O nosso conselho de leitura para estes dias não poderia ser outro!
quinta-feira, 2 de abril de 2015
DIA INTERNACIONAL DO LIVRO INFANTIL
Hoje, 2 de abril, assinala-se o Dia Internacional do Livro Infantil. A data foi escolhida em 1961 pelo International Board on Books for Young People - IBBY (Conselho Internacional sobre Literatura para os Jovens) que, no nosso país é representada pela Associação Portuguesa para a Promoção do Dia do Livro Infantil e Juvenil. Este dia, em particular, foi escolhido por se tratar do dia em que Hans Christian Andersen nasceu.
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Rua Dr. António José Saraiva
Apartado 341
6234-909 Fundão
Telefone: 275 750 480
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sexta-feira, 27 de março de 2015
DIA MUNDIAL DO TEATRO
Celebra-se hoje o dia mundial do
teatro.
Por todo o país se assinala a data com
diversos espetáculos.
Nós aconselhamos uma leitura. Poderá
optar por estilos diferentes:
mais clássico, o atual texto do Auto da
barca do inferno ou, em inglês, Hamlet;
mais moderno, um texto de Almada
Negreiros, ou do francês Jean-Paul -Sartre.
“O teatro é a poesia que sai do
livro e se faz humana.”, Frederico García Lorca.
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quarta-feira, 25 de março de 2015
25 de março de 1957
Tratado
de Roma
No dia 25 de Março
de 1957 foi assinado o Tratado de Roma, que instituía a Comunidade Económica Europeia
Hoje comemoramos mais um aniversário do nascimento da CEE. França, Itália, Alemanha Federal,
Bélgica, Holanda e Luxemburgo foram os proponentes, acordando estabelecer um
mercado comum entre eles: impostos alfandegários externos iguais, política
agrícola e circulação de pessoas e mercadorias iguais, e o apoio à criação de
instituições e organismos comuns que promovessem o desenvolvimento da economia
desses países. Entrou em vigor no dia 1 de janeiro de 1958.
Portugal aderiu à
Comunidade Económica Europeia em 12 de julho de 1986, sendo um dos
colaboradores dessa iniciativa, a par de Ernâni Lopes, o então
primeiro-ministro, Mário Soares, o assinante desse Tratado de Adesão.
Em 1992 é criada a União Europeia pela assinatura do
tratado de Maastricht, entrando em vigor no dia 1 de janeiro de 1993.
Hoje a União
Europeia é uma realidade incontestada, incorporando competências em todas as
áreas da vida organizada em sociedade: económicas, fiscais, financeiras,
educativas, culturais, laborais, políticas, sociais.
Projeto Erasmus é um protocolo da
União Europeia que fomenta o intercâmbio de professores e alunos dentro do seu
espaço extrancional, pelo pré-estabelecimento de níveis de escolaridade iguais,
abrangendo os níveis de ensino além do básico.
Hoje
a União Europeia incorpora 27 países. Desses, apenas 16 países integram a Zona
Euro, isto é, países que adotaram o euro como moeda nacional.
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terça-feira, 24 de março de 2015
HERBERTO HÉLDER, SEMPRE!
Herberto
Hélder (1930-2015), considerado um dos maiores poetas portugueses do século XX morreu
ontem, dia 23 de Março. “O prestígio da poesia” e "Sobre um poema", no dia a seguir ao desaparecimento
do poeta e dois dias depois do Dia Mundial da Poesia.
O Prestígio da Poesia
O prestígio da poesia é menos ela não acabar nunca do
que propriamente começar. É um início perene, nunca uma chegada seja ao que
for. E ficamos estendidos nas camas, enfrentando a perturbada imagem da nossa
imagem, assim, olhados pelas coisas que olhamos. Aprendemos então certas
astúcias, por exemplo: é preciso apanhar a ocasional distracção das coisas, e
desaparecer; fugir para o outro lado, onde elas nem suspeitam da nossa
consciência; e apanhá-las quando fecham as pálpebras, um momento, rápidas, e
rapidamente pô-las sob o nosso senhorio, apanhar as coisas durante a sua
fortuita distracção, um interregno, um instante oblíquo, e enriquecer e
intoxicar a vida com essas misteriosas coisas roubadas. Também roubámos a cara
chamejante aos espelhos, roubámos à noite e ao dia as suas inextricáveis
imagens, roubámos a vida própria à vida geral, e fomos conduzidos por esse
roubo a um equívoco: a condenação ou condanação de inquilinos da irrealidade
absoluta. O que excede a insolvência biográfica: com os nomes, as coisas, os
sítios, as horas, a medida pequena de como se respira, a morte que se não
refuta com nenhum verbo, nenhum argumento, nenhum latrocínio.
