quarta-feira, 13 de abril de 2016

VIAGEM PELAS LETRAS - O APOCALIPSE DOS TRABALHADORES



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O apocalipse dos trabalhadores é o livro que hoje trazemos do já nosso conhecido Valter Hugo Mãe que, confesso, não para de me surpreender.
Maria da Graça e Quitéria são duas amigas confidentes e vizinhas que trabalham fazendo limpezas em casas. À porta de casa, partilham as suas vidas em conversas íntimas reveladoras das suas vidas.
Maria da Graça, mulher de Augusto, embarcadiço que só vem a casa de seis em seis meses, mantém uma relação de cariz sexual com o Sr. Ferreira, em casa de quem faz limpezas. Sonha que ele poderá nutrir por ela algum tipo de sentimento amoroso, mas disso não há sinais.
Quitéria, por seu lado, recebe homens, recusando-se a desenvolver qualquer tipo de sentimento por eles. Os seus relacionamentos são meramente físicos.
Depois de o Sr. Ferreira se suicidar inesperadamente, Maria da Graça reconhece, finalmente, que o que sentia por ele era verdadeiro amor, lamentando que não fosse recíproco, o que, afinal, não era bem verdade.
Quitéria, que mantinha uma relação com Andriy, um jovem ucraniano recentemente chegado a Portugal, carregando um duro passado, inesperadamente, começa a envolver-se sentimentalmente com ele e surge uma entrega recíproca que se desenvolve ao longo da história.
As duas amigas são, ainda, carpideiras, o que confere uma nota humorística ao romance.
Como sempre, as personagens são dotadas de grande densidade psicológica, o que enriquece a história e provoca no leitor uma reflexão sobre os valores da vida. Aliás, Valter Hugo Mãe já nos habituou a esta característica das suas personagens. Ele, como ninguém, sabe traduzir a vida e os sentimentos humanos para palavras.
Toda a história está escrita ao estilo único de Valter Hugo Mãe, o que, a par da trama interessantíssima, é sempre mais um ingrediente aliciante para a leitura. 

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