segunda-feira, 27 de março de 2017

PLAYTIME - PROJETO RADIOFÓNICO

PLAYTIME
Teatro Radiophónico
de Mónica Samões e José Pelicano
realizado com turma 7ºF da Escola Básica João Franco
 
Apresentação: 25 de Março | 16 horas | Auditório do Agrupamento de Escolas do Fundão
 
PLAYTIME é um trabalho de experimentação e criação realizado com os alunos do 7ºF sobre a linguagem e sobre a não linearidade das suas formas e processos. Tendo como ponto de partida a ideia de Teatro Radiofónico, o objectivo foi colocar as crianças no centro de uma experiência, criando para elas um espaço que materializasse a sua criatividade, imaginação e energia crua.
Composto e interpretado por um grupo de crianças, PLAYTIME pretende questionar a relevância do formato do teatro radiofónico e do seu carácter idiossincrático e anacrónico, e redireccionar a atenção para o seu potencial dramático gerador de “imagens” sonoras. Um palco / laboratório para o qual convidámos este grupo de crianças a inventar e construir uma dramaturgia do éter, a questionar a tirania de uma realidade dominada pela imagem, um santuário da imaginação pura. Uma síntese entre “A Guerra dos Mundos” de Welles e a “Radio Benjamin”, entre a experimentação poética e os jogos de linguagem, colagens, citações, ready-mades acústicos e uma nova relação com as palavras e com o som.
 
O trabalho integrou uma residência de criação de 7 dias realizada na própria escola, e será apresentado publicamente à comunidade no dia 25 de Março
 
Um projecto de: Mónica Samões e José Pelicano
Realizado com: Adriana Nascimento, Afonso Pereira, Ana Brás, Beatriz Neves, Beatriz Cunha, Daniel Antunes, Diogo Clemente, Eduardo Taveira, Francisco Pereira, Inês Vicente, Joana Almeida, João Salgueiro, José Taborda, Liliana Marques, Lucas Roque, Margarida Carvalho, Nuno Correia, José Fradique, Patrícia Fazendeiro (7ºF da Escola Básica João Franco) 
Organização: Câmara Municipal do Fundão  
Em colaboração com: Agrupamento de Escolas do Fundão
Produção: Câmara Municipal do Fundão e casaBranca
Em colaboração com: Agrupamento de Escolas do Fundão (professoras Mariana Azevedo, Teresa Correia e Margarida Ferreira)
Residência de Criação: Município do Fundão - Casa Grande, Aldeia da Barroca, Fundão
Apoio:  Câmara Municipal de Lagos / Centro Cultural de Lagos, LAC - Laboratório de Actividades Criativas, TEL - Teatro Experimental de Lagos
Agradecimentos: Miguel Rainha, Dora Lourenço, Miquelangelo Veiga, Vicente da Silveira Cabral, Ana Borralho, João Galante, David Palma, equipas técnica e de produção da Moagem








domingo, 26 de março de 2017

POESIA NA RUA

O gato
Lá vai ele, silencioso
Como uma pena leve,
Caminha como uma sombra na noite.
À luz do luar vi a tua cara,
Preta e destemida.
Com o teu olhar imponente
Encantas toda a gente.
Saltos altos e correr ágil
Saltos que tocam no luar.
Gato, gato feito dos raios da lua
Felino encantador
Elegante!
Gato, gato feito dos raios da lua 
Inteligente,
Grande e forte
Levas o encanto
A todos os telhados
Da minha rua
E eu que sou poeta
Te admiro
Gato, gato feito dos raios da lua.

Ana Luísa Figueiredo, 6º A


sábado, 25 de março de 2017

POESIA NA RUA

Neve e Fogo

Meiga e majestosa,
mas muito, muito fugidia

Ágil e veloz,
mas muito, muito assustadiça

Arisca e pequena,
de olhos e bigodes matreiros

Ilude e encanta
Como névoa numa manhã fria

Branca como a neve cristalizada no inverno,
Vermelha como as chamas de um incêndio no verão

Deslumbrante é a raposa...


Antónia Ferraz, 6º A

sexta-feira, 24 de março de 2017

quinta-feira, 23 de março de 2017

quarta-feira, 22 de março de 2017

POESIA NA RUA



Sugerindo a Materna casa da poesia: sobre Eugénio de Andrade, escrito por Fernando Paulouro, na RCB – Rádio Cova da Beira.


terça-feira, 21 de março de 2017

DIA MUNDIAL DA POESIA

A Poesia na rua - projeto europeu com Portugal (Fundão), Itália, França e Espanha








Há Palavras que Nos Beijam

Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

Alexandre O’Neill



“As palavras são a nossa condenação. Com palavras se ama, com palavras se odeia. E, suprema irrisão, ama-se e odeia-se com as mesmas palavras!”

Eugénio de Andrade



“A poesia não quer adeptos, quer amantes.”

Frederico Lorca


“Uma palavra e tudo está salvo
Uma palavra e tudo está perdido”

André Breton


“A poesia não comporta gralhas como a prosa, que às vezes até fica melhor... É coisa tão delicada que só vive de ritmo e de harmonia. Quase dispensa as ideias. Quem lhe tocar, assassina-a sem piedade.”

Florbela Espanca

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

FERNADO ASSIS PACHECO

Fernando Assis Pacheco foi jornalista, poeta, escritor. Nasceu em Coimbra a 1 de fevereiro de 1937 e faleceu em Lisboa, à saída da livraria Buchholz, em 1995.
Foi lançado no dia 1 de fevereiro um livro que reúne as suas crónicas radiofónicas, emitidas pela RDP, entre 1977 e 1978, e que se intitula: Tenho 5 minutos para contar uma história. Dessas crónicas ressalta essa rara habilidade de pegar em ocorrências banais e quase insignificantes, muitas delas passadas consigo, e fazer matéria de encantamento para os leitores. Quem teve a sorte de ouvir Crónica da manhã, da autoria de Fernando Assis Pacheco, que passava aos domingos de manhã, na RDP, é testemunha desses minutos maravilhosos que nos eram oferecidos por aquela sua voz, límpida, doce, dizendo palavras muito bem articuladas e embaladas em entoações inesquecíveis.
No caso do futebol dos botões, vemo-lo, a ele, e aos seus amigos daquela idade, a organizar um jogo de futebol: eram 11 jogadores de cada lado, mais um que era o calibrador. Em cada linha do campo, que neste caso era o tampo, bem delimitado, da mesa da sala de jantar da casa de um deles, os botões tinham de obedecer a um código de calibragem rigoroso, medido ao milímetro. No caso de não os haver à medida, teriam de ser limados, ajustando-os aos diâmetros e às espessuras estabelecidas para cada linha do jogo. Se eram do ataque, ou avançados, teriam de ser os mais pequenos e ágeis; os da  linha  média tinham outras espessuras  e diâmetros, assim como os da defesa. E quando o Fernando participava no jogo, como é que fazia para arranjar os botões? Pois os botões fazem falta à roupa que deles precisa.
Seria maravilhoso se a RDP disponibilizasse ao público as sessões áudio de Fernando Assis Pacheco.  Mesmo assim vale a pena aceder aos endereços seguintes:
http://www.rtp.pt/antena1/os-dias-da-radio/fernando-assis-pacheco-_9558

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

MARIA DA CONCEIÇÃO VICENTE

Hoje e amanhã, a escritora Maria da Conceição Vicente anima a nossa biblioteca...































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