quarta-feira, 6 de maio de 2015

MIA COUTO EM CASTELO BRANCO


Fronteira, o Festival Literário de Castelo Branco terminou dia 4, com uma homenagem ao escritor moçambicano Mia Couto.
Poderíamos dizer que, num festival em que se pôde refrescar a inteligência e o conhecimento, este foi, talvez, o momento mais marcante.
Começou com a dupla Luísa Vieira e José Rui, vindos de Tondela para dar início à noite com poemas cantados ou simplesmente cantos e sons e palavras, ao jeito africano, em harmonia com o autor homenageado.
Estava instalada a magia da noite.
Tito Couto foi-nos habituando, ao longo do festival, a uma boa disposição e informalidade cativantes e a sua conversa com Mia Couto seguiu esta mesma linha que, parece, é de família.
Na conversa de Mia Couto descortinamos um homem apaixonado pela escrita, mas também pelo seu país, pela vida, pelo mundo.
Segundo Mia, “quando se escreve, o que se quer é atingir o outro” e acrescentou, mais adiante, que “ganhava pátria por via das histórias”, referindo-se ao facto de que “a família é que é a pátria”, quando se viu confrontado com o lado português e o moçambicano.
Referindo-se aos portugueses, salientou “o seu lado trágico do destino” e “a sua atitude filosófica em relação à tristeza” que é “totalmente diferente em Portugal e em Moçambique”.
Tentando explicar de onde lhe veio o gosto pela escrita, referiu seu pai que lhe incutiu a “importância do olhar, do olhar o outro” e o enorme gosto pelos livros. Da mãe, ficaram-lhe as histórias que lhe ouvia todas as noites e que ela criava magicamente.
E afirma sabiamente:

“São pequenas histórias que nos fazem ser qualquer coisa.”


Enfim, muito mais foi dito, numa noite em que as palavras foram o espectáculo!

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