

até ao dia 18 de junho de 2010, em Lanzarote, quando os lhos fechou.

A sua carreira literária foi extensa e inspiradora.

Aos 25 anos, publicou o seu primeiro romance, cujo título inicial era “A Viúva”,

mas que ficou “Terra do Pecado” por opção da editora.

Foi diretor literário, tradutor e jornalista.

Colaborou com vários jornais e revistas, entre eles, 

o Diário de Lisboa, A CapitalSeara Nova, onde exerceu a função de cronista.

O seu percurso literário passou por várias fases; POESIA, TEATRO e FICÇÃO

E foi em 1980 que se consagrou como romancista com o Prémio Cidade de Lisboa,

com o livro que se tornou Best-seller internacional “Levantando do Chão”.

Dos muitos prémios recebidos, destaco os dois mais importantes:

Prémio Camões” em 1995, distinção máxima oferecida aos escritores de língua portuguesa,

e

Nobel de Literatura” em 1998, nunca por um escritor de língua portuguesa recebido antes.

Sobre a obra O Conto da Ilha Desconhecida esta é a minha opinião:

Leitura nem sempre fácil de perceber, pois utilizou a ilha como metáfora para a falta de convicção que temos na mudança e no medo pelo desconhecido.

Faz-nos pensar quem somos e o que queremos 

Esta obra diz-nos que a vida inteira é uma aprendizagem e que o limite somos nós que o fazemos

Porque as vezes é mais fácil dizer-se que é impossível e simplesmente … desistir.

 “…Que é necessário sair da ilha para ver a ilha, que não nos vemos se não saímos de nós…”

"Quero encontrar a ilha desconhecida, quero saber quem sou quando nela estiver. "»

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