Vivemos demoniacamente toda a nossa inocência.
Vivemos demoniacamente toda a nossa inocência.
Herberto Helder, in Servidões
Sobre um Poema
Um
poema cresce inseguramente
na confusão da carne,
sobe ainda sem palavras, só ferocidade e gosto,
talvez como sangue
ou sombra de sangue pelos canais do ser.
Fora existe o mundo. Fora, a esplêndida violência
ou os bagos de uva de onde nascem
as raízes minúsculas do sol.
Fora, os corpos genuínos e inalteráveis
do nosso amor,
os rios, a grande paz exterior das coisas,
as folhas dormindo o silêncio,
as sementes à beira do vento,
- a hora teatral da posse.
E o poema cresce tomando tudo em seu regaço.
E já nenhum poder destrói o poema.
Insustentável, único,
invade as órbitas, a face amorfa das paredes,
a miséria dos minutos,
a força sustida das coisas,
a redonda e livre harmonia do mundo.
- Em baixo o instrumento perplexo ignora
a espinha do mistério.
- E o poema faz-se contra o tempo e a carne.
na confusão da carne,
sobe ainda sem palavras, só ferocidade e gosto,
talvez como sangue
ou sombra de sangue pelos canais do ser.
Fora existe o mundo. Fora, a esplêndida violência
ou os bagos de uva de onde nascem
as raízes minúsculas do sol.
Fora, os corpos genuínos e inalteráveis
do nosso amor,
os rios, a grande paz exterior das coisas,
as folhas dormindo o silêncio,
as sementes à beira do vento,
- a hora teatral da posse.
E o poema cresce tomando tudo em seu regaço.
E já nenhum poder destrói o poema.
Insustentável, único,
invade as órbitas, a face amorfa das paredes,
a miséria dos minutos,
a força sustida das coisas,
a redonda e livre harmonia do mundo.
- Em baixo o instrumento perplexo ignora
a espinha do mistério.
- E o poema faz-se contra o tempo e a carne.
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sábado, 21 de março de 2015
21 DE MARÇO, DIA MUNDIAL DA POESIA, DIA MUNDIAL DA FLORESTA
Plantar uma floresta
Quem
planta uma floresta
Planta uma festa.
Planta a música e os ninhos,
Faz saltar os coelhinhos.
Planta o verde vertical,
Verte o verde,
Vário verde vegetal.
Planta o perfume
Das seivas e flores,
Solta borboletas de todas as cores.
Planta abelhas, planta pinhões
E os piqueniques das excursões.
Planta a cama mais a mesa.
Planta o calor da lareira acesa.
Planta a folha de papel,
A girafa do carrocel.
Planta barcos para navegar,
E a floresta flutua no mar.
Planta carroças para rodar,
Muito a floresta vai transportar.
Planta bancos de avenida,
Descansa a floresta de tanta corrida.
Planta um pião
Na mão de uma criança:
A floresta ri, rodopia e avança.
Planta uma festa.
Planta a música e os ninhos,
Faz saltar os coelhinhos.
Planta o verde vertical,
Verte o verde,
Vário verde vegetal.
Planta o perfume
Das seivas e flores,
Solta borboletas de todas as cores.
Planta abelhas, planta pinhões
E os piqueniques das excursões.
Planta a cama mais a mesa.
Planta o calor da lareira acesa.
Planta a folha de papel,
A girafa do carrocel.
Planta barcos para navegar,
E a floresta flutua no mar.
Planta carroças para rodar,
Muito a floresta vai transportar.
Planta bancos de avenida,
Descansa a floresta de tanta corrida.
Planta um pião
Na mão de uma criança:
A floresta ri, rodopia e avança.
Luísa Ducla Soares
A gata Tareca e Outros Poemas Levados da Breca
Lisboa, Teorema, 1990
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poesia
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21 DE MARÇO, DIA MUNDIAL DA POESIA, DIA MUNDIAL DA FLORESTA
Sê
Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,
Sê um arbusto no vale mas sê
O melhor arbusto à margem do regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
E dá alegria a algum caminho.
Se não puderes ser uma estrada,
Sê apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que sejas.
Pablo Neruda
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sexta-feira, 20 de março de 2015
O DIA DO AGRUPAMENTO NA BIBLIOTECA DA ESCOLA JOÃO FRANCO
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Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades
Mudam-se os
tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança:
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Muda-se o ser, muda-se a confiança:
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
(…, ...)
Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"
Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"
Esta
estrofe do poema de Luís Vaz de Camões vem a propósito da biografia desta
escola e deste Agrupamento, onde o que foi ontem não se repete hoje, e amanhã
será certamente outro, que não este presente.
A Biblioteca João Franco desde o ano letivo
2000-2001 até ao ano letivo 2003-2004.
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Cartas do rei D. Carlos a João Franco
João
Franco nasceu em Alcaide, uma aldeia do concelho do Fundão em 14 de fevereiro
de 1855. Formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra, aos 20 anos de
idade.
Teve
vários cargos em órgãos judiciais portugueses, mas sempre manifestou interesse
pela participação na vida política e em 1884 é eleito deputado do Partido
Regenerador pelo círculo de Guimarães.
Combatendo
o gabinete Trabalhista (que esteve no poder de 1886 a 1890) de forma afincada,
notabilizou-se no partido que o elegera, Regenerador.
De
1891 a 1892 foi-lhe atribuída a pasta das Obras Públicas, tendo sido nesta
altura que reformou as escolas e institutos industriais e agrícolas de forma a
promover o desenvolvimento industrial e económico de Portugal, defendendo
igualmente o protecionismo das atividades económicas. Foi neste mesmo tempo que
se inaugurou a linha de caminho-de-ferro da Beira Baixa, entre Abrantes e a
Covilhã no dia 6 de setembro de 1891.
Entretanto
viviam-se tempos de grandes conturbações políticas, sociais e económicas, que
geravam roturas frequentes nas forças governativas, com ministérios e ministros
a caírem politicamente. Foi neste ambiente que em 1806 João Franco foi nomeado
pelo rei D. Carlos como presidente do conselho de ministros, prometendo este
governar à inglesa. Entretanto a greve dos alunos da Universidade de Coimbra e
a forte agitação política e social intensificada pelo Partido Republicano
fizeram que em 1907 João Franco prometesse e passasse a governar à turca. Daí
até ao assassinato do rei D. Carlos e do príncipe regente em 1 de fevereiro de
1908, foi um passo tendo esse acontecimento determinado a morte política de João
Franco com o seu desterro para a sua terra natal, Alcaide.
Este
registo tem que ver com a comemoração dos 50 anos da escola do Fundão e não
poderíamos esquecer a biografia dessa figura pública
Poderão
consultar este livro, escrito em 1924, na nossa Biblioteca, tendo anexadas as
cartas manuscritas do rei D.Carlos em fac-símile.
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O livro de João Franco sobre el-rei D. Carlos
Em setembro de 1924, o jornalista João Paulo Freire mandou editar este livro que temos à direita: O livro de João Franco sobre el-rei D. Carlos.
João Franco morreu politicamente com o homicídio do rei D. Carlos.
Mas sempre houve quem não tivesse esquecido essa figura incontornável da primeira década do séc. XX, que fora forçado a recolher-se na sua terra natal, Alcaide, após o infortúnio do regicídio. O jornalista João Paulo Freire entrevistara João Franco, em Alcaide, numa altura anterior, e recorrendo à sua memória e à História, redigiu e publicou em setembro de 1924 este livro, para que a memória de João Franco nunca caísse em esquecimento. Tentando ser imparcial, descreve as boas ações políticas de João Franco e a incompreensão imediata da oposição e tardia do rei.
É este livro que vai dar origem, no mês seguinte, em outubro de 1924, à publicação do livro escrito por António Cabral As cartas d'el-rei D.Carlos ao sr. João Franco.
João Franco morreu politicamente com o homicídio do rei D. Carlos.
Mas sempre houve quem não tivesse esquecido essa figura incontornável da primeira década do séc. XX, que fora forçado a recolher-se na sua terra natal, Alcaide, após o infortúnio do regicídio. O jornalista João Paulo Freire entrevistara João Franco, em Alcaide, numa altura anterior, e recorrendo à sua memória e à História, redigiu e publicou em setembro de 1924 este livro, para que a memória de João Franco nunca caísse em esquecimento. Tentando ser imparcial, descreve as boas ações políticas de João Franco e a incompreensão imediata da oposição e tardia do rei.
É este livro que vai dar origem, no mês seguinte, em outubro de 1924, à publicação do livro escrito por António Cabral As cartas d'el-rei D.Carlos ao sr. João Franco.
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quinta-feira, 19 de março de 2015
APRESENTAÇÃO DO LIVRO
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quarta-feira, 18 de março de 2015
O LIVRO A MENINA DO MAR
A nossa biblioteca
construiu um livro baseado na famosa história A menina do mar, da grande
escritora Sophia de Mello Breyner Andresen. Nesta semana Nacional de Leitura, a
obra está a ser apresentada às turmas do 2º ciclo, do 1º e do pré-escolar. As
apresentações terão o seu auge no dia 20, nas comemorações do Dia do
Agrupamento.
As
fotografias revelam um pouco da obra e mostram a equipa que construiu o livro e
preparou a apresentação.
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quinta-feira, 12 de março de 2015
DOIS HOTÉIS EM LISBOA
A Lisboa dos anos 40 é o palco da história narrada na 1ª pessoa no livro Dois hotéis em Lisboa do escritor norte-americano David Leavitt.
A Lisboa dos anos 40 é o palco da história narrada na 1ª pessoa no livro Dois hotéis em Lisboa do escritor norte-americano David Leavitt.
Nos anos 40, em plena segunda guerra mundial, Lisboa era um ponto de chegada, mas também de partida para os estrangeiros que fugiam da Europa, nomeadamente americanos, com destino à América. Por isso mesmo, a par da cultura local e popular, castrada pela ditadura de Salazar, existia uma outra cultura, estrangeira, mais cosmopolita.
Dois casais norte-americanos encontram-se na pastelaria Suíça, no Rossio, em Lisboa, em trânsito para a América. Durante a última semana que passam na capital portuguesa encontram-se frequentemente e passam a ser companhias regulares. Ambos estão hospedados num hotel chamado Francofort. Contudo, não é o mesmo hotel. A coincidência dos nomes pode, talvez, ser o mote de outras coincidências, outros factos inesperados e desconcertantes.
O casal Pete e Julia Winters residiam em Paris e o casal Freeleng, Edward e Iris, escritores de romances policiais, envolvem-se numa teia de acontecimentos inesperados e surge, então, um grande amor entre os dois homens, pouco canónico e numa atmosfera de incertezas e de instabilidade emocional.
Trata-se de um romance empolgante, em que as emoções e a complexidade humanas são bem exploradas, revelando o cariz sinuoso da vida, principalmente num ambiente politicamente conturbado, como o da segunda guerra mundial.
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quarta-feira, 4 de março de 2015
HISTÓRIAS? É CONNOSCO!
Este ano, o projeto "Histórias? É connosco!" tem novo fôlego.
Desenvolve-se em vários espaços: na biblioteca, nas escolas do 1º ciclo do agrupamento, nos jardins de infância, na secção de pediatria do Hospital Cova da Beira.
No 1º período, e para celebrar o mês das bibliotecas, escolhemos o livro A Fada Palavrinha e o Gigante das Bibliotecas, da autora Luísa Ducla Soraes.
No Natal, Babushka foi a história eleita.
No 2º período, foi a vez da Ovelhinha que veio para jantar. Aproveitámos para sublinhar o facto de que, sendo todos diferentes, temos os mesmos direitos!
As imagens documentam as atividades.
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NOITE DENTRO, MOÇAMBIQUE
Laurent Gaudé pode ser um escritor pouco conhecido entre nós, portugueses, mas nem por isso é menos interessante.
Noite dentro, Moçambique é uma coletânea de quatro contos: Sangue negreiro, Gramercy Park Hotel, O coronel Barbaque e Noite dentro, Moçambique.
Todos têm um registo narrativo diferente, mas não sei de qual gostei mais. Por isso, vou falar-vos do primeiro conto.
Em “sangue negreiro”, aborda-se o tema da escravatura, por vezes já esquecido na atualidade, mas ainda tão real. Um navio mercante francês, cuja mercadoria principal era constituída por um grupo de escravos negros é forçado a regressar a França por morte do seu comandante, de modo a que fosse sepultado em solo francês.
Aqui, acontece o inesperado: os escravos fogem do navio mas, após algumas horas, são capturados e a calma restabelece-se. Contudo, ao verificarem melhor, constatam que ainda se encontra um escravo a monte, que ninguém consegue encontrar. No entanto, ele vai deixando as suas marcas em toda a localidade e afeta profundamente o novo comandante do navio, que não vive a realidade da escravatura pacificamente.
Transcrevemos o primeiro parágrafo do conto, em que o comandante do navio, narrador na primeira pessoa deste conto, diz:
“Observam-me. Assusto-vos. Há na minha tez algo de febril que vos inquieta. Sorrio. Estremeço. Um homem queimado, pensam. Não levanto os olhos. Sobressalto-me muitas vezes, ao mínimo ruído, aomínimo gesto. Estou ocupado a lutar contra coisas que não veem, nem sequer seriam capazes de imaginar. Lamentam-me, e têm razão. Mas nem sempre fui assim. Era um homem, dantes.”
Laurent Gaudé.(2014). Noite dentro, Moçambique.ASA
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Spoiler Alert: 7.ºA - O mistério começa agora!
Há segredos que não deviam ser guardados... e histórias que têm mesmo de ser lidas. A Biblioteca Escolar apresenta uma nova rubrica semanal ...






