segunda-feira, 7 de outubro de 2024

Cesário Verde e a Modernidade: uma tertúlia na Biblioteca

Na sexta-feira, 4 de outubro, realizou-se na biblioteca da Escola Secundária do Fundão uma tertúlia sobre a temática Cesário Verde e a Modernidade, dinamizada pela professora doutora Cristina Maria da Costa Vieira, que leciona na Universidade da Beira Interior, desde 2005 e leciona unidades curriculares de Literatura Barroca e Neoclássica, Literatura Moderna e Contemporânea, História da cultura Brasileira e Literaturas Orais e Marginais, para além de ser diretora do Mestrado de Estudos Lusófonos.

No âmbito do estudo de Cesário Verde, as turmas de 12.ºCT1, 12.ºCT2 e alguns alunos do 12.º ano CTAV participaram nesta tertúlia, com o intuito de aprofundarem o conhecimento sobre este autor. José Joaquim Cesário Verde, mais conhecido por Cesário Verde, nasceu em Lisboa em fevereiro de 1855. É um dos maiores poetas portugueses, sendo considerado um dos pioneiros do modernismo. A sua poesia nunca foi aceite pelos críticos literários, muito devido ao facto de ter uma poesia diferente do que se fazia na altura. Posteriormente, após a sua morte, foi reconhecido e admirado por outros autores da literatura portuguesa, tal como Fernando Pessoa, Sá Carneiro e Mário Cesariny.

Assim, a professora Cristina Vieira, com o seu conhecimento e entusiasmo, cativou e motivou, desde o início, os alunos que participaram ativamente, respondendo às suas perguntas, o que tornou a apresentação mais dinâmica.

[Núcleo de estágio]

Tertúlia

Tertúlia

Tertúlia

Tertúlia

(…)

Como é saudável ter o seu conchego,

E a sua vida fácil! Eu descia,

Sem muita pressa, para o meu emprego,

Aonde agora quase sempre chego

Com as tonturas duma apoplexia.


E rota, pequenina, azafamada,

Notei de costas uma rapariga,

Que no xadrez marmóreo duma escada,

Como um retalho da horta aglomerada

Pousara, ajoelhando, a sua giga.


E eu, apesar do sol, examinei-a.

Pôs-se de pé, ressoam-lhe os tamancos;

E abre-se-lhe o algodão azul da meia,

Se ela se curva, esguelhada, feia,

E pendurando os seus bracinhos brancos.

(…)

“Bairro Moderno”, Cesário Verde

